Brasil
Desemprego sobe para 7% no Brasil no 1º trimestre
Mesmo com alta sazonal, taxa é a menor para o período desde 2012; renda média bate novo recorde e mostra força do trabalho com carteira assinada.

O Brasil registrou uma taxa de desemprego de 7% no primeiro trimestre de 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice representa uma alta em relação ao último trimestre de 2024, que havia encerrado com 6,2%, mas segue como o menor patamar já registrado para o período de janeiro a março desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.
A alta foi esperada por especialistas, já que o início do ano é marcado pela busca por recolocação após o encerramento de vagas temporárias. O movimento sazonal, porém, não compromete o desempenho consistente do mercado de trabalho nos últimos trimestres. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, “o bom desempenho do mercado de trabalho não chega a ser comprometido pelo crescimento sazonal da desocupação”.
A população desocupada alcançou 7,7 milhões de pessoas, um aumento de 13,1% (ou 891 mil pessoas) em comparação ao trimestre anterior. Já o número de brasileiros ocupados caiu para 102,5 milhões — uma redução de 1,3% no mesmo período.
Entre os dados que chamam a atenção está o recuo de 5,3% no número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, especialmente nas áreas de construção, serviços domésticos e educação. Em contrapartida, o emprego com carteira assinada, que representa maior estabilidade e melhores salários, manteve-se estável em 39,4 milhões de pessoas.
Essa estabilidade contribuiu para um novo recorde na renda média do trabalhador brasileiro: R$ 3.410 por mês, uma alta de 1,2% frente ao trimestre anterior e de 4% em relação ao mesmo período de 2024. É o maior valor já registrado pela série histórica.
A melhora na renda tende a estimular o consumo das famílias, que é um dos motores do PIB. Porém, o crescimento da demanda pode pressionar a inflação, e por isso o Banco Central vem adotando uma política monetária mais rígida. A taxa Selic, hoje em 14,25% ao ano, pode subir para 15% até o fim de 2025, segundo expectativas do mercado.
Apesar do crescimento da desocupação, os dados indicam uma economia que ainda mantém sinais positivos na geração de renda e no fortalecimento do emprego formal — um fator crucial para o desenvolvimento sustentável do país.
Brasil
Lei de Cotas completa 35 anos e reforça inclusão no mercado de trabalho
Legislação ampliou oportunidades para pessoas com deficiência e destaca a importância da permanência e do desenvolvimento profissional

A Lei de Cotas (nº 8.213/1991) completa 35 anos nesta quinta-feira (24) consolidando-se como um dos principais instrumentos de promoção da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal brasileiro. Desde sua criação, a legislação tem contribuído para ampliar o acesso ao emprego e fortalecer a participação desse público em diferentes setores da economia.
A norma determina que empresas com mais de 100 funcionários reservem um percentual de suas vagas para profissionais com deficiência ou beneficiários reabilitados da Previdência Social, incentivando a diversidade e a igualdade de oportunidades nas relações de trabalho.
Ao longo das últimas décadas, a Lei de Cotas desempenhou papel fundamental na ampliação da empregabilidade e no combate à exclusão social. No entanto, especialistas e representantes da área ressaltam que o desafio atual vai além da contratação, envolvendo a criação de ambientes de trabalho acessíveis, inclusivos e livres de práticas discriminatórias, como o capacitismo.
Além de abrir portas para novas oportunidades, a legislação reforça a necessidade de investimentos em acessibilidade, capacitação profissional, plano de carreira e políticas de valorização dos trabalhadores com deficiência, garantindo condições para o crescimento profissional e a permanência no emprego.
Os 35 anos da Lei de Cotas representam um marco na construção de um mercado de trabalho mais diverso e inclusivo, evidenciando que a inclusão efetiva depende não apenas do cumprimento da legislação, mas também do compromisso das empresas com o respeito, a equidade e a valorização das diferenças.
Brasil
Sindicato cobra R$ 5,9 milhões da Refit por verbas trabalhistas
Ação coletiva busca garantir pagamento de rescisões, FGTS e multas para mais de 130 trabalhadores demitidos no Rio de Janeiro

