Mundo
Quaest: maioria atribui a Flávio Bolsonaro responsabilidade por tarifas dos EUA
Levantamento mostra que 51% dos entrevistados concordam com a versão apresentada pelo presidente Lula sobre a origem da medida adotada pelos Estados Unidos.

Uma pesquisa Quaest, divulgada nesta quinta-feira, indica que a maioria dos brasileiros atribui a responsabilidade pela imposição de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros a Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento avaliou a percepção da população diante do embate político envolvendo a decisão do governo norte-americano.
Segundo os dados da sondagem, 51% dos entrevistados afirmaram concordar com o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que atribui a responsabilidade ao senador Flávio Bolsonaro. Outros 30% disseram concordar com a versão apresentada pelo parlamentar, que sustenta que a medida foi consequência da condução da política externa do atual governo.
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de julho, período anterior ao anúncio oficial da decisão de Washington de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, medida confirmada na quarta-feira.
Durante a consulta, os entrevistados responderam qual narrativa consideravam mais convincente diante da disputa política. De um lado, a avaliação de que o pedido de sanções feito por Flávio Bolsonaro teria influenciado a decisão dos Estados Unidos. Do outro, a argumentação de que a adoção das tarifas decorreu da postura do governo brasileiro nas relações com o país norte-americano.
O levantamento evidencia como a população percebe a disputa de versões envolvendo governo e oposição após o anúncio das novas tarifas comerciais, tema que ganhou destaque no cenário político e econômico nacional. A discussão ocorre em meio aos impactos esperados para as exportações brasileiras e ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.
Mundo
Scotland Yard expõe e-mails de vítimas de al-Fayed
Polícia Metropolitana de Londres reconhece erro humano que revelou identidades de 143 vítimas durante atualização de investigação

A Scotland Yard, nome pelo qual é conhecida a Polícia Metropolitana de Londres, admitiu ter exposto os endereços de e-mail e, consequentemente, as identidades de 143 vítimas ligadas às acusações contra o magnata egípcio Mohamed al-Fayed.
O empresário foi alvo de acusações envolvendo crimes sexuais e outras formas de violência. Ao todo, segundo as informações divulgadas sobre o caso, 421 pessoas denunciaram al-Fayed por diferentes crimes, incluindo estupro, violência sexual, cárcere privado, tráfico humano, violência física, uso de drogas e aborto forçado.
O vazamento ocorreu durante o envio de uma atualização mensal destinada às vítimas sobre o andamento das investigações. Os endereços eletrônicos dos destinatários ficaram visíveis para outras pessoas que receberam a mesma mensagem.
A Polícia Metropolitana classificou o episódio como “erro humano” e afirmou que identificou rapidamente o problema. Segundo um porta-voz da Scotland Yard, medidas imediatas foram adotadas para conter a exposição e os afetados foram comunicados diretamente.
A corporação também apresentou um pedido público de desculpas às vítimas, reconhecendo o impacto que a divulgação involuntária das informações poderia causar.
De acordo com as informações divulgadas pelo jornal The Telegraph, a mensagem que provocou o vazamento teria sido encaminhada a outros 12 destinatários. O comunicado informava que três novos suspeitos haviam sido formalmente interrogados sobre possíveis relações com Mohamed al-Fayed e os crimes investigados.
Os três homens, segundo as informações do caso, têm idades entre 70 e 80 anos. As investigações procuram esclarecer a eventual participação de outras pessoas que possam ter facilitado ou contribuído para os crimes atribuídos ao magnata.
O episódio provocou críticas diante da natureza extremamente sensível das informações expostas. A proteção da identidade de vítimas é considerada especialmente importante em investigações envolvendo violência sexual, devido aos riscos de constrangimento, exposição e novos impactos sobre as pessoas envolvidas.
A Scotland Yard informou que os afetados foram avisados sobre o incidente e que as providências necessárias foram tomadas após a identificação da falha.
Mundo
Terremoto na Colômbia deixa 224 mortos
Número de vítimas subiu após o forte tremor registrado na segunda-feira (10); dados foram reunidos por prefeituras e pela Associação Colombiana de Capitais

O número de mortos no terremoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10) subiu para 224, conforme dados divulgados por prefeituras e pela Associação Colombiana de Capitais (Asocapitales), entidade que reúne e articula os governos das principais cidades do país.
O forte tremor provocou impactos em diferentes regiões e mobilizou equipes de emergência na busca por vítimas e no atendimento às áreas afetadas. Com o avanço das operações, o número de mortos foi atualizado pelas autoridades locais.
A dimensão da tragédia levou governos municipais a concentrarem esforços na identificação das vítimas, no atendimento aos sobreviventes e na avaliação dos danos provocados pelo terremoto.
Segundo as informações reunidas pela Asocapitales, o total de mortos chegou a 224, número que pode sofrer novas atualizações à medida que as equipes de emergência avançam nas áreas atingidas.
As autoridades colombianas seguem acompanhando a situação e reunindo informações provenientes dos municípios afetados. O trabalho envolve diferentes órgãos públicos e equipes responsáveis pelo atendimento emergencial após o desastre natural.
Além das vítimas fatais, o terremoto também deixou um cenário de preocupação entre moradores das regiões atingidas, com equipes mobilizadas para verificar possíveis danos estruturais e prestar assistência à população.
A atualização dos números reforça a gravidade do terremoto que atingiu o país. As operações de emergência continuam enquanto autoridades locais consolidam os dados sobre vítimas e impactos provocados pelo tremor.
Mundo
Netanyahu rejeita plano de paz para Gaza
Premiê israelense afirma que tropas não deixarão o enclave palestino enquanto Hamas não estiver completamente desarmado

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou o plano de paz para a Faixa de Gaza apresentado pelos Estados Unidos e afirmou que as forças militares israelenses não deixarão o território enquanto o Hamas não estiver desarmado.
A declaração foi feita neste domingo (9), durante uma reunião de governo, e representa o primeiro posicionamento público de Netanyahu após o anúncio do acordo que prevê o desarmamento do Hamas e a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) de Gaza.
Segundo o premiê, Israel não concorda com o documento apresentado. Netanyahu afirmou ainda que as tropas israelenses não realizarão uma retirada de Gaza até que o Hamas esteja efetivamente desarmado.
A posição do governo israelense coloca novos obstáculos para a implementação do plano de paz e aumenta as incertezas sobre os próximos passos das negociações envolvendo o conflito na Faixa de Gaza.
O documento apresentado pelos Estados Unidos prevê medidas relacionadas ao desarmamento do Hamas e à retirada das forças israelenses do enclave palestino, pontos que estão no centro das discussões diplomáticas sobre o futuro da região.
Ao rejeitar a proposta, Netanyahu reforçou que a segurança de Israel permanece como prioridade para seu governo e condicionou qualquer retirada militar ao cumprimento da exigência de desarmamento do Hamas.
A declaração ocorre em meio aos esforços internacionais para buscar uma solução para o conflito e estabelecer condições para uma possível redução das hostilidades em Gaza.
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