Polícia
“Tropa da Juba”: líder do Comando Vermelho em Feira de Santana segue foragida
Juliana de Almeida Leite, conhecida como “Juba” ou “Bibi”, é apontada pelo Ministério Público da Bahia como uma das principais gerentes da facção criminosa na região e alvo da Operação Skywalker.

Uma das criminosas mais procuradas da Bahia, Juliana de Almeida Leite, conhecida como “Juba” ou “Bibi”, ocupa posição de destaque na hierarquia do Comando Vermelho (CV) em Feira de Santana, a segunda maior cidade do estado. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), ela atua como gerente da facção e ainda lidera a célula conhecida como “Tropa da Juba”, instalada no bairro da Queimadinha.
A traficante teve a prisão decretada após ser denunciada junto a outros 31 integrantes do CV durante a Operação Skywalker, deflagrada em abril deste ano. Apesar disso, continua foragida e, de acordo com as investigações, estaria escondida no Rio de Janeiro sob a proteção da cúpula nacional da organização criminosa.
Perfil e conexões perigosas
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Juliana mantém laços diretos com Heverson Almeida Torres, o “Mil Grau”, preso em 2023. A investigação revelou que membros da quadrilha, incluindo “Juba”, ostentam a mesma tatuagem do líder, como símbolo de lealdade ao Comando Vermelho.
Apelidada de “Bibi” pela semelhança com a carioca Fabiana Escobar, a “Bibi Perigosa” da Rocinha, Juliana é acusada de comandar ações sistemáticas de tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, homicídios e extorsões, impondo um regime de medo e violência em Feira de Santana.
Drogas e armas
As denúncias apresentadas pelo MP-BA incluem imagens e vídeos atribuídos à traficante, nos quais aparecem referências ao CV e registros de venda de cocaína, crack, maconha e até lança-perfume. A polícia identificou, ainda, negociações de grandes carregamentos de drogas, como 23,5 kg de cocaína tipo exportação, em parceria com outro gerente do CV conhecido como “Formiga”.
Além do tráfico de entorpecentes, Juliana também está ligada ao contrabando de armas de alto poder de fogo. Em registros encontrados em seus arquivos, ela aparece ostentando fuzis e pistolas, além de exibir armamentos novos, ainda embalados, indicando a chegada de carregamentos recentes.
Acusações de homicídio
As investigações apontam, ainda, que “Juba” teria participado de execuções violentas na região. Segundo o MP, as provas sugerem um modus operandi cruel, com vítimas atacadas no pescoço em mais de um caso, o que reforça a suspeita de envolvimento direto da criminosa nesses homicídios.
Enquanto isso, o líder “Mil Grau” segue preso no Presídio Federal de Brasília, mas a “Tropa da Juba” continua atuando, consolidando-se como um dos núcleos mais perigosos do Comando Vermelho na Bahia.
Polícia
Moraes manda investigar Flávio Bolsonaro
STF abre inquérito para apurar possível injúria contra Lula em publicação nas redes sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a instauração de um inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão tem como objetivo apurar se o parlamentar cometeu crime de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma postagem publicada nas redes sociais.
A medida foi adotada após análise preliminar do conteúdo divulgado, considerado potencialmente ofensivo à honra do chefe do Executivo. O inquérito buscará esclarecer o teor da publicação, o contexto em que foi feita e se houve intenção de atingir a dignidade do presidente, conforme prevê a legislação penal brasileira.
De acordo com especialistas em direito, o crime de injúria ocorre quando há ofensa direta à honra subjetiva de uma pessoa, podendo resultar em sanções legais caso seja comprovado. No caso envolvendo um agente público e um presidente da República, o episódio ganha ainda mais relevância institucional e jurídica.
Nos bastidores políticos, a decisão do STF repercute de forma significativa, intensificando o debate sobre os limites da liberdade de expressão de parlamentares nas redes sociais. A investigação também levanta discussões sobre responsabilidade digital e o uso de plataformas como ferramenta de posicionamento político.
O senador ainda poderá apresentar sua defesa ao longo do processo, enquanto o inquérito seguirá os trâmites legais sob supervisão do Supremo Tribunal Federal. O caso deve permanecer em evidência no cenário político nacional nos próximos dias.
Polícia
Anvisa proíbe versões irregulares do Mounjaro
Lotes suspeitos de falsificação são apreendidos e acendem alerta sobre riscos à saúde

A Anvisa proibiu, nesta quinta-feira (2), a comercialização e o uso de versões consideradas irregulares do medicamento Mounjaro, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e que ganhou popularidade recente por seu uso associado ao emagrecimento.
A medida inclui a apreensão de lotes suspeitos, entre eles o D856831 do Mounjaro e os lotes D880730 e D840678 do Mounjaro Kwikpen, produtos que, segundo as autoridades, não possuem procedência confirmada. A ação visa proteger a população diante do risco de consumo de medicamentos potencialmente falsificados.
De acordo com a farmacêutica Eli Lilly, responsável pela fabricação do produto original, foram identificados fortes indícios de falsificação nas unidades apreendidas. A empresa reforçou que apenas medicamentos adquiridos por canais oficiais garantem segurança e eficácia no tratamento.
A Anvisa alerta que o uso de versões irregulares pode trazer graves consequências à saúde, uma vez que não há garantia sobre a composição, dosagem ou condições de armazenamento desses produtos. O órgão orienta pacientes a verificarem sempre a origem dos medicamentos e a buscarem orientação médica antes de iniciar qualquer tratamento.
O caso reforça a preocupação crescente com a circulação de medicamentos falsificados no país, especialmente aqueles de alta demanda. A fiscalização será intensificada para coibir a venda ilegal e proteger os consumidores, segundo informou a agência reguladora.
Polícia
Prefeitura de Feira investe R$ 9 milhões em segurança escolar
Contrato prevê modernização do controle de acesso nas unidades da rede pública municipa

A Prefeitura de Feira de Santana, por meio do Fundo Municipal de Educação (FME), firmou contrato para a modernização do sistema de controle de acesso nas escolas da rede pública municipal. O investimento total é de R$ 9 milhões, com foco no reforço da segurança e na gestão de entrada e saída de alunos, servidores e visitantes.
A empresa responsável pela execução do serviço é a TC Monitoramento de Segurança Ltda, sediada no próprio município. O contrato foi formalizado após processo licitatório, com a proposta vencedora sendo selecionada conforme os critérios estabelecidos no edital.
De acordo com as informações disponíveis, a empresa possui um capital social de R$ 4 milhões, valor inferior ao montante total do contrato firmado com o poder público. O dado chama atenção no contexto administrativo, já que contratos desse porte costumam exigir capacidade técnica e financeira compatível com a execução dos serviços.
O projeto prevê a implantação de tecnologias modernas para o controle de acesso, incluindo sistemas eletrônicos de identificação e monitoramento, com o objetivo de aumentar a segurança nas escolas e otimizar a gestão do fluxo de pessoas nas unidades educacionais.
A iniciativa ocorre em meio a uma crescente demanda por medidas de proteção no ambiente escolar, impulsionada por episódios recentes em diferentes regiões do país. A expectativa da gestão municipal é de que a modernização contribua para um ambiente mais seguro e organizado para alunos, professores e funcionários.
Especialistas em gestão pública destacam que investimentos em segurança escolar são essenciais, mas ressaltam a importância da transparência e da fiscalização rigorosa dos contratos, garantindo que os recursos públicos sejam aplicados de forma eficiente e dentro dos parâmetros legais.
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