Polícia
Polícia Civil prende condenado por ligação com organização criminosa no Rio
Investigação aponta que suspeito atuava como operador de ex-deputado estadual e mantinha vínculos com grupo criminoso investigado por atuação na Alerj.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), prendeu nesta quarta-feira um homem condenado em primeira instância por integrar uma organização criminosa com atuação investigada no estado. A prisão ocorreu no bairro de Marechal Hermes, na Zona Norte da capital fluminense.
O detido foi identificado como Leandro Ferreira Marçal, apontado pelas investigações como integrante de um grupo criminoso que, segundo as autoridades, mantinha conexões com o Comando Vermelho e exercia influência em atividades relacionadas à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
De acordo com a Polícia Civil, Leandro Ferreira Marçal era apontado como operador do ex-deputado estadual Tiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Jóias, identificado nas investigações como um suposto braço político da organização criminosa.
A condenação em primeira instância decorre das investigações que apuraram a atuação do grupo em um esquema criminoso. A prisão faz parte das ações permanentes das forças de segurança para localizar e cumprir mandados judiciais contra pessoas investigadas ou condenadas por envolvimento com organizações criminosas.
As autoridades ressaltam que a investigação busca desarticular estruturas criminosas e identificar todos os envolvidos no esquema, incluindo eventuais colaboradores e responsáveis pela movimentação de recursos e apoio às atividades ilícitas.
O caso segue em tramitação na Justiça, e os desdobramentos das investigações poderão contribuir para o aprofundamento das apurações sobre a atuação da organização criminosa e seus possíveis vínculos com agentes públicos. A defesa dos citados poderá se manifestar no decorrer do processo, conforme prevê o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Polícia
Operação Metástase mira esquema de roubo de medicamentos contra o câncer no Rio
Investigação aponta desvio de dezenas de cargas de remédios oncológicos e alerta para riscos à saúde de pacientes e ao abastecimento de hospitais.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Metástase para desarticular uma organização criminosa suspeita de roubar medicamentos de alto custo destinados ao tratamento de câncer e revendê-los a hospitais das redes privada e pública, inclusive por meio de processos licitatórios.
De acordo com as investigações, ao menos 50 cargas de medicamentos foram desviadas ao longo dos últimos três anos no estado. Os remédios, segundo a polícia, eram levados para o Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde ficavam armazenados antes de serem reintroduzidos no mercado ilegal.
O esquema chamou a atenção das autoridades devido ao alto valor financeiro dos medicamentos e aos riscos que representam para a saúde pública. Medicamentos oncológicos e imunossupressores exigem controle rigoroso de temperatura, armazenamento e transporte, condições fundamentais para garantir sua eficácia e segurança durante o tratamento dos pacientes.
A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) manifestou preocupação com o caso e defendeu o recolhimento imediato de todos os lotes cuja origem ou integridade não possam ser comprovadas, além da responsabilização dos envolvidos e do fortalecimento dos mecanismos de fiscalização em toda a cadeia de distribuição.
Segundo a presidente da entidade, Clarissa Baldotto, qualquer falha na conservação desses medicamentos pode comprometer sua eficácia, provocar contaminações ou até gerar riscos adicionais aos pacientes que dependem dessas terapias para combater doenças graves.
Além dos impactos diretos na segurança dos tratamentos, as investigações indicam que o desvio das cargas também pode afetar o abastecimento de hospitais e unidades de saúde, dificultando o acesso de pacientes com câncer, pessoas transplantadas e indivíduos com doenças autoimunes aos medicamentos essenciais.
A Operação Metástase segue em andamento, e as autoridades continuam apurando a extensão do esquema, bem como a possível participação de novos envolvidos na cadeia de receptação e comercialização irregular dos medicamentos.
Polícia
Acusados pela morte da cantora Aline Borel vão a júri popular no Rio
Sessão de julgamento está marcada para esta quinta-feira e vai analisar a participação de dois réus no assassinato da cantora e influenciadora digital, ocorrido em 2022.

