Brasil
Indígenas ampliam mobilização contra obras do Arco Norte
Lideranças de diferentes povos articulam ações conjuntas diante do avanço de projetos de infraestrutura na região do Tapajós.

A região do Tapajós voltou a ser palco de mobilizações indígenas em meio ao debate sobre grandes projetos de infraestrutura previstos para o chamado Arco Norte. Lideranças de diferentes povos indígenas intensificaram articulações nas últimas semanas para discutir os impactos de obras consideradas estratégicas para o escoamento da produção agrícola do país.
O movimento ocorre após recentes decisões envolvendo empreendimentos de logística e transporte na Amazônia, incluindo projetos ferroviários, rodoviários e hidroviários. Entre os temas que mobilizam as comunidades estão a Ferrogrão, a BR-163, intervenções em hidrovias, dragagens de rios e a ampliação de estruturas portuárias na região.
Segundo informações divulgadas por representantes do movimento, cerca de 600 indígenas de pelo menos nove povos participaram de encontros e mobilizações em diferentes pontos da chamada rota da soja, buscando construir uma posição conjunta diante das transformações previstas para o território.
A articulação ganhou força após o avanço das discussões sobre a Ferrogrão, projeto ferroviário considerado estratégico para a logística nacional. O tema voltou ao centro dos debates após decisões judiciais relacionadas à área do Parque Nacional do Jamanxim e diante da expectativa de que o empreendimento avance para novas etapas de planejamento nos próximos anos.
As lideranças indígenas defendem maior participação das comunidades nas discussões sobre os projetos e reforçam a necessidade de diálogo sobre possíveis impactos ambientais, sociais e culturais das obras previstas para a região. O objetivo é garantir que as populações tradicionais sejam ouvidas nos processos de tomada de decisão.
O Arco Norte é visto pelo setor produtivo como um importante corredor logístico para o transporte de grãos e outras commodities destinadas aos mercados nacional e internacional. Por outro lado, organizações indígenas e ambientais destacam preocupações relacionadas à preservação dos ecossistemas amazônicos e à proteção dos territórios tradicionais.
O debate em torno das obras deve continuar nos próximos meses, reunindo representantes do governo, setor produtivo, comunidades indígenas e entidades da sociedade civil. A expectativa é de que as discussões avancem à medida que novos projetos entrem na pauta de investimentos em infraestrutura.
Com a mobilização ampliada no Tapajós, o tema reforça a complexidade do desafio de conciliar desenvolvimento econômico, expansão logística e preservação ambiental em uma das regiões mais estratégicas da Amazônia brasileira.
Brasil
Avião sai da pista durante pouso no Paraná
Aeronave com 151 pessoas a bordo teve incidente no Aeroporto Regional de Cascavel; ninguém ficou ferido

Um avião com 151 pessoas a bordo saiu da pista durante o pouso no Aeroporto Regional de Cascavel, no oeste do Paraná, na manhã desta segunda-feira (31). Apesar do incidente, não houve registro de feridos.
Segundo informações da Latam, a aeronave estava envolvida na operação do voo LA3859, que faria o trajeto entre Cascavel e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Após o ocorrido, a companhia aérea cancelou o voo e informou que os passageiros afetados estão sendo acomodados em outras operações, com embarques previstos a partir do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, também no Paraná.
O incidente mobilizou as equipes responsáveis pela operação aeroportuária, que atuaram após a aeronave deixar a área de pista durante o procedimento de pouso. As circunstâncias que levaram à saída da pista deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
O caso chama atenção para a movimentação no Aeroporto de Cascavel, um dos principais terminais regionais do oeste paranaense, e provocou alterações na programação dos passageiros que seguiriam para São Paulo.
Brasil
Justiça decreta falência do Grupo Refit
Decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro encerra recuperação judicial de empresas ligadas à Refinaria de Petróleos Manguinhos

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (31), a falência das empresas que integram o Grupo Refit, encerrando o processo de recuperação judicial das companhias ligadas à Refinaria de Petróleos Manguinhos.
A decisão foi proferida pela 5ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira determinou a conversão da recuperação judicial em falência das empresas Gasdiesel Serviços, Distribuidora S.A., Química S.A. e Refinaria de Petróleos Manguinhos.
As companhias estavam submetidas ao processo de recuperação judicial e acumulavam débitos tributários com o Estado do Rio de Janeiro. Com a decretação da falência, o processo passa a seguir as regras específicas previstas para a liquidação das empresas e a satisfação dos créditos dos credores.
Entre as primeiras determinações estabelecidas pela Justiça está a apresentação, no prazo de cinco dias, da relação nominal dos credores, além de informações necessárias para o trabalho do administrador judicial.
A medida marca uma nova etapa no processo envolvendo as empresas do grupo, que agora terão suas atividades e obrigações submetidas aos procedimentos previstos na legislação falimentar.
A falência também deverá estabelecer os próximos passos para a apuração do patrimônio, levantamento das dívidas e organização do pagamento dos credores, conforme as regras determinadas pelo Judiciário.
Brasil
Ex-soldado é condenado por injúria racial em quartel
Militar foi responsabilizado após ofender colega durante período de internato em unidade do Exército no Paraná

Um ex-soldado do Exército foi condenado por injúria racial após chamar um colega de “preto imundo” durante o período de internato em um quartel de Ponta Grossa, no Paraná.
A decisão foi tomada por unanimidade, em 19 de agosto, pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército, ligado à Auditoria da 5ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM), em Curitiba.
O episódio aconteceu em 15 de março de 2025, poucas semanas após a incorporação dos recrutas ao 13º Batalhão de Infantaria Blindado (13º BIB). Na ocasião, os militares se preparavam para entrar em forma depois de uma refeição no rancho.
Segundo o caso analisado pela Justiça Militar, uma discussão teve início entre os recrutas e evoluiu para a utilização de uma expressão de cunho racial contra um dos militares.
A acusação foi analisada pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército, que considerou comprovada a prática de injúria racial e decidiu pela condenação do ex-soldado.
A decisão foi tomada de forma unânime pelos integrantes do colegiado, após a análise dos elementos apresentados durante o processo.
O episódio chama atenção para a necessidade de combater manifestações de racismo e discriminação também dentro das instituições militares, onde os integrantes estão submetidos a normas específicas de disciplina e conduta.
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