Política
Bolsonaro bloqueia Zambelli no WhatsApp
Parlamentar criticou o ex-presidente por postura em ato no dia 7 de Setembro.

O ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu bloquear a deputada federal Carla Zambelli no WhatsApp após receber uma cobrança da parlamentar, onde ela argumentava que ele não estava agindo como um estadista.
A situação ocorreu durante o feriado de 7 de Setembro, quando a direita realizou uma manifestação na Avenida Paulista, e o bloqueio continua em vigor até hoje. O distanciamento entre Bolsonaro e Zambelli teve início durante o evento conservador, quando o ex-presidente interrompeu seu discurso para criticar o barulho feito por outro manifestante em um carro de som à frente, que também estava protestando contra o ministro Alexandre de Moraes do STF
“Se esse picareta quer fazer um evento, que anuncie, convoque o povo e faça. Não atrapalhe pessoas que estão lutando por algo muito sério em nosso país. Eu não sou governador, mas [peço] que a PM arranque a bateria desse carro”, disparou Bolsonaro. Naquele momento, quem discursava no outro trio era o influenciador Marco Antônio Costa. Já Zambelli foi a figura mais conhecida do bolsonarismo a prestigiar o carro de som “alternativo”.
Tarcísio de Freitas, então, enviou uma mensagem a Carla Zambelli informando sobre a bronca de Bolsonaro. O governador de São Paulo estava no mesmo trio do ex-presidente, alugado pelo pastor Silas Malafaia, e tinha o objetivo de fazer com que o barulho do caminhão “alternativo” cessasse durante a fala de Bolsonaro.
Ao tomar conhecimento da íntegra do sermão protagonizado pelo ex-presidente, Zambelli enviou uma mensagem a Bolsonaro. Nela, disse que o aliado “não estava tendo postura de estadista” ao criticar os oradores do outro carro de som. E argumentou que o incômodo com o barulho produzido pelo trio elétrico alternativo não seria condizente, segundo a deputada, com um ato convocado com a premissa de defender a liberdade de expressão.
Política
PT de Minas reforça diálogo entre Lula e Patrus Ananias sobre eleições e projetos
Encontro discutiu cenário político, investimentos estratégicos para Minas Gerais e fortaleceu articulações para as eleições de 2026.

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Minas Gerais informou nesta sexta-feira que o deputado federal Patrus Ananias se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir o cenário político atual e projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento do estado. O encontro reforça as articulações da legenda em Minas Gerais, embora o partido ainda não confirme oficialmente a definição do nome que disputará o governo estadual nas próximas eleições.
De acordo com a executiva estadual do PT, a conversa foi considerada “muito positiva”, refletindo o alinhamento entre o governo federal e a direção partidária sobre temas prioritários para Minas. A nota também destaca que uma eventual definição sobre a candidatura ao governo ocorrerá “no momento oportuno”, indicando que as negociações seguem em andamento.
Entre os assuntos debatidos durante a reunião estiveram a ampliação e o fortalecimento dos investimentos em educação, propostas para enfrentar a dívida do Estado de Minas Gerais e iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional. Outro tema relevante foi o acompanhamento de projetos aprovados pelo Congresso Nacional que buscam transformar o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) em uma universidade tecnológica, ampliando sua atuação no ensino, pesquisa e inovação.
O encontro também demonstra a movimentação do PT para consolidar sua estratégia política no estado, considerado um dos principais colégios eleitorais do país. A legenda avalia cenários e busca fortalecer sua presença em Minas Gerais, alinhando pautas de desenvolvimento econômico, educação e infraestrutura com o governo federal.
Nos bastidores, a reunião é vista como parte das discussões sobre o futuro político do partido em Minas, mas, oficialmente, a direção estadual mantém o discurso de que qualquer definição sobre candidaturas será anunciada apenas após a conclusão das articulações internas.
Política
Hugo Motta apoia reciprocidade após tarifa dos EUA contra produtos brasileiros
Presidente da Câmara critica decisão dos Estados Unidos e defende aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica diante da nova taxação anunciada por Donald Trump.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou nesta quinta-feira forte reação à decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, classificando a medida como prejudicial às relações comerciais entre os dois países. Em resposta ao anúncio, o parlamentar defendeu que o Brasil utilize a Lei da Reciprocidade Econômica como instrumento para proteger os interesses nacionais.
A declaração ocorre após o presidente norte-americano Donald Trump confirmar a adoção da nova tarifa sobre mercadorias brasileiras, intensificando o cenário de tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos. A medida pode impactar setores estratégicos da economia brasileira, especialmente aqueles com forte participação nas exportações para o mercado norte-americano.
Durante seu posicionamento, Hugo Motta afirmou que o Brasil deve agir com firmeza e equilíbrio, utilizando os mecanismos legais disponíveis para garantir tratamento equivalente às decisões adotadas por outros países. A defesa da Lei da Reciprocidade Econômica acompanha a estratégia discutida por integrantes do governo federal, que estudam alternativas para responder à medida sem comprometer o diálogo diplomático.
A Lei da Reciprocidade Econômica permite ao Brasil adotar contramedidas em situações consideradas desproporcionais ou prejudiciais ao comércio exterior nacional. A legislação é vista como um instrumento para preservar a competitividade da indústria brasileira e assegurar condições equilibradas nas relações internacionais.
Enquanto isso, o governo brasileiro intensifica as articulações diplomáticas e avalia possíveis impactos econômicos da decisão norte-americana. Especialistas acompanham o desdobramento do caso, que poderá influenciar o fluxo comercial entre os dois países e gerar reflexos em diversos segmentos da economia.
O episódio amplia o debate sobre a política comercial internacional e reforça a importância de estratégias que preservem a competitividade das exportações brasileiras, ao mesmo tempo em que mantêm abertos os canais de negociação entre Brasília e Washington.
Política
Edinho Silva defende Jaques Wagner após investigação da PF
Presidente nacional do PT elogiou a trajetória do senador baiano e afirmou confiar na integridade do parlamentar após operação da Polícia Federal.

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) ao comentar a investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) que envolve o parlamentar. Em declaração feita nesta quarta-feira, o dirigente classificou Wagner como “motivo de orgulho para todos nós no Brasil” e destacou sua trajetória política marcada pela “dignidade e honestidade”.
As declarações ocorrem após o senador ter sido alvo de mandados de busca e apreensão, cumpridos em 18 de junho, durante uma fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura a suspeita de que Wagner teria atuado em favor dos interesses do Banco Master no Congresso Nacional em troca de supostas vantagens indevidas.
Edinho Silva reafirmou sua confiança no senador baiano e ressaltou o histórico político de Jaques Wagner, reforçando o apoio do partido ao parlamentar enquanto as investigações seguem em andamento.
A Operação Compliance Zero busca esclarecer possíveis irregularidades envolvendo a atuação de agentes públicos e interesses privados. Até o momento, a investigação permanece em curso, sem decisão definitiva sobre o mérito das apurações, cabendo às autoridades responsáveis dar continuidade às diligências previstas no processo.
O caso segue repercutindo no cenário político nacional, mobilizando manifestações de apoio e posicionamentos de diferentes lideranças partidárias. Enquanto isso, as investigações da Polícia Federal prosseguem para esclarecer os fatos e reunir elementos que possam subsidiar os desdobramentos do inquérito.
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