O Tribunal do Júri da Comarca de Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, realiza na próxima quinta-feira (23), às 11h, o julgamento de Natanael dos Santos Nunes e Luiz Henrique Mora Fersura, acusados de participação na morte da cantora e blogueira Aline Borel dos Santos.
Aline Borel foi assassinada a tiros em 21 de abril de 2022, aos 28 anos. A artista ganhou notoriedade nas redes sociais ao compartilhar vídeos interpretando músicas autorais e canções da dupla Sandy & Junior, conquistando seguidores e admiradores por seu talento musical.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Aline teria sido morta após realizar uma faxina em um imóvel conhecido como “Casa Amarela”, local que, apesar de estar desocupado, era utilizado por integrantes de uma milícia que atuava na região.
As investigações apontam que a vítima teria sido confundida com uma suposta informante da organização rival. Conforme a acusação, o crime teria sido ordenado por Ricardo Santos Oliveira, apontado como líder do tráfico de drogas na localidade, que suspeitava de que Aline estivesse colaborando com a milícia em razão de sua presença no imóvel.
O julgamento será conduzido pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida. Durante a sessão, acusação e defesa apresentarão suas argumentações, cabendo aos jurados decidir sobre a responsabilidade dos réus pelos fatos narrados na denúncia.
Os acusados respondem ao processo com base nas investigações conduzidas pelas autoridades, e a definição sobre eventual condenação ou absolvição será tomada após a apreciação das provas apresentadas em plenário. O caso ganhou ampla repercussão nacional pela trajetória da artista nas redes sociais e pelas circunstâncias que envolveram o crime.
A expectativa é de que o julgamento represente mais um passo na busca por responsabilização dos envolvidos e pelo esclarecimento definitivo de um dos casos de maior repercussão na Região dos Lagos nos últimos anos.
Polícia
Operação Janus cita coronéis da PM de São Paulo em investigação sobre o PCC
Relatórios do Ministério Público mencionam oficiais da reserva e da ativa em apuração que investiga suposta movimentação de recursos ilícitos e atuação em tribunais do crime.

A Operação Janus, deflagrada nesta terça-feira (21), colocou em evidência uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que apura a atuação de um núcleo suspeito de movimentar valores ilícitos em benefício do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de participar dos chamados tribunais do crime.
De acordo com os relatórios que fundamentaram a operação, três coronéis da Polícia Militar de São Paulo foram citados ao longo das investigações. A ação teve como objetivo o cumprimento de 18 mandados de prisão, além de ordens de busca e apreensão autorizadas pela Justiça.
Entre os nomes mencionados está o coronel José Augusto Coutinho, que ocupou o cargo de comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo até abril deste ano e atualmente está na reserva. Também foram citados o coronel Luiz Carlos Pereira Martins, apontado em referência a um grupo de mensagens em aplicativo, e um terceiro oficial identificado apenas como Patrício.
A investigação busca esclarecer a eventual participação de integrantes do grupo em um esquema que teria favorecido financeiramente integrantes da organização criminosa, além de possíveis vínculos com atividades relacionadas aos chamados tribunais do crime. A citação dos nomes nos relatórios não representa condenação ou comprovação de responsabilidade criminal, cabendo às autoridades aprofundar a apuração dos fatos.
A Operação Janus integra um conjunto de ações voltadas ao combate ao crime organizado e ao enfraquecimento das estruturas financeiras atribuídas ao PCC. As diligências seguem em andamento, enquanto os investigadores analisam documentos, aparelhos eletrônicos e demais materiais apreendidos durante a operação.
O caso amplia a repercussão das investigações sobre o combate às organizações criminosas no estado de São Paulo e deverá ter novos desdobramentos conforme o avanço das apurações conduzidas pelo Ministério Público e pelas autoridades competentes.
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