O Sindicato dos Rodoviários Empregados nas Empresas de Produtos Perigosos do Estado do Rio de Janeiro ingressou com uma ação civil coletiva na Justiça para cobrar aproximadamente R$ 5,9 milhões em verbas rescisórias, depósitos de FGTS e multas trabalhistas devidas a mais de 130 trabalhadores demitidos de empresas ligadas ao grupo Refit.
Na ação, a entidade sindical solicita o bloqueio imediato de valores das empresas do grupo, com o objetivo de assegurar recursos suficientes para quitar os direitos trabalhistas dos funcionários desligados. A medida busca evitar prejuízos aos empregados enquanto o processo tramita na Justiça.
De acordo com o sindicato, as demissões tiveram início em junho deste ano e os trabalhadores receberam os Termos de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCTs), porém os valores indicados nos documentos não teriam sido pagos. A petição também aponta supostos atrasos e ausência de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), situação que motivou a adoção das medidas judiciais.
Além da Refit, a ação pretende responsabilizar empresas que, segundo o sindicato, fariam parte do mesmo grupo econômico, entre elas Logfit, 76 Oil, Flagler, Carinthia e Manguinhos Distribuidora. O argumento é de que essas companhias teriam responsabilidade solidária pelas obrigações trabalhistas relacionadas aos empregados demitidos.
O caso agora será analisado pela Justiça, que deverá avaliar o pedido de bloqueio de recursos e os demais requerimentos apresentados na ação coletiva. A decisão poderá ser determinante para garantir o pagamento dos direitos trabalhistas reivindicados pelos funcionários, incluindo verbas rescisórias, FGTS e demais encargos previstos na legislação.
Brasil
Hospital Santo Amaro é o primeiro do Brasil afiliado ao Sistema Lixo Zero
Reconhecimento internacional destaca compromisso da unidade com a sustentabilidade, a economia circular e a gestão responsável de resíduos hospitalares.

O Hospital Santo Amaro (HSA), unidade administrada pela Fundação José Silveira (FJS), alcançou um marco inédito ao se tornar o primeiro hospital do Brasil afiliado ao Sistema de Gestão Lixo Zero, iniciativa promovida pela Global Zero Waste, organização internacional reconhecida por incentivar práticas de economia circular e sustentabilidade.
A conquista representa um importante avanço na gestão ambiental dentro do ambiente hospitalar. O programa tem como foco a redução da geração de resíduos, o reaproveitamento de materiais e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos, contribuindo para minimizar os impactos ambientais das atividades de saúde.
Com a afiliação, o Hospital Santo Amaro reforça seu compromisso com uma assistência que vai além do atendimento aos pacientes. A sustentabilidade passa a integrar ainda mais as práticas institucionais, demonstrando que o cuidado com a saúde também envolve a preservação dos recursos naturais e a responsabilidade socioambiental.
O reconhecimento internacional é resultado do trabalho desenvolvido pela Fundação José Silveira, que vem promovendo ações voltadas à inovação e à gestão sustentável. A iniciativa conta com o envolvimento de profissionais de diferentes setores da instituição, fortalecendo uma cultura organizacional baseada na conscientização ambiental e no uso responsável dos recursos.
Entre as práticas incentivadas pelo Sistema de Gestão Lixo Zero estão a redução do desperdício, a reciclagem, a reutilização de materiais e o aprimoramento dos processos de descarte, sempre em conformidade com normas ambientais e sanitárias.
A conquista posiciona o Hospital Santo Amaro como referência nacional em sustentabilidade na área da saúde, evidenciando que inovação, qualidade assistencial e responsabilidade ambiental podem caminhar juntas. O modelo também serve de inspiração para outras instituições hospitalares interessadas em adotar práticas alinhadas aos princípios da economia circular.
A iniciativa reforça a importância de integrar políticas ambientais à gestão hospitalar, contribuindo para um sistema de saúde mais eficiente, sustentável e comprometido com o futuro das próximas gerações.
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