Representantes de 25 blocos afro e associações culturais de matriz africana e indígena se reúnem nesta quinta-feira (24), no restaurante La Lupa, no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, para iniciar o planejamento do Carnaval 2026. Além da programação carnavalesca, o encontro tem como foco discutir formas de garantir a sustentabilidade financeira das entidades ao longo de todo o ano.
Grupos tradicionais como Malê Debalê, Muzenza e o Bloco da Saudade estão entre os participantes. Atualmente, a principal fonte de recursos dessas entidades é o edital Carnaval Ouro Negro, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBa) em parceria com a Sepromi. Em 2025, o programa destinou R$ 15 milhões a aproximadamente 114 instituições culturais.
Foto: Divulgação
A iniciativa do encontro é do advogado Caio Rocha, do escritório Rocha Advogados, que atua assessorando juridicamente as associações na elaboração de projetos e na prestação de contas do programa Ouro Negro. Em 2025, Rocha representou 25 associações, o equivalente a mais de 25% dos projetos contemplados no edital.
“O objetivo do evento é confraternização com as associações que são clientes do Rocha e Advogados, fazer uma análise do Carnaval de 2025 e fomentar eventuais formas de receita para as associações durante o ano, além, claro, de encaminhar o planejamento para o Carnaval de 2026”, afirma o advogado.
Caio Rocha / Foto: Instagram
Rocha também destaca a importância de diversificar as fontes de financiamento e fortalecer a atuação dos blocos fora do período carnavalesco.
“Existem diversos editais abertos e outros que irão abrir em 2025 voltados à promoção da cultura, os quais as associações podem participar para o desenvolvimento dos projetos que já realizam nas instituições durante o ano, bem como a elaboração de novos projetos culturais para a comunidade”, explica.
O encontro pretende orientar os grupos sobre essas oportunidades e estimular a construção de uma agenda anual de atividades que garanta a continuidade das ações culturais e sociais promovidas pelos blocos afro.
O Governo da Bahia autorizou, nesta terça-feira (1º), a criação do Refúgio de Vida Silvestre (Revis) da Serra da Chapadinha, uma nova unidade de conservação destinada à proteção de áreas naturais e da biodiversidade no interior do estado.
A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 24.778, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE). A gestão da unidade ficará sob responsabilidade do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que deverá coordenar as ações de proteção e acompanhamento ambiental da região.
Com aproximadamente 18,3 mil hectares, o território do novo refúgio está distribuído pelos municípios de Itaetê, Ibicoara, Mucugê e Iramaia, na região da Chapada Diamantina.
Segundo o Governo da Bahia, a criação do Revis tem como principal finalidade preservar ambientes naturais associados à Serra da Chapadinha, garantindo a proteção da vegetação nativa, da fauna e da flora locais, além de nascentes e outros recursos hídricos presentes no território.
O decreto também estabelece a criação de um Conselho Consultivo, que deverá reunir representantes de diferentes segmentos relacionados à área da unidade de conservação. A estrutura busca ampliar a participação social na discussão de medidas voltadas à preservação e ao uso sustentável do território.
A criação do refúgio representa mais uma iniciativa de proteção ambiental na Bahia e reforça a importância da conservação dos recursos naturais existentes na Chapada Diamantina. A expectativa é que a unidade contribua para a preservação da biodiversidade e dos recursos hídricos, além de fortalecer ações de gestão ambiental nos municípios abrangidos.
Os entregadores de aplicativos de Salvador aderiram nesta segunda-feira (1º) ao Breque Nacional dos Apps, mobilização que reúne profissionais de diversas regiões do país em busca de melhores condições de trabalho e remuneração.
Entre as principais reivindicações da categoria está a criação de uma taxa mínima de R$ 10 por viagem de até 4 quilômetros, com acréscimo de R$ 2,50 para cada quilômetro excedente. Os trabalhadores argumentam que os valores atualmente praticados não acompanham os custos envolvidos na atividade.
Durante a paralisação, a orientação dos organizadores é para que os entregadores permaneçam offline nos aplicativos, interrompendo temporariamente a realização de corridas. Em Salvador, alguns profissionais foram vistos trabalhando durante o movimento e chegaram a ser alertados por colegas para aderirem à mobilização.
Segundo José Sousa, representante da categoria na Bahia, uma das principais propostas é pressionar o governo federal pela criação de uma medida que estabeleça parâmetros mínimos para a remuneração dos trabalhadores.
“A ideia primária é mandarmos uma MP para o governo federal nos mesmos moldes que ocorreram com os caminhoneiros, obrigando as plataformas a colocarem o mínimo que a gente está pedindo”, afirmou.
O representante também destacou o peso dos custos para quem trabalha com entregas por aplicativo. Segundo ele, os profissionais precisam de alternativas tecnológicas que reduzam as despesas e ofereçam maior autonomia à categoria.
“Os custos são muito altos, então o trabalhador precisa de uma tecnologia própria que ele mesmo administre e que o custo seja zero”, pontuou.
A mobilização ocorre em meio às discussões sobre remuneração, custos operacionais e direitos dos trabalhadores de aplicativos. Os entregadores defendem que as plataformas revejam os valores pagos por corrida e adotem mecanismos que garantam uma remuneração considerada mais compatível com as despesas enfrentadas diariamente pelos profissionais.
Em Salvador, a paralisação chama atenção para uma categoria que tem participação crescente na dinâmica de entregas e serviços da capital baiana. Os trabalhadores esperam que a mobilização nacional amplie o diálogo com as empresas e com o governo federal.
Uma discussão envolvendo surfistas e praticantes de diferentes modalidades de esportes náuticos na praia do Farol da Barra, em Salvador, ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias. O debate envolve o uso compartilhado do espaço marítimo por surfistas, praticantes de foil, caiaque, vela e outras atividades.
Surfistas ligados à Associação dos Surfistas da Barra (ASB) defendem a adoção de medidas que garantam maior organização e segurança na utilização do mar. Segundo o grupo, a presença de embarcações e determinados equipamentos poderia aumentar o risco de acidentes envolvendo praticantes de surfe e banhistas.
Entre as reivindicações apresentadas está uma melhor delimitação das áreas destinadas às diferentes modalidades esportivas, de forma que os usuários possam utilizar o espaço com mais segurança e previsibilidade.
Os surfistas também apontam a ausência de um posto de salva-vidas na região como um fator que merece atenção. Para os praticantes, a praia é frequentada por famílias, crianças, alunos de escolinhas de surfe e pessoas envolvidas em diferentes atividades aquáticas.
A principal preocupação manifestada pelo grupo é a prevenção de acidentes. A avaliação dos surfistas é de que o crescimento da utilização do local por diferentes modalidades exige regras mais claras para o compartilhamento do espaço.
Entenda o que é o foil
Um dos equipamentos citados no debate é o foil, utilizado em modalidades como o foil surf. O sistema conta com uma estrutura semelhante a uma asa instalada abaixo da prancha e, durante o deslocamento, permite que a prancha se eleve acima da superfície da água.
A discussão sobre o equipamento faz parte de um debate mais amplo sobre convivência entre diferentes esportes náuticos no Farol da Barra. A intenção dos surfistas, segundo os relatos apresentados, é encontrar formas de conciliar as atividades e reduzir os riscos para quem frequenta a área.
O tema ganhou espaço nas redes sociais e deve continuar sendo discutido por praticantes e usuários da região, especialmente diante da necessidade de equilibrar a prática esportiva, o lazer e a segurança dos banhistas.