Política
“Prefiro Lula”, diz Mauro Cid sobre Michelle
Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro criticou bastidores e disse que Michelle seria “destruída” na política

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, voltou ao centro das atenções após a revelação de mensagens privadas enviadas ao ex-secretário de Comunicação do governo, Fábio Wajngarten. Em tom irônico, Cid declarou “Prefiro o Lula, hahahaha” ao comentar a possibilidade de Michelle Bolsonaro disputar as eleições de 2026, segundo reportagens do portal UOL publicadas nesta sexta-feira (17).
A conversa, datada de 27 de janeiro de 2023, ocorreu por aplicativo de mensagens e tratava da estratégia do PL em lançar a ex-primeira-dama como alternativa eleitoral caso Bolsonaro fosse declarado inelegível — cenário que hoje é uma realidade. Na época, Bolsonaro ainda não havia sido julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Wajngarten teria enviado uma notícia sobre os planos do partido, e a resposta de Mauro Cid não deixou dúvidas sobre sua opinião:
“Prefiro o Lula, hahahaha”, escreveu, sendo acompanhado por Wajngarten, que respondeu: “Idem.”
A troca de mensagens continuou nos dias seguintes com novas críticas. Em um áudio enviado por Cid, o militar afirma que Michelle Bolsonaro “seria destruída” se entrasse na política. Para ele, a ex-primeira-dama “tem muita coisa suja… não suja, mas a personalidade dela”, que poderia ser usada contra ela por adversários.
“Se Dona Michelle tentar entrar pra política, num cargo alto, ela vai ser destruída (…). E Valdemar [Costa Neto] fala demais também, aquele negócio dos documentos, dos papéis, tá todo enrolado agora.”
Em outro trecho das mensagens, os dois também comentam o salário de R$ 39 mil que o PL planejava pagar a Michelle Bolsonaro, além de reportagens especulando sua candidatura ao Senado. Wajngarten relatou que chegou a conversar com o próprio Bolsonaro, questionando se ele havia autorizado a movimentação do partido — mas não revelou detalhes da resposta.
Até o momento, a defesa de Mauro Cid não se manifestou oficialmente sobre o conteúdo das mensagens. Michelle Bolsonaro também não respondeu aos contatos da imprensa. Já Wajngarten afirmou que, naquele período, “jamais se cogitou seriamente” o nome da ex-primeira-dama como candidata.
As revelações reacendem os debates sobre as divergências internas no núcleo bolsonarista e colocam em xeque os planos do PL para as eleições de 2026, especialmente com o desgaste crescente de nomes da família Bolsonaro.
Política
Governo reduz jornada de terceirizados federais
Decreto assinado por Lula diminui carga horária para 40 horas semanais sem corte de salários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira (13), um decreto que reduz a jornada de trabalho de profissionais terceirizados da administração pública federal. A medida estabelece a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem qualquer redução salarial, beneficiando milhares de trabalhadores em todo o país.
A iniciativa amplia uma política que já vinha sendo implementada desde 2024 e agora passa a abranger todas as categorias de serviços com dedicação exclusiva ao setor público. Com a nova etapa, cerca de 40 mil trabalhadores serão contemplados, somando-se a outros quase 20 mil já beneficiados anteriormente.
O decreto tem como objetivo promover melhores condições de trabalho, equilibrando a carga horária com a qualidade de vida dos profissionais. A manutenção dos salários mesmo com a redução da jornada é um dos pontos mais relevantes da medida, garantindo estabilidade financeira aos trabalhadores.
Além disso, a decisão reforça uma tendência global de revisão das jornadas tradicionais, com foco em produtividade e bem-estar. No contexto da administração pública, a mudança também busca padronizar contratos e adequar práticas às novas diretrizes trabalhistas adotadas pelo governo federal.
Especialistas avaliam que a ampliação da política pode gerar impactos positivos tanto no ambiente de trabalho quanto na eficiência dos serviços prestados. A expectativa é de que a medida contribua para maior satisfação dos trabalhadores e melhor desempenho das atividades no setor público.
Com a assinatura do decreto, o governo federal dá mais um passo na reformulação das condições de trabalho de terceirizados, consolidando uma política que deve continuar em expansão nos próximos anos.
Política
Guimarães assume articulação política de Lula
Deputado do PT toma posse na Secretaria de Relações Institucionais e substitui Gleisi Hoffmann

O deputado federal José Guimarães (PT-CE) assume, nesta terça-feira (14), o comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), pasta estratégica responsável pela articulação política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Congresso Nacional.
Guimarães, que atuava como líder do governo na Câmara dos Deputados, chega ao cargo com a missão de fortalecer o diálogo entre o Executivo e o Legislativo. A função é considerada uma das mais importantes da Esplanada, por ser responsável pela construção de alianças e viabilização de projetos prioritários do governo.
O novo ministro substitui Gleisi Hoffmann, que deixou a função para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. A mudança ocorre em um momento estratégico, em que o governo busca consolidar sua base de apoio no Congresso e avançar com pautas consideradas essenciais.
Com experiência política e forte atuação nos bastidores, Guimarães é visto como um articulador habilidoso dentro do Partido dos Trabalhadores. Sua nomeação reforça a aposta do governo em uma articulação mais intensa e direta com parlamentares, especialmente diante de desafios na aprovação de propostas.
A Secretaria de Relações Institucionais desempenha papel central na governabilidade, sendo responsável por coordenar negociações, alinhar interesses e garantir o andamento da agenda legislativa. O sucesso da nova gestão à frente da pasta será determinante para o ritmo das votações no Congresso Nacional.
A posse de Guimarães marca mais um movimento de reorganização política no governo federal, com foco na ampliação do diálogo institucional e na estabilidade das relações entre os poderes.
Política
Bahia impõe regras rígidas para servidores em 2026
Decreto do governo estadual reforça limites legais em ano eleitoral e controle de gastos públicos

Os servidores públicos da Bahia deverão seguir regras mais rígidas ao longo de 2026, ano marcado pelas eleições. Um decreto publicado pelo governo estadual, sob a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), estabelece diretrizes para garantir o cumprimento da legislação eleitoral e fiscal em toda a administração pública.
A medida determina que órgãos e entidades estaduais respeitem integralmente os limites previstos na Lei nº 9.504/1997 e na Lei de Responsabilidade Fiscal. O objetivo principal é evitar o uso indevido da máquina pública em benefício de candidatos durante o período eleitoral, prática proibida pela legislação brasileira.
Além disso, o decreto funciona como um instrumento de orientação para gestores e servidores, reforçando a necessidade de responsabilidade na condução dos recursos públicos. O controle de gastos ganha ainda mais relevância no último ano de mandato, período em que há restrições específicas para despesas e investimentos.
Entre os pontos destacados estão a proibição de ações promocionais que possam favorecer agentes públicos, limitações na publicidade institucional e maior rigor na execução orçamentária. Essas medidas visam assegurar a transparência e a equidade no processo eleitoral.
Especialistas apontam que iniciativas como essa são fundamentais para garantir a lisura das eleições e o equilíbrio entre os candidatos. O cumprimento das normas evita sanções legais e contribui para a credibilidade da gestão pública, especialmente em um cenário político sensível.
Com a publicação do decreto, o governo da Bahia busca alinhar sua atuação às exigências legais, prevenindo irregularidades e reforçando o compromisso com a responsabilidade fiscal e a integridade do processo eleitoral.
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