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Justiça fixa honorários de R$ 98,5 milhões para administrador da Oi
Remuneração de Bruno Rezende foi definida após controvérsias judiciais; advogado atuou por nove meses no processo da operadora

A Justiça fixou em R$ 98,5 milhões a remuneração de Bruno Rezende, administrador judicial da operadora Oi, após uma série de questionamentos e disputas em torno dos honorários. A decisão foi divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e encerra mais uma etapa da discussão sobre o pagamento pelo trabalho realizado.
A definição foi tomada pela juíza Simone Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Na avaliação da magistrada, o valor estabelecido fica abaixo do que seria praticado no mercado, considerando a complexidade do trabalho e os resultados alcançados pelo administrador judicial.
Ao justificar a decisão, a juíza destacou a atuação de Rezende no processo. “Reputo de máxima grandeza o trabalho desempenhado e o resultado obtido”, afirmou, conforme o trecho citado na divulgação da decisão.
Honorários foram alvo de questionamentos
O valor chama atenção porque a remuneração corresponde a um período de aproximadamente nove meses de atuação. A discussão sobre os honorários já havia passado por outras instâncias judiciais, diante da possibilidade de pagamento de uma quantia significativamente maior.
Em janeiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu uma decisão anterior que poderia resultar em honorários de até R$ 750 milhões. O cálculo considerava um percentual sobre os valores destinados aos credores da companhia.
A suspensão abriu caminho para novas discussões sobre os critérios de remuneração e o montante devido ao administrador judicial. Com a definição de R$ 98,5 milhões, a Justiça estabeleceu um valor inferior ao teto que chegou a ser cogitado anteriormente.
Decisão ocorre em meio à crise da Oi
A disputa pelos honorários acontece em um contexto de grave crise financeira da Oi, empresa que passou por um longo processo de recuperação judicial. A falência da operadora foi confirmada pela Justiça em agosto de 2026, após anos de dificuldades financeiras e tentativas de reorganização.
A remuneração do administrador judicial integra as questões relacionadas à condução do processo e à gestão dos interesses envolvidos, incluindo os credores da companhia.
O caso mantém em evidência os debates sobre os critérios de fixação de honorários em processos empresariais de grande porte, especialmente quando envolvem empresas em dificuldades financeiras e valores expressivos.











