Saúde
Terapia precoce elimina HIV em primatas
Estudo aponta que combinação de três tratamentos aplicada logo após o nascimento impediu a permanência do vírus no organismo

Uma combinação de três terapias aplicada logo após o nascimento conseguiu eliminar o HIV em testes realizados com primatas, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (10) na revista científica Nature Microbiology.
Os resultados indicam que o tratamento iniciado imediatamente após a exposição ao vírus pode impedir que o HIV consiga se estabelecer no organismo, abrindo uma nova possibilidade de investigação para estratégias de combate à infecção.
A pesquisa avaliou uma abordagem que combina diferentes terapias administradas em um período considerado crítico após o nascimento. A proposta é atuar antes que o vírus consiga formar reservatórios persistentes no organismo.
Os resultados obtidos nos testes com primatas chamaram atenção porque apontam para a possibilidade de que uma intervenção extremamente precoce possa impedir a infecção de se consolidar.
O HIV é conhecido pela capacidade de estabelecer reservatórios virais que dificultam a eliminação completa do vírus mesmo quando o tratamento consegue controlar sua multiplicação. Por isso, impedir essa etapa inicial é considerado um dos grandes desafios da pesquisa científica.
Apesar dos resultados promissores, os experimentos foram realizados em primatas e não representam, neste momento, uma terapia comprovada para seres humanos. Novos estudos serão necessários para avaliar a segurança, a eficácia e a possibilidade de aplicação da estratégia em pessoas.
A pesquisa, portanto, representa uma importante linha de investigação científica, mas ainda está distante de significar uma cura disponível contra o HIV.
Os autores do estudo esperam que os resultados contribuam para o desenvolvimento de novas estratégias capazes de prevenir o estabelecimento de reservatórios do HIV logo após a infecção.
Saúde
São Paulo chega a 32 casos de sarampo em 2026
Estado registrou dois novos diagnósticos; 23 dos 32 pacientes não tinham registro de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto

O estado de São Paulo chegou a 32 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde nesta sexta-feira (11).
Os dados apontam que dois novos casos foram registrados. Um deles envolve uma menina de seis meses, que apresentava esquema vacinal incompleto. O outro paciente é um homem de 28 anos, com histórico de vacinação contra o sarampo.
A capital paulista concentra a maior parte dos registros, com 29 casos confirmados. São Bernardo do Campo contabiliza outros dois diagnósticos, enquanto Guarulhos registra um caso.
Vacinação é ponto de atenção
De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, 23 dos 32 pacientes diagnosticados não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou estavam com o esquema vacinal incompleto.
O cenário reforça a importância da vacinação como principal medida de prevenção contra a doença, especialmente entre crianças e pessoas que não possuem o esquema vacinal atualizado.
Quatro cadeias de transmissão foram identificadas
As autoridades de saúde identificaram quatro cadeias de transmissão do sarampo em São Paulo ao longo de 2026.
A primeira ocorreu entre março e abril e esteve relacionada a dois casos de pacientes que haviam vindo do exterior. Essa cadeia foi considerada encerrada após permanecer 12 semanas sem novos registros relacionados.
As outras três cadeias foram identificadas nos meses de junho, julho e agosto e continuam sendo monitoradas pelas equipes de saúde estaduais e municipais.
O acompanhamento busca identificar novos casos e possíveis contatos, além de interromper a circulação do vírus. Diante do avanço dos registros, a atualização da vacinação permanece entre as principais estratégias para evitar novas transmissões do sarampo no estado.
Saúde
Castração de animais em Salvador tem regras para atendimento
Tutores precisam apresentar documentos e seguir orientações específicas antes da cirurgia; serviço atende cães e gatos dentro da faixa etária estabelecida

O serviço de castração gratuita de cães e gatos em Salvador possui critérios específicos para o atendimento. Para utilizar o procedimento, o tutor precisa ter Cartão SUS vinculado ao município de Salvador, além de apresentar RG, CPF e comprovante de residência.
A iniciativa é voltada para animais que estejam dentro da faixa etária estabelecida e em condições adequadas de saúde para passar pelo procedimento cirúrgico.
Quais animais podem ser castrados?
O atendimento é destinado a animais com idade entre seis meses e cinco anos e 11 meses. Além de estar dentro dessa faixa etária, o pet precisa estar saudável e ter sido imunizado contra a raiva.
Para os animais que receberam a vacina antirrábica recentemente, é necessário aguardar pelo menos 15 dias antes da realização da castração. A orientação busca garantir maior segurança para o animal antes do procedimento.
Jejum é obrigatório antes da cirurgia
Outro cuidado importante é o período de preparação para a cirurgia. O animal deverá permanecer em jejum de 10 a 12 horas antes do procedimento, sem consumir alimentos ou água.
A restrição é necessária devido à utilização de anestesia durante a castração. Por isso, o tutor deve seguir corretamente as orientações fornecidas pela equipe responsável e evitar oferecer qualquer alimento ou líquido durante o período determinado.
O cumprimento das regras é fundamental para garantir que o animal esteja preparado para a cirurgia e reduzir possíveis riscos durante o atendimento.
Saúde
Estudo aponta riscos do xilitol
Pesquisa apresentada em congresso internacional de cardiologia relaciona níveis elevados do adoçante no sangue a maior risco de eventos cardiovasculares

