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Violência na Câmara: Vereador é mordido por sindicalista

Sessão que discutia reajuste dos servidores municipais é interrompida após invasão de sindicalistas e confronto físico com vereadores

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A sessão da Câmara Municipal de Salvador (CMS) esquentou após invasão de manifestantes de movimentos sindicais durante a tarde desta quinta-feira (22).

A sessão extraordinária da Câmara Municipal de Salvador desta quinta-feira (22) foi marcada por cenas de violência e descontrole. Durante protestos contra os percentuais de reajuste salarial propostos pela Prefeitura, sindicalistas invadiram o plenário do Centro de Cultura da CMS e agrediram parlamentares, entre eles o vereador Sidninho (PP), que levou uma mordida na mão durante a confusão.

O tumulto ocorreu antes da votação do projeto de lei que trata do reajuste dos servidores municipais, proposto pela gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil). Os percentuais sugeridos variam de 4,83% a 9,25%, dependendo da categoria. A proposta gerou revolta entre representantes sindicais, que iniciaram protestos nas dependências da Casa.

A situação saiu do controle quando um dos manifestantes, identificado como Bruno Carinhanha, do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), tomou o microfone das mãos do vereador Sidninho e passou a proferir ofensas públicas, exigindo acesso a áreas restritas da Câmara.

Em meio ao caos, o vereador Maurício Trindade (PP) também foi agredido, sendo agarrado pelo pescoço por outro manifestante. Policiais militares precisaram intervir para tentar conter os ânimos e garantir a segurança dos parlamentares e servidores presentes.

Segundo relatos, a transmissão da TV Câmara precisou ser interrompida no momento em que os sindicalistas passaram a usar o microfone da Mesa Diretora para hostilizar os vereadores. A sessão foi imediatamente suspensa pelo presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), que convocou uma reunião de emergência com representantes dos sindicatos.

“Isso é inaceitável. Fomos agredidos fisicamente em pleno exercício do mandato parlamentar. É um ataque à democracia e ao respeito institucional”, disse Sidninho à imprensa, exibindo a lesão causada pela mordida.

A sessão foi prorrogada por 30 minutos após tentativa de negociação entre os vereadores e os sindicalistas. Entretanto, o clima continuou tenso e a votação do reajuste foi adiada.

A agressão contra os parlamentares ocorre em meio a uma série de protestos organizados por entidades sindicais que consideram os índices de reajuste insuficientes. A proposta do Executivo prevê 9,25% para Nível 1 / Referência A; 6,65% para Referência B; 6,27% para as demais categorias do Nível 1 e 4,83% para outros cargos da administração.

Diante dos episódios de violência, a Câmara Municipal estuda reforçar a segurança para futuras sessões e poderá adotar medidas legais contra os agressores.

“É legítimo protestar, mas não é legítimo agredir. A democracia permite o dissenso, mas nunca a barbárie”, declarou o vereador Ricardo Almeida (PSC), vice-presidente da Câmara.

Redação Saiba+

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