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Fieb cobra revisão de tarifas dos EUA

Carlos Henrique Passos alerta para impactos nas exportações baianas e aponta concorrência com produtos asiáticos como desafio para a indústria

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O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos, defendeu nesta terça-feira (6) uma atuação do Governo Federal para buscar a revisão das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A declaração ocorreu durante o lançamento da 3ª edição do INDEX 2027, quando o dirigente falou sobre os efeitos das medidas comerciais para a economia baiana e avaliou os principais desafios enfrentados pelo setor industrial.

Segundo Passos, aproximadamente um terço da pauta de exportações da Bahia é formada por produtos afetados pela tarifa norte-americana. Para o presidente da Fieb, é necessário criar condições para que o Brasil avance nas negociações e consiga revisar as taxas.

“Esse processo ainda não se concluiu. Nós esperamos que o governo crie as condições de defesa para a revisão dessa tarifa”, afirmou.

Competitividade preocupa indústria baiana

Apesar dos impactos provocados pelas tarifas dos Estados Unidos, Carlos Henrique Passos afirmou que o principal desafio para a indústria da Bahia está relacionado à competitividade diante de produtos importados.

Na avaliação do presidente da Fieb, mercadorias provenientes de outros mercados, especialmente da Ásia e da China, podem competir diretamente com produtos fabricados pela indústria brasileira.

Passos destacou que, em determinadas situações, os fabricantes nacionais enfrentam condições de produção que dificultam a concorrência com os produtos estrangeiros.

“O problema maior da Bahia, mais do que a questão da tarifa americana que afeta um grupo reduzido de produtos e de empresas, é a nossa competitividade com a importação de produtos que vêm de outros países”, declarou.

Exportações baianas entram no debate

A discussão sobre as tarifas dos Estados Unidos e a competitividade da indústria brasileira ocorre em um cenário de atenção sobre o comércio exterior e os impactos das medidas internacionais sobre os setores produtivos.

Para a indústria baiana, o desafio envolve tanto a preservação do acesso aos mercados externos quanto a criação de condições para que os produtos nacionais consigam competir com mercadorias importadas.

Redação Saiba+

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