Polícia
Influenciador brasileiro é detido pelo ICE nos Estados Unidos
Bruno Freitas, conhecido como “cabeleireiro viajante”, está sob custódia migratória desde 5 de setembro; família busca recursos para custear defesa jurídica

O influenciador brasileiro Bruno Freitas, conhecido nas redes sociais como “cabeleireiro viajante”, foi detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e permanece sob custódia das autoridades migratórias no país.
Com mais de 500 mil seguidores nas redes sociais, Bruno ganhou notoriedade entre brasileiros que vivem nos Estados Unidos por viajar por diferentes estados americanos para atender clientes e compartilhar a rotina profissional e pessoal na internet.
A detenção ocorreu no dia 5 de setembro e foi comunicada pela própria família do influenciador por meio das redes sociais. Desde então, familiares têm buscado apoio para enfrentar os custos relacionados ao processo migratório.
A mãe e a irmã de Bruno Freitas estão mobilizadas para arrecadar recursos destinados à contratação de um advogado e às despesas do processo. A situação gerou repercussão entre seguidores e brasileiros que acompanham o trabalho do cabeleireiro nos Estados Unidos.
Até o momento, a família tem utilizado as redes sociais para divulgar informações sobre o caso e pedir apoio diante do momento enfrentado pelo influenciador.
A detenção pelo ICE ocorre em meio aos procedimentos de fiscalização migratória realizados pelas autoridades norte-americanas. O caso de Bruno Freitas continua sendo acompanhado pela família, que busca assistência jurídica para tratar da situação migratória do brasileiro.
Polícia
Homem é investigado por falsificação de laudos
Suspeito teria utilizado dados de um médico em documentos relacionados a tratamentos intensivos de crianças com Transtorno do Espectro Autista

Um homem, que não teve a identidade divulgada, é investigado pela Polícia Civil da Bahia por suspeita de falsificar dados de um médico em laudos e solicitações de tratamentos intensivos destinados a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A investigação teve novos desdobramentos na quinta-feira (10), quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Até o momento, não houve prisão relacionada à operação.
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, as medidas judiciais foram realizadas em dois endereços ligados ao investigado: a residência dele e uma clínica de terapias especiais onde trabalha.
Durante as buscas, os agentes apreenderam um celular e um notebook, que serão submetidos à análise. O objetivo é extrair informações dos dispositivos que possam contribuir para esclarecer a possível falsificação dos documentos e identificar eventuais envolvidos no caso.
A apuração busca verificar de que forma os dados médicos teriam sido utilizados nos laudos e pedidos de tratamentos intensivos para crianças com TEA, além de esclarecer a extensão das possíveis irregularidades.
O caso segue sob investigação, e o homem é tratado como suspeito, sem que haja, até o momento, condenação ou confirmação definitiva das acusações.
Polícia
Pastor é preso por suspeita de abusar de mais de 10 mulheres
Religioso foi localizado no Rio de Janeiro durante operação; investigação aponta vítimas no Pará, Maranhão e Rio de Janeiro, além de suspeitas em outros estados

Um pastor investigado por suspeita de abuso sexual contra mais de dez mulheres foi preso nesta quinta-feira (10), em Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A prisão ocorreu durante a operação Quebra Cajado, conduzida por agentes da Subsecretaria de Inteligência (SSINTE/SEPOL).
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam possíveis vítimas nos estados do Pará, Rio de Janeiro e Maranhão. As autoridades também apuram a possibilidade de que outros casos tenham ocorrido no Amazonas e no Rio Grande do Sul.
O investigado, identificado como Jailton Nápoles Corrêa Menezes, era considerado foragido da Justiça de Santa Izabel do Pará, no nordeste do estado. Ele foi localizado pelas equipes de inteligência no Rio de Janeiro e detido durante a operação.
Investigação aponta abuso de confiança
De acordo com os investigadores, o suspeito teria utilizado sua posição de liderança religiosa para estabelecer uma relação de confiança com as vítimas. A partir desse vínculo, segundo a apuração policial, ele teria cometido os abusos.
A investigação reúne relatos de mulheres de diferentes estados e busca esclarecer a extensão dos possíveis crimes atribuídos ao pastor, além de identificar outras eventuais vítimas.
A operação também representa uma tentativa das autoridades de localizar pessoas que possam contribuir com informações para o avanço das investigações.
O investigado é considerado suspeito e as acusações ainda estão sendo apuradas pelas autoridades competentes. A prisão e os elementos reunidos durante a investigação não representam, por si só, uma condenação, cabendo à Justiça analisar as provas apresentadas no processo.
Polícia
Tenente-coronel acusado de feminicídio reclama de prisão
Geraldo Leite Rosa Neto afirmou durante interrogatório que se sente um “escravo” e relatou dificuldades com a rotina no Presídio Militar Romão Gomes

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, afirmou durante interrogatório que está se sentindo um “escravo” dentro da prisão. O policial está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, desde 18 de março.
O depoimento foi prestado à Corregedoria da Polícia Militar em 2 de abril, durante um Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado para apurar o caso. Segundo as informações divulgadas, Rosa Neto decidiu prestar esclarecimentos mesmo após ser informado de que tinha o direito de permanecer em silêncio.
Durante o interrogatório, o tenente-coronel concentrou parte das reclamações na rotina dentro da unidade prisional. Ele relatou que precisa solicitar autorização ao policial mais antigo da cela, que, segundo seu relato, é um soldado, para entrar no espaço.
O acusado também afirmou que realiza diferentes tarefas no presídio, entre elas lavar banheiros e corredores, fazer limpeza, buscar refeições e lavar louças. Para Rosa Neto, as regras internas da unidade e aquelas seguidas pelos próprios detentos seriam diferentes.
“Eu sou um escravo aqui dentro”, afirmou o tenente-coronel durante o depoimento, ao relatar sua situação no Presídio Militar Romão Gomes.
Acusado nega feminicídio
Geraldo Rosa Neto é réu pela morte de Gisele Alves Santana, de 32 anos, que foi baleada na cabeça em fevereiro. Além da acusação de feminicídio, o policial também responde por fraude processual.
O tenente-coronel nega ter cometido os crimes. Em sua versão, Gisele teria tirado a própria vida, alegação que contraria a acusação apresentada contra ele no processo.
O caso segue sendo investigado e analisado pelas autoridades responsáveis. O depoimento prestado à Corregedoria faz parte do procedimento que apura as circunstâncias relacionadas à morte da soldado e à conduta do policial.
A prisão de Geraldo Rosa Neto ocorre desde março, enquanto ele responde às acusações. A defesa sustenta a versão apresentada pelo acusado, que nega o feminicídio, enquanto o processo segue seu andamento na Justiça.
Além da investigação sobre a morte de Gisele, o relato feito durante o interrogatório também colocou em evidência as condições e regras enfrentadas pelo tenente-coronel dentro do presídio militar.
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