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Irã reage a bombardeio dos EUA e ameaça retaliação

Khamenei rompe o silêncio e promete punição ao “inimigo sionista”; tensão cresce após ataques a instalações nucleares.

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Uma mulher iraniana segura um cartaz do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, durante uma manifestação anti-Israel em Teerã - 14.jun.25/EPA-EFE/Shutterstock

Em sua primeira manifestação pública desde os ataques dos Estados Unidos às instalações nucleares iranianas, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, afirmou neste domingo (22) que a punição contra Israel “já começou” e continuará. O pronunciamento foi publicado em sua conta oficial na rede X (antigo Twitter), acompanhado por uma imagem simbólica com crânio em chamas e a estrela de Davi, em referência direta ao Estado judeu.

“O inimigo sionista cometeu um grande erro, um grande crime; deve ser punido e está sendo punido neste exato momento”, declarou Khamenei, referindo-se aos bombardeios coordenados por Tel Aviv e Washington contra os centros nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan, na madrugada deste domingo.

Além da retórica, o Irã elevou o tom das ameaças. Segundo Ali Akbar Velayati, conselheiro do líder supremo, as bases militares americanas no Oriente Médio agora são consideradas alvos legítimos. “Os EUA não têm mais lugar em nossa região e terão que arcar com as consequências irreparáveis dessa agressão”, afirmou à agência oficial IRNA.

Em resposta, Israel também intensificou os ataques, atingindo alvos militares no oeste e noroeste iranianos. Entre os bombardeios, uma ambulância foi atingida, deixando ao menos três mortos, segundo a imprensa local. Os alvos incluíram depósitos de mísseis, estações de radar e infraestrutura de lançamento, de acordo com o Exército israelense.

A tensão se acirra com a entrada oficial dos Estados Unidos no conflito. O presidente Donald Trump comemorou o sucesso da operação e ironizou: “Se o regime atual é incapaz de FAZER O IRÃ GRANDIOSO DE NOVO, por que não haveria uma mudança?”, fazendo alusão à sua famosa sigla “MAGA” (Make America Great Again).

Internamente, Khamenei está em isolamento, comunicando-se apenas por meio de interlocutores diretos, segundo fontes do jornal The New York Times. As autoridades iranianas revelaram que o líder máximo passou a operar de um bunker protegido, e já nomeou três clérigos como possíveis sucessores em caso de morte — medida inédita que escancara a instabilidade enfrentada pelo regime islâmico após três décadas de comando.

Apesar das tentativas do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, de minimizar o envolvimento direto com o Irã, a escalada bélica indica um novo patamar no conflito, com potencial para reverberações regionais e globais.

“Não estamos em guerra com o Irã, estamos em guerra com o programa nuclear iraniano”, afirmou Vance, em coletiva no Pentágono.

O Oriente Médio, já fragilizado por conflitos anteriores, entra agora em um dos momentos mais críticos do século, com o risco de uma guerra aberta entre potências militares e ideológicas cada vez mais real

Redação Saiba+

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Parlamento Europeu congela acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos

Decisão é anunciada após tensão diplomática envolvendo ameaça de anexação da Groenlândia

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O Parlamento Europeu congelou o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos | Bnews - Divulgação Reprodução

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos, medida anunciada nesta terça-feira (20) por Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), a segunda maior bancada da Casa.

Segundo García Pérez, a suspensão do acordo firmado no ano passado ocorre como retaliação às recentes declarações do presidente Donald Trump, que manifestou interesse em anexar a Groenlândia aos EUA. O território, embora autônomo, mantém vínculo histórico e administrativo com a Dinamarca, país-membro da União Europeia.

A decisão do Parlamento Europeu foi recebida como um sinal de endurecimento nas relações diplomáticas entre os blocos, que já vinham enfrentando divergências comerciais e políticas. Para parlamentares europeus, a ameaça de anexação representa uma violação inaceitável da soberania de um território ligado a um Estado europeu, justificando a interrupção imediata das negociações.

O congelamento do acordo deve impactar setores estratégicos, especialmente comércio, investimentos e cooperação regulatória. A expectativa é de que novas discussões ocorram nas próximas semanas, enquanto a União Europeia aguarda uma posição oficial do governo norte-americano sobre o episódio.

Redação Saiba+

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EUA ampliam lista de países convidados para integrar o “Conselho da Paz”

Iniciativa liderada por Washington inclui novos chefes de Estado para atuar na transição política e reconstrução da Faixa de Gaza

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Até o momento, o governo Lula ainda não apresentou resposta oficial | Bnews - Divulgação Wikipedia

O governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação da lista de países convidados a integrar o “Conselho da Paz”, mecanismo criado por Washington com o objetivo de liderar a transição política, garantir a segurança e coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa busca fortalecer a cooperação internacional diante do cenário de instabilidade na região.

Segundo informações divulgadas, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu incluir novos líderes globais no grupo, ampliando o alcance diplomático da proposta. Entre os nomes convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Javier Milei (Argentina), o presidente Recep Tayyip Erdogan (Turquia), o presidente Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e o primeiro-ministro Mark Carney (Canadá).

A expansão do Conselho reflete o interesse norte-americano em envolver diferentes perspectivas políticas e regionais no processo de reconstrução de Gaza, especialmente em um momento em que a comunidade internacional discute caminhos para estabilizar a área e promover ações humanitárias.

A participação dos novos países ainda depende de confirmações formais, mas a iniciativa já repercute no cenário diplomático global, abrindo espaço para debates sobre governança, segurança e cooperação multilateral no Oriente Médio.

Redação Saiba+

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Brasil quer falar sobre Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, citando soberania e direito

Governo prepara manifestação firme em defesa do direito internacional, sem citar diretamente Maduro ou Donald Trump

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No domingo, 4, o Itamaraty divulgou uma nota com o posicionamento conjunto dos governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha sobre a situação da Venezuela Foto: GIORGIO VIERA

O governo brasileiro deve solicitar a palavra na sessão extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, marcada para esta segunda‑feira (5), para tratar da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, durante operação conduzida pelos Estados Unidos em Caracas na madrugada de sábado (3). Embora não ocupe assento permanente no colegiado, o Brasil pretende se manifestar com base nas regras que permitem intervenções de países não membros.

A fala brasileira deve seguir a linha adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que divulgou nota conjunta com Espanha e países latino‑americanos condenando violações ao direito internacional. O discurso, segundo fontes diplomáticas, será forte e crítico, mas sem mencionar nominalmente nem o ditador venezuelano nem o presidente dos EUA, Donald Trump — estratégia já adotada em posicionamentos anteriores.

A orientação do Itamaraty é reforçar a defesa da soberania dos Estados, do multilateralismo e da necessidade de respeito às normas internacionais, independentemente de quem esteja envolvido no conflito. O Brasil pretende destacar que ações militares unilaterais representam riscos para a estabilidade regional e criam precedentes perigosos para a comunidade internacional.

A crise desencadeada pela captura de Maduro reacendeu tensões diplomáticas e mobilizou governos latino‑americanos, que buscam evitar uma escalada de confrontos e defender soluções pacíficas. A participação brasileira no Conselho de Segurança reforça o esforço do país em se posicionar como voz ativa na defesa do diálogo e da legalidade internacional.

Redação Saiba+

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