Saúde
Ministério da Saúde amplia vacinação contra o sarampo em cidades paulistas
Nova recomendação contempla moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, mesmo aqueles que já receberam a vacina tríplice viral, diante do surto registrado em 2026.

O Ministério da Saúde emitiu uma nova recomendação para reforçar a vacinação contra o sarampo em moradores dos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, mesmo para pessoas que já tenham recebido anteriormente a vacina tríplice viral. A medida foi adotada após a identificação de uma cadeia de transmissão associada à importação do vírus de outros países, elevando o nível de atenção das autoridades sanitárias.
De acordo com o balanço mais recente, o estado de São Paulo confirmou 16 casos de sarampo em 2026. O cenário atual inclui um surto ativo com 13 casos na capital paulista, além de dois registros em São Bernardo do Campo e um caso em Guarulhos, o que motivou a intensificação das ações de prevenção.
A estratégia faz parte da Campanha de Multivacinação, realizada entre os dias 3 de agosto e 1º de setembro, período em que o público-alvo poderá atualizar sua situação vacinal. A mobilização contempla crianças a partir de 6 meses de idade, adolescentes e adultos de até 59 anos, conforme orientação das autoridades de saúde.
O reforço da imunização tem como principal objetivo interromper a circulação do vírus e evitar o avanço do surto, protegendo especialmente pessoas mais vulneráveis à doença. O Ministério da Saúde destaca que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra o sarampo, enfermidade altamente contagiosa e que pode provocar complicações graves.
As equipes de saúde orientam que a população procure as unidades de vacinação durante a campanha para verificar a situação da carteira de imunização e, quando indicado, receber a dose recomendada. A iniciativa integra o conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da cobertura vacinal e ao controle da circulação do vírus no estado.
Saúde
Anvisa suspende lote de lombo da Suinco
Lote 070726 do Lombo Tipo Canadense de 1 kg foi suspenso após identificação de níveis de nitritos e nitratos acima do limite permitido.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu o lote 070726 do Lombo Tipo Canadense de 1 kg da marca Suinco, integrante da linha Cozinha Premiada. O alerta foi divulgado nesta segunda-feira (17) após a identificação de níveis de conservantes acima dos limites permitidos pela legislação sanitária.
A medida envolve especificamente o lote citado e ocorreu após a própria fabricante iniciar um recolhimento voluntário do produto. A empresa comunicou a Anvisa sobre a irregularidade encontrada, levando à adoção da medida preventiva pela autoridade sanitária.
De acordo com a Anvisa, foram identificadas concentrações de nitritos e nitratos acima dos níveis permitidos no alimento. Essas substâncias são utilizadas como conservantes em determinados produtos, mas precisam respeitar os limites estabelecidos pelas normas sanitárias.
A presença dos conservantes em quantidade elevada pode representar risco à saúde dos consumidores, segundo a autoridade sanitária. Por esse motivo, a suspensão do lote busca impedir a comercialização e o consumo de unidades potencialmente afetadas.
A orientação é que consumidores que tenham adquirido o Lombo Tipo Canadense Suinco de 1 kg pertencente ao lote 070726 verifiquem a identificação do produto e evitem o consumo caso tenham uma unidade correspondente ao lote suspenso.
O recolhimento voluntário iniciado pela fabricante faz parte das medidas adotadas para retirar os produtos potencialmente irregulares do mercado. A atuação da Anvisa ocorre no âmbito do controle sanitário de alimentos e da proteção da saúde da população.
A suspensão é direcionada ao lote 070726, e não significa, necessariamente, que todos os produtos da marca estejam sob a mesma medida. Consumidores devem conferir cuidadosamente as informações da embalagem antes de consumir o alimento.
O caso reforça a importância de observar lote, validade e demais informações presentes nas embalagens de produtos alimentícios. Em situações de alerta sanitário, a recomendação é seguir as orientações das autoridades e dos fabricantes.
