Política
Jerônimo sugere criação de CPI do Lixo na Alba e provoca: “Para ver se descobre alguma coisa”

Durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (10), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou sobre a recente instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Em tom irônico, o chefe do Executivo estadual sugeriu que os parlamentares também criem uma CPI voltada para investigar contratos e licitações de empresas de coleta de lixo no estado.
“A Alba é autônoma. A Constituição estabelece que tenha autonomia. Fico sempre meditando sobre algumas atitudes de alguns deputados, que é natural também, não estou aqui dizendo que não é para fazer, mas existem outras decisões que a Assembleia poderia também tomar, como uma licitação, é sugestão, sobre as empresas de lixo”, disse o governador.
Jerônimo ressaltou que respeita a independência do Legislativo baiano, mas provocou os parlamentares ao sugerir que se investiguem outras áreas além do MST.
“Podia fazer [a CPI do lixo] para ver se descobre alguma coisa. Então, faça também do MST. Faça o que for preciso, mas é uma sugestão”, completou.
A fala ocorre em meio a tensões políticas envolvendo a CPI do MST na Alba, que tem gerado divergências entre governo e oposição. Parlamentares da base governista têm criticado a instalação da comissão, enquanto a oposição reforça a necessidade de apuração de possíveis irregularidades envolvendo invasões de terra promovidas pelo movimento no estado.
A sugestão do governador abre espaço para novos debates dentro do parlamento baiano e poderá impactar na ampliação do escopo de investigações conduzidas pela Casa. Até o momento, não há sinalização oficial de que a chamada “CPI do Lixo” vá ser protocolada por algum deputado.
Política
Silvia Abravanel surge como opção de vice no PSD
Nome da apresentadora ganha força nos bastidores do partido diante da possibilidade de uma chapa presidencial formada exclusivamente por filiados da legenda.

A possibilidade de o PSD lançar uma chapa presidencial formada exclusivamente por integrantes da legenda começou a movimentar os bastidores políticos e trouxe um novo nome para o centro das articulações nacionais. A apresentadora Silvia Abravanel passou a ser mencionada como uma possível candidata à vice-presidência em uma eventual composição encabeçada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
Segundo informações que circulam entre dirigentes e lideranças do partido, a estratégia de uma chapa considerada “puro sangue” tem ganhado espaço nas discussões internas. Nesse cenário, aliados de Caiado avaliam que Silvia Abravanel poderia agregar visibilidade nacional e ampliar o alcance político da legenda em diferentes segmentos do eleitorado.
Filha do empresário e comunicador Silvio Santos, Silvia filiou-se recentemente ao PSD com o objetivo de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. No entanto, seu nome passou a ser citado por integrantes da sigla como uma alternativa para compor uma eventual chapa presidencial, fortalecendo o projeto político do partido para as próximas eleições.
Nos bastidores, interlocutores do PSD destacam que a apresentadora possui forte reconhecimento público e poderia contribuir para ampliar a exposição da legenda em uma disputa nacional. Embora não exista definição oficial sobre candidaturas, a movimentação demonstra que o partido já discute diferentes cenários para a construção de sua estratégia eleitoral.
A eventual candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República é vista por lideranças da sigla como uma oportunidade para consolidar a presença nacional do PSD. Nesse contexto, a busca por um nome para a vice-presidência tornou-se uma das pautas centrais das articulações políticas internas.
Até o momento, não houve anúncio oficial sobre a composição da chapa ou confirmação de eventuais candidaturas. Ainda assim, o surgimento do nome de Silvia Abravanel reforça o ambiente de negociações e especulações que costuma anteceder as definições eleitorais.
O debate interno no PSD deve continuar nos próximos meses, à medida que o partido avança na construção de alianças e estratégias para o cenário político nacional.
Política
Temer defende Constituição como base para regulação digital
Ex-presidente participou do Fórum de Lisboa e afirmou que o constitucionalismo digital deve seguir os princípios já previstos na Constituição Federal.