O xilitol, também conhecido como álcool de açúcar, é um adoçante natural bastante utilizado por pessoas que buscam reduzir o consumo de açúcar e controlar o peso. A substância possui aproximadamente 40% menos calorias que o açúcar comum, característica que contribuiu para sua popularização em produtos alimentícios e dietas.
Entretanto, um novo estudo apresentado durante o Congresso de Cardiologia da ESC levantou um alerta sobre possíveis impactos cardiovasculares relacionados à presença elevada de xilitol no organismo. Segundo os pesquisadores, níveis maiores da substância no sangue podem estar associados a maiores chances de problemas cardiovasculares, incluindo infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Pesquisa avaliou milhares de participantes
Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram dados de 17.710 participantes de estudos voltados ao acompanhamento da saúde e do envelhecimento da população. Entre as bases utilizadas estavam o Estudo Longitudinal Canadense sobre Envelhecimento e a investigação EPIC-Norfolk.
A análise buscou identificar possíveis relações entre a concentração de xilitol encontrada no sangue e a ocorrência de eventos cardiovasculares. Os resultados chamaram atenção especialmente entre os participantes que apresentavam níveis mais elevados do adoçante.
De acordo com os dados apresentados, pessoas com concentrações maiores de xilitol tiveram aproximadamente 57% mais risco de morte após eventos como infarto e AVC, quando comparadas àquelas que apresentavam níveis mais baixos da substância.
Resultado acende alerta
Apesar da associação identificada pela pesquisa, os resultados não significam necessariamente que o consumo de xilitol seja responsável diretamente pela ocorrência de infartos ou AVCs. Estudos desse tipo ajudam a identificar relações que precisam ser investigadas com maior profundidade.
O xilitol é encontrado naturalmente em pequenas quantidades em alguns alimentos e também é produzido para utilização como adoçante. Por apresentar sabor semelhante ao açúcar e menor quantidade de calorias, tornou-se uma alternativa bastante procurada por consumidores interessados em reduzir a ingestão de açúcar.
A possível relação entre níveis elevados de xilitol e doenças cardiovasculares, portanto, pode abrir espaço para novas pesquisas sobre os efeitos metabólicos da substância. Cientistas ainda precisam compreender melhor os mecanismos envolvidos e avaliar se o próprio xilitol contribui para o risco ou se níveis elevados funcionam como um marcador associado a outras condições.
Saúde cardiovascular exige atenção
Doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no mundo, o que faz com que qualquer possível fator associado ao aumento do risco seja acompanhado de perto pela comunidade científica.
O estudo apresentado no congresso reforça a importância de avaliar com cautela o uso frequente de adoçantes e produtos industrializados, especialmente quando consumidos em grandes quantidades. A escolha de alternativas ao açúcar não deve ser analisada apenas pelo número de calorias.
Os pesquisadores destacam que os resultados representam uma associação observada nos dados analisados e que mais estudos são necessários para confirmar uma relação de causa e efeito. Até que novas evidências estejam disponíveis, o consumo de xilitol deve ser considerado dentro de uma alimentação equilibrada e de acordo com as necessidades individuais.
Bahia3 dias atrás29ª Semana de Comunicação na UCSal Tem Como Tema “Quando Tudo Se Conecta”
Brasil7 dias atrásNubank registra instabilidade no Pix
Polícia7 dias atrásOperação policial termina com dois mortos
Bahia7 dias atrásSalvador entrega requalificação de Paramana
Mundo6 dias atrásObjeto natural atinge a Terra na Austrália
Esportes7 dias atrásBahia elimina Palmeiras nos pênaltis
Entretenimento7 dias atrásMC Guimê anuncia saída do funk
Polícia7 dias atrásPai de santo e mulher vão a júri por mortes no RS