Saúde
Surto de cólera deixa 500 hospitalizados em Mianmar
Autoridades de Yangon confirmaram 149 casos positivos em testes rápidos; nove infecções por Vibrio cholerae foram identificadas em laboratório.

Um surto de diarreia grave em Yangon, maior cidade de Mianmar, levou 500 pessoas à hospitalização desde 9 de agosto, segundo autoridades regionais. Do total, 149 pacientes tiveram resultado positivo para cólera em testes rápidos.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (17) por Bo Htay, ministro de Assuntos Sociais da região de Yangon, durante uma sessão do Parlamento regional. Segundo o funcionário, a diarreia é o principal sintoma associado à cólera.
Além dos resultados obtidos por testes rápidos, nove casos foram confirmados como infecções pela bactéria Vibrio cholerae pelo Laboratório Nacional de Saúde. A confirmação representa o primeiro registro oficial de cólera na região de Yangon.
As autoridades passaram a acompanhar o aumento das hospitalizações depois que os primeiros pacientes começaram a ser internados no início de agosto. Desde então, o número de pessoas afetadas pela diarreia grave em Yangon cresceu, levando o sistema de saúde local a intensificar a atenção aos casos suspeitos.
A cólera é uma doença infecciosa que pode provocar diarreia intensa e rápida desidratação, principalmente quando não há tratamento adequado. A transmissão está frequentemente relacionada ao consumo de água ou alimentos contaminados pela bactéria.
A confirmação dos casos em Yangon aumenta a preocupação das autoridades sanitárias com a possibilidade de ampliação do surto. O acompanhamento dos pacientes e a identificação de novos casos são medidas importantes para conter a disseminação da doença.
O cenário também reforça a importância das condições de saneamento básico, do acesso à água potável e da adoção de medidas de higiene para reduzir o risco de transmissão da cólera.
Com 500 hospitalizações registradas em pouco mais de uma semana e dezenas de resultados positivos, Yangon enfrenta um alerta sanitário provocado pelo avanço de casos de diarreia associados à cólera.
Saúde
Anvisa aprova duas novas canetas para diabetes
Medicamentos à base de semaglutida foram registrados no Brasil e ampliam as opções disponíveis para o tratamento do diabetes tipo 2.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de duas novas canetas injetáveis à base de semaglutida para tratamento do diabetes no Brasil. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (17).
Os novos medicamentos ampliam a oferta de tratamentos para pacientes com diabetes tipo 2 e chegam ao mercado em um momento de crescente atenção aos medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, que também ganharam notoriedade por seus efeitos relacionados à perda de peso.
Um dos produtos é fabricado pela EMS e representa o primeiro medicamento genérico de semaglutida obtida por via sintética registrado no país. A novidade amplia a presença de versões alternativas do princípio ativo no mercado brasileiro.
O segundo medicamento foi registrado pelo laboratório Germed e será comercializado sob o nome Semaclique. Assim como o produto da EMS, o medicamento tem como princípio ativo a semaglutida e é destinado ao tratamento do diabetes, conforme as indicações aprovadas pela autoridade sanitária.
A semaglutida pertence a uma classe de medicamentos que atua sobre mecanismos relacionados à regulação da glicose e do apetite. Por esse motivo, medicamentos com o princípio ativo também passaram a ser amplamente conhecidos pelo uso no controle do peso, embora suas indicações e condições de utilização dependam do registro e da orientação médica.
A aprovação dos dois produtos pela Anvisa representa mais uma movimentação importante no mercado brasileiro de medicamentos para diabetes e pode ampliar a concorrência entre fabricantes que oferecem tratamentos baseados em semaglutida.
Apesar da popularidade das chamadas canetas emagrecedoras, especialistas reforçam que medicamentos à base de semaglutida devem ser utilizados somente conforme indicação médica e dentro das condições aprovadas pela Anvisa. A automedicação pode trazer riscos e efeitos adversos.
Com os novos registros, o mercado brasileiro passa a contar com mais alternativas terapêuticas envolvendo a semaglutida, aumentando as opções disponíveis para pacientes e profissionais de saúde no tratamento do diabetes.
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