Teve início nesta segunda-feira (1º) a 14ª edição do Fórum de Lisboa, um dos principais encontros internacionais voltados ao debate sobre democracia, direito, tecnologia e governança. O evento, coordenado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, reúne autoridades, juristas, acadêmicos e lideranças políticas até a próxima quarta-feira (3), na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em Portugal.
Com o tema “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”, o fórum promove discussões sobre os impactos das transformações tecnológicas no funcionamento das instituições e na proteção dos direitos fundamentais.
Durante sua participação, o ex-presidente Michel Temer comentou os desafios relacionados ao chamado constitucionalismo digital e destacou que a regulamentação das novas tecnologias deve respeitar os princípios já estabelecidos pela Constituição Federal.
Segundo Temer, o Brasil possui uma estrutura constitucional capaz de oferecer respostas aos principais desafios enfrentados pelo país, incluindo aqueles ligados ao ambiente digital. Para ele, a aplicação adequada das normas constitucionais é fundamental para garantir equilíbrio entre inovação, liberdade e responsabilidade.
O ex-presidente também abordou a necessidade de mecanismos de controle e regulamentação das redes sociais e plataformas digitais. Em sua avaliação, o debate deve considerar dispositivos constitucionais já existentes, entre eles a vedação ao anonimato prevista na legislação brasileira.
A discussão sobre regulação das plataformas digitais e responsabilidade no ambiente virtual tem ganhado relevância em diversos países, especialmente diante do crescimento das redes sociais, da circulação de informações em larga escala e dos desafios relacionados à segurança digital e à proteção da democracia.
O Fórum de Lisboa é reconhecido por reunir representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas nacionais e internacionais, para debater temas estratégicos que influenciam o cenário político, jurídico e econômico global.
A edição deste ano amplia o foco sobre os impactos da tecnologia nas relações institucionais e reforça a importância de discutir modelos de governança capazes de acompanhar as rápidas transformações do mundo digital.
Política
Érico Brás critica associação política da camisa do Brasil
Ator relata ter sido confundido com apoiador de Bolsonaro ao usar a camisa da Seleção Brasileira na Avenida Paulista durante dia de jogo.

O ator Érico Brás utilizou as redes sociais neste domingo (31) para compartilhar uma situação vivida na Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo ele, ao circular pelo local vestindo a tradicional camisa verde e amarela da Seleção Brasileira, acabou sendo associado a um posicionamento político específico, o que motivou um desabafo publicado em vídeo no Instagram.
De acordo com o artista, a escolha da vestimenta teve como objetivo demonstrar apoio à Seleção Brasileira, que entrou em campo para enfrentar o Panamá em amistoso realizado no Maracanã. No entanto, ele afirmou ter sido confundido por algumas pessoas como apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante a gravação, Érico Brás criticou a polarização em torno de símbolos nacionais e defendeu que a camisa da Seleção representa todos os brasileiros, independentemente de preferências políticas. O ator destacou que o uso das cores verde e amarela está ligado à identidade nacional e ao apoio ao futebol brasileiro.
A publicação rapidamente repercutiu entre seguidores e usuários das redes sociais, reacendendo debates sobre a relação entre símbolos patrióticos e posicionamentos políticos no país. O tema tem sido recorrente nos últimos anos, especialmente em períodos eleitorais e manifestações públicas.
Na legenda do vídeo, o ator deixou explícita sua posição política ao escrever: “Sou Lula”, reforçando que o uso da camisa da Seleção não deve ser interpretado automaticamente como alinhamento a determinado grupo ou corrente ideológica.
A manifestação de Érico Brás gerou ampla discussão online e recebeu comentários de internautas com diferentes opiniões sobre o assunto. O episódio também trouxe novamente à pauta o debate sobre a utilização de símbolos nacionais em contextos políticos e culturais.
Com forte presença nas redes sociais e trajetória consolidada na televisão e no entretenimento, o ator transformou uma experiência cotidiana em um tema de reflexão sobre identidade nacional, pertencimento e liberdade de expressão em um ambiente cada vez mais marcado por interpretações políticas.
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