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COP-30 arranca em Belém com agenda ambiciosa e cinco metas-chave à espera de adesão

A 30ª edição da conferência climática no Brasil inicia com foco em desmatamento, financiamento climático, transição energética, adaptação global e biodiversidade, mas compromisso dos países será teste real

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Belém recebe a partir desta segunda-feira, 10, a Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-30). Foto: Wilton Junior

A COP‑30 teve início oficial em Belém e entra em sua fase decisiva com uma pauta robusta de propostas que visam acelerar a ação climática global. O Brasil assume protagonismo da conferência, que deve definir rumos para os próximos anos.

Entre os principais objetivos estão cinco áreas fundamentais. Primeiro, o compromisso com o desmatamento zero e a preservação de florestas tropicais como parte central da agenda. Em segundo lugar, a mobilização de financiamento climático para países em desenvolvimento — sobretudo mecanismos que garantam apoio aos mais vulneráveis.

Terceiro, a promoção da transição energética, com corte acelerado de combustíveis fósseis e expansão de energias renováveis. Quarto, o foco na adaptação climática, para lidar com impactos como secas, enchentes e eventos extremos que já atingem populações vulneráveis. Por fim, o fortalecimento da biodiversidade e dos ecossistemas, reconhecidos como ativos essenciais na luta contra as mudanças climáticas.

Apesar da ambição da agenda, o desafio é converter intenções em compromissos concretos. A COP‐30 servirá como termômetro global: será avaliado se os países conseguem assinar pactos vinculantes, estabelecer metas claras e liberar recursos para que a ação não fique apenas no plano das declarações. A atuação do Brasil será observada de perto, tanto pela escolha de Belém como sede quanto pela execução das propostas nacionais apresentadas.

Com sua realização em território amazônico, a conferência carrega forte simbolismo. O evento destaca que nem só de discursos se trata, mas da necessidade de aliança entre crescimento econômico, justiça social e preservação ambiental. Agora resta ver se os líderes globais corresponderão à expectativa e assinarão não só planos, mas compromissos reais.

Redação Saiba+

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Brasil

Avião sai da pista durante pouso no Paraná

Aeronave com 151 pessoas a bordo teve incidente no Aeroporto Regional de Cascavel; ninguém ficou ferido

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Um avião com 151 pessoas a bordo saiu da pista durante o pouso no Aeroporto Regional de Cascavel, no oeste do Paraná, na manhã desta segunda-feira (31). Apesar do incidente, não houve registro de feridos.

Segundo informações da Latam, a aeronave estava envolvida na operação do voo LA3859, que faria o trajeto entre Cascavel e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Após o ocorrido, a companhia aérea cancelou o voo e informou que os passageiros afetados estão sendo acomodados em outras operações, com embarques previstos a partir do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, também no Paraná.

O incidente mobilizou as equipes responsáveis pela operação aeroportuária, que atuaram após a aeronave deixar a área de pista durante o procedimento de pouso. As circunstâncias que levaram à saída da pista deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

O caso chama atenção para a movimentação no Aeroporto de Cascavel, um dos principais terminais regionais do oeste paranaense, e provocou alterações na programação dos passageiros que seguiriam para São Paulo.

Redação Saiba+

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Justiça decreta falência do Grupo Refit

Decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro encerra recuperação judicial de empresas ligadas à Refinaria de Petróleos Manguinhos

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A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (31), a falência das empresas que integram o Grupo Refit, encerrando o processo de recuperação judicial das companhias ligadas à Refinaria de Petróleos Manguinhos.

A decisão foi proferida pela 5ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira determinou a conversão da recuperação judicial em falência das empresas Gasdiesel Serviços, Distribuidora S.A., Química S.A. e Refinaria de Petróleos Manguinhos.

As companhias estavam submetidas ao processo de recuperação judicial e acumulavam débitos tributários com o Estado do Rio de Janeiro. Com a decretação da falência, o processo passa a seguir as regras específicas previstas para a liquidação das empresas e a satisfação dos créditos dos credores.

Entre as primeiras determinações estabelecidas pela Justiça está a apresentação, no prazo de cinco dias, da relação nominal dos credores, além de informações necessárias para o trabalho do administrador judicial.

A medida marca uma nova etapa no processo envolvendo as empresas do grupo, que agora terão suas atividades e obrigações submetidas aos procedimentos previstos na legislação falimentar.

A falência também deverá estabelecer os próximos passos para a apuração do patrimônio, levantamento das dívidas e organização do pagamento dos credores, conforme as regras determinadas pelo Judiciário.

Redação Saiba+

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Ex-soldado é condenado por injúria racial em quartel

Militar foi responsabilizado após ofender colega durante período de internato em unidade do Exército no Paraná

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Um ex-soldado do Exército foi condenado por injúria racial após chamar um colega de “preto imundo” durante o período de internato em um quartel de Ponta Grossa, no Paraná.

A decisão foi tomada por unanimidade, em 19 de agosto, pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército, ligado à Auditoria da 5ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM), em Curitiba.

O episódio aconteceu em 15 de março de 2025, poucas semanas após a incorporação dos recrutas ao 13º Batalhão de Infantaria Blindado (13º BIB). Na ocasião, os militares se preparavam para entrar em forma depois de uma refeição no rancho.

Segundo o caso analisado pela Justiça Militar, uma discussão teve início entre os recrutas e evoluiu para a utilização de uma expressão de cunho racial contra um dos militares.

A acusação foi analisada pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército, que considerou comprovada a prática de injúria racial e decidiu pela condenação do ex-soldado.

A decisão foi tomada de forma unânime pelos integrantes do colegiado, após a análise dos elementos apresentados durante o processo.

O episódio chama atenção para a necessidade de combater manifestações de racismo e discriminação também dentro das instituições militares, onde os integrantes estão submetidos a normas específicas de disciplina e conduta.

Redação Saiba+

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