Polícia
Djamila Ribeiro cobra investigação sobre festas de Vorcaro
Escritora questiona possíveis crimes de exploração sexual e tráfico de pessoas e defende novas apurações sobre eventos atribuídos ao banqueiro

A escritora Djamila Ribeiro defendeu que autoridades investiguem possíveis crimes de exploração sexual e tráfico de pessoas para fins de exploração sexual relacionados a festas atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
No texto, Djamila questiona o tratamento dado às mulheres que teriam participado dos eventos e afirma que as evidências relacionadas aos episódios vêm se acumulando ao longo das últimas semanas. A escritora defende que os relatos sejam analisados pelas autoridades responsáveis e que sejam esclarecidas as circunstâncias envolvendo a organização das festas.
Segundo Ribeiro, eventos que teriam reunido mulheres brasileiras e estrangeiras contratadas como garotas de programa, autoridades públicas e convidados de Vorcaro deveriam ser avaliados também sob a possibilidade de ocorrência de crimes sexuais.
A colunista questiona ainda como a eventual delação premiada de Vorcaro teria abordado a organização dessas festas. Entre os pontos levantados estão a identidade das mulheres, suas idades na época dos acontecimentos e as circunstâncias em que teriam sido recrutadas.
Passagem entre Ucrânia e Polônia
Djamila Ribeiro também cita uma apuração jornalística sobre uma passagem de ônibus entre Kiev, na Ucrânia, e Varsóvia, na Polônia, que teria sido destinada a uma das garotas de programa que participaram de uma das festas mencionadas.
A escritora ainda menciona um pedido formal apresentado pela deputada federal Tabata Amaral ao Ministério Público Federal (MPF) para que fossem investigados os eventos e possíveis crimes sexuais relacionados aos relatos. Segundo Ribeiro, até o momento, não teria havido manifestação pública do órgão sobre o pedido.
Festas em Trancoso e Londres
Outro episódio abordado pela colunista envolve uma festa realizada em Trancoso, no sul da Bahia. Djamila cita reportagem da revista piauí segundo a qual a casa noturna Madame Satã teria recebido uma comemoração financiada por Daniel Vorcaro e produzida por um ex-ministro do governo Jair Bolsonaro.
O texto também recupera informações sobre um chamado “clube do charuto”, em Londres, episódio que, segundo Ribeiro, já havia sido mencionado anteriormente por ela após uma reportagem do portal Poder360.
De acordo com o relato apresentado na coluna, mais de R$ 3 milhões provenientes de fundos de pensão de aposentados teriam sido gastos em cerca de duas horas de degustação de uísque em um chamado “clube de cavalheiros”. Ribeiro afirma que levou informações sobre o episódio a uma autoridade policial de Londres e encaminhou relatórios a autoridades holandesas.
A coluna também menciona uma suposta festa no hotel The Peninsula, em Londres, que teria sido relacionada pelo portal Metrópoles a um encontro descrito como uma “orgia” no quarto presidencial. As informações são apresentadas no artigo como relatos que demandariam apuração pelas autoridades.
Cobrança por novas investigações
Ao abordar os diferentes episódios, Djamila Ribeiro defende a ampliação das investigações e a identificação das pessoas responsáveis pela organização e contratação das mulheres que teriam participado dos eventos.
A escritora também afirma que testemunhas presentes nos locais deveriam ser ouvidas e cita cantores, DJs e outros artistas contratados para as festas como possíveis fontes de informação para esclarecer as circunstâncias dos acontecimentos.
Os relatos mencionados no artigo envolvem alegações que ainda dependem de apuração pelas autoridades competentes. Eventuais responsabilidades criminais deverão ser estabelecidas a partir das investigações e das provas reunidas nos procedimentos oficiais.








