Brasil
COP-30 arranca em Belém com agenda ambiciosa e cinco metas-chave à espera de adesão
A 30ª edição da conferência climática no Brasil inicia com foco em desmatamento, financiamento climático, transição energética, adaptação global e biodiversidade, mas compromisso dos países será teste real

A COP‑30 teve início oficial em Belém e entra em sua fase decisiva com uma pauta robusta de propostas que visam acelerar a ação climática global. O Brasil assume protagonismo da conferência, que deve definir rumos para os próximos anos.
Entre os principais objetivos estão cinco áreas fundamentais. Primeiro, o compromisso com o desmatamento zero e a preservação de florestas tropicais como parte central da agenda. Em segundo lugar, a mobilização de financiamento climático para países em desenvolvimento — sobretudo mecanismos que garantam apoio aos mais vulneráveis.
Terceiro, a promoção da transição energética, com corte acelerado de combustíveis fósseis e expansão de energias renováveis. Quarto, o foco na adaptação climática, para lidar com impactos como secas, enchentes e eventos extremos que já atingem populações vulneráveis. Por fim, o fortalecimento da biodiversidade e dos ecossistemas, reconhecidos como ativos essenciais na luta contra as mudanças climáticas.
Apesar da ambição da agenda, o desafio é converter intenções em compromissos concretos. A COP‐30 servirá como termômetro global: será avaliado se os países conseguem assinar pactos vinculantes, estabelecer metas claras e liberar recursos para que a ação não fique apenas no plano das declarações. A atuação do Brasil será observada de perto, tanto pela escolha de Belém como sede quanto pela execução das propostas nacionais apresentadas.
Com sua realização em território amazônico, a conferência carrega forte simbolismo. O evento destaca que nem só de discursos se trata, mas da necessidade de aliança entre crescimento econômico, justiça social e preservação ambiental. Agora resta ver se os líderes globais corresponderão à expectativa e assinarão não só planos, mas compromissos reais.
Brasil
Avião sai da pista durante pouso no Paraná
Aeronave com 151 pessoas a bordo teve incidente no Aeroporto Regional de Cascavel; ninguém ficou ferido

Um avião com 151 pessoas a bordo saiu da pista durante o pouso no Aeroporto Regional de Cascavel, no oeste do Paraná, na manhã desta segunda-feira (31). Apesar do incidente, não houve registro de feridos.
Segundo informações da Latam, a aeronave estava envolvida na operação do voo LA3859, que faria o trajeto entre Cascavel e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Após o ocorrido, a companhia aérea cancelou o voo e informou que os passageiros afetados estão sendo acomodados em outras operações, com embarques previstos a partir do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, também no Paraná.
O incidente mobilizou as equipes responsáveis pela operação aeroportuária, que atuaram após a aeronave deixar a área de pista durante o procedimento de pouso. As circunstâncias que levaram à saída da pista deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
O caso chama atenção para a movimentação no Aeroporto de Cascavel, um dos principais terminais regionais do oeste paranaense, e provocou alterações na programação dos passageiros que seguiriam para São Paulo.
Brasil
Justiça decreta falência do Grupo Refit
Decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro encerra recuperação judicial de empresas ligadas à Refinaria de Petróleos Manguinhos

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (31), a falência das empresas que integram o Grupo Refit, encerrando o processo de recuperação judicial das companhias ligadas à Refinaria de Petróleos Manguinhos.
A decisão foi proferida pela 5ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira determinou a conversão da recuperação judicial em falência das empresas Gasdiesel Serviços, Distribuidora S.A., Química S.A. e Refinaria de Petróleos Manguinhos.
As companhias estavam submetidas ao processo de recuperação judicial e acumulavam débitos tributários com o Estado do Rio de Janeiro. Com a decretação da falência, o processo passa a seguir as regras específicas previstas para a liquidação das empresas e a satisfação dos créditos dos credores.
Entre as primeiras determinações estabelecidas pela Justiça está a apresentação, no prazo de cinco dias, da relação nominal dos credores, além de informações necessárias para o trabalho do administrador judicial.
A medida marca uma nova etapa no processo envolvendo as empresas do grupo, que agora terão suas atividades e obrigações submetidas aos procedimentos previstos na legislação falimentar.
A falência também deverá estabelecer os próximos passos para a apuração do patrimônio, levantamento das dívidas e organização do pagamento dos credores, conforme as regras determinadas pelo Judiciário.
Brasil
Ex-soldado é condenado por injúria racial em quartel
Militar foi responsabilizado após ofender colega durante período de internato em unidade do Exército no Paraná

Um ex-soldado do Exército foi condenado por injúria racial após chamar um colega de “preto imundo” durante o período de internato em um quartel de Ponta Grossa, no Paraná.
A decisão foi tomada por unanimidade, em 19 de agosto, pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército, ligado à Auditoria da 5ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM), em Curitiba.
O episódio aconteceu em 15 de março de 2025, poucas semanas após a incorporação dos recrutas ao 13º Batalhão de Infantaria Blindado (13º BIB). Na ocasião, os militares se preparavam para entrar em forma depois de uma refeição no rancho.
Segundo o caso analisado pela Justiça Militar, uma discussão teve início entre os recrutas e evoluiu para a utilização de uma expressão de cunho racial contra um dos militares.
A acusação foi analisada pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército, que considerou comprovada a prática de injúria racial e decidiu pela condenação do ex-soldado.
A decisão foi tomada de forma unânime pelos integrantes do colegiado, após a análise dos elementos apresentados durante o processo.
O episódio chama atenção para a necessidade de combater manifestações de racismo e discriminação também dentro das instituições militares, onde os integrantes estão submetidos a normas específicas de disciplina e conduta.
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