Brasil
Crise no fórum de Rio Real trava mais de 220 processos
Declarações de suspeição em massa provocam paralisação judicial e afetam cidadãos que aguardam decisões urgentes no interior da Bahia.
O Fórum da Comarca de Rio Real, no interior da Bahia, enfrenta uma grave crise institucional que já provoca impactos diretos na vida de centenas de moradores. O impasse envolvendo o juiz Euler José Ribeiro Neto e o advogado Luiz Cesar Donato da Cruz evoluiu para uma situação considerada crítica no sistema judiciário local.
A tensão aumentou após o magistrado passar a declarar-se suspeito, por “motivo de foro íntimo”, em praticamente todos os processos patrocinados pelo advogado. A medida, intensificada a partir de abril de 2026, desencadeou um verdadeiro “efeito dominó” dentro da comarca e já alcança mais de 220 ações judiciais.
Com isso, centenas de processos foram retirados da análise do juiz titular e agora aguardam a designação de um magistrado substituto pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). Enquanto não houver nomeação oficial, os casos permanecem paralisados, sem previsão para retomada.
Entre os processos afetados estão ações consideradas urgentes, como pedidos de pensão alimentícia, disputas possessórias, indenizações e outras demandas que impactam diretamente famílias e cidadãos da região. A demora vem aumentando a preocupação de advogados, partes envolvidas e moradores que dependem das decisões judiciais.
Nos bastidores do Judiciário baiano, a situação já é vista como uma crise administrativa delicada, com potencial para ampliar ainda mais o acúmulo processual na comarca. Especialistas alertam que a paralisação pode gerar insegurança jurídica e prejudicar o acesso da população à Justiça.
A expectativa agora recai sobre uma posição do TJBA para solucionar o impasse e evitar novos prejuízos à prestação jurisdicional em Rio Real. Enquanto isso, cidadãos seguem aguardando decisões essenciais que permanecem represadas no sistema judicial.
