Bahia
Diego Castro chama projeto de Olívia Santana de ‘Bolsa Família do Crime’ e propõe contraproposta
Presidente da Comissão de Segurança Pública e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado estadual Diego Castro (PL) criticou o projeto de lei apresentado pela deputada Olívia Santana (PCdoB), que propõe o pagamento de auxílio financeiro a famílias de pessoas envolvidas com o crime atingidas por disparos de arma de fogo durante operações policiais no estado.
A proposta, protocolada na AL-BA, prevê a concessão de um apoio humanitário acautelatório que inclui assistência social, médica, psicológica e auxílio funeral. Além disso, estabelece o pagamento mensal de um salário mínimo (atualmente R$ 1.518) por até 12 meses para até cinco integrantes da família, podendo totalizar R$ 7.590 mensais. O benefício seria custeado pelo Fundo Estadual de Combate à Pobreza.
O texto determina que o pagamento será concedido independentemente do desfecho da ocorrência e desde que haja um laudo técnico pericial atestando a probabilidade de o disparo ter partido de uma arma de fogo utilizada por agentes das forças policiais estaduais.
Nas redes sociais, Diego Castro se posicionou contra a proposta e afirmou que ela representa um incentivo indireto à criminalidade.
“A esquerda propôs o que chamo de ‘Bolsa Família do Crime’ na Bahia. Você não entendeu errado. Esse é o projeto mais absurdo que vi em todo o meu mandato. É, sem dúvida, o mais inacreditável que já chegou às minhas mãos”, declarou o parlamentar.
Segundo o deputado bolsonarista, o conteúdo do projeto levanta “preocupações quanto ao uso dos recursos públicos e à valorização do trabalho das forças de segurança”.
“Em um primeiro momento, o texto fala em reparação às vítimas de operações de segurança pública. Mas, na prática, é um pretexto para fomentar o fortalecimento, a iniciação e até a carreira no crime organizado. É isso mesmo. Como está aqui, por exemplo, no parágrafo primeiro do artigo primeiro: o apoio será concedido à vítima atingida independentemente do desfecho da ocorrência. Ou seja, ainda que o policial morra, a família do criminoso poderá ser beneficiada”, disse.
Diego também criticou o fato de o benefício poder alcançar até cinco membros da família da vítima, o que, segundo ele, amplia o impacto financeiro da proposta.
“Está previsto que até cinco pessoas da família podem ser contempladas, o que pode levar o benefício a ultrapassar nove mil reais. E pasmem, esse valor sairá do Fundo Estadual de Combate à Pobreza — um recurso que deveria ir para os mais pobres, trabalhadores honestos, necessitados. Agora pode ser destinado a quem? A criminosos que estão tirando a vida de inocentes”, acrescentou.
O deputado ainda questionou a exigência de apenas um laudo que aponte a probabilidade de o disparo ter vindo de um policial, sem a necessidade de comprovação conclusiva.
“O parágrafo quarto afirma que o apoio será concedido após um laudo técnico pericial que conclua pela probabilidade do disparo ter vindo de uma arma usada por policial. Não é preciso ter certeza — basta a suspeita. Ou seja, com base em ilações, sem comprovação, será possível acessar essa generosa indenização. Isso é absolutamente inaceitável”, concluiu.
Diante disso, o deputado Diego Castro anunciou um projeto de lei voltado ao apoio às famílias de pessoas assassinadas por criminosos na Bahia. Segundo ele, a proposta busca oferecer auxílio financeiro e psicológico a parentes de vítimas da violência, com foco em garantir amparo a quem, muitas vezes, fica desassistido pelo Estado.
“Se é para falar de reparação, vamos começar por quem realmente merece: as famílias de trabalhadores, pais e mães de família que perderam a vida para o crime. Essas pessoas, sim, precisam do apoio do poder público”, rebateu o parlamentar baiano.
Bahia
Marinha suspende travessias marítimas na Bahia
Serviços entre Salvador, Mar Grande, Morro de São Paulo e Boipeba são interrompidos devido às condições adversas do mar e bandeira vermelha para navegação.

A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos da Bahia (CPBA), anunciou a suspensão das principais travessias marítimas de passageiros no estado devido às condições meteoceanográficas adversas registradas no litoral baiano.
A interrupção atinge o trajeto entre Salvador e Mar Grande, compreendido entre o Terminal de Turismo Náutico da Bahia, na capital, e o Terminal de Mar Grande, na Ilha de Itaparica. Além disso, também foram suspensas as operações das linhas Salvador–Morro de São Paulo e Salvador–Boipeba.
Segundo a Marinha, a medida foi adotada para garantir a segurança da navegação e preservar a vida humana no mar, diante do agravamento das condições climáticas e marítimas na região.
Nesta sexta-feira (26), a bandeira de navegação permanece na cor vermelha, indicando risco elevado para embarcações. A Capitania dos Portos orienta que não é recomendada a navegação na Baía de Todos-os-Santos e em todo o litoral baiano enquanto persistirem as condições desfavoráveis.
A recomendação vale tanto para embarcações de transporte de passageiros quanto para atividades recreativas e de pesca, devendo os navegantes acompanhar os comunicados oficiais antes de iniciar qualquer deslocamento pelo mar.
A Marinha reforçou ainda que mantém atendimento permanente para situações de emergência marítima ou fluvial. Em casos de acidentes no mar ou em rios, a população pode acionar o serviço de emergência pelo telefone 185, disponível em regime de plantão 24 horas.
A retomada das travessias dependerá da melhora das condições do tempo e da avaliação técnica realizada pela Capitania dos Portos da Bahia, responsável pelo monitoramento da segurança da navegação na região.
Bahia
Travessia para ilhas tem fila de mais de quatro horas
Movimento intenso no Terminal São Joaquim provoca longa espera para motoristas na manhã deste sábado

Quem pretende realizar a travessia marítima em direção às ilhas pela Ferry-Boat precisou de muita paciência na manhã deste sábado (20). O Terminal São Joaquim, em Salvador, registrou intenso fluxo de veículos, formando longas filas e elevando o tempo de espera para embarque.
De acordo com a situação verificada por volta das 9h25, a fila de automóveis já indicava uma espera superior a quatro horas, reflexo do grande número de pessoas que aproveitam o período de festas juninas e o fim de semana para viajar em direção à Ilha de Itaparica e outros destinos da Baía de Todos-os-Santos.
O aumento da demanda provocou congestionamento nas proximidades do terminal, exigindo paciência dos motoristas que buscavam embarcar ainda durante a manhã. A expectativa é que o movimento permaneça elevado ao longo do dia, especialmente nos horários de maior fluxo de passageiros e veículos.
Durante períodos de grande movimentação, a operação do sistema Ferry-Boat costuma ser reforçada para atender ao aumento da procura. Mesmo assim, o elevado volume de usuários pode provocar filas e ampliar o tempo de espera para o embarque.
As autoridades orientam que os viajantes programem o deslocamento com antecedência, acompanhem a situação do terminal antes de sair de casa e, sempre que possível, optem por horários alternativos para reduzir o tempo de permanência nas filas.
Com a proximidade dos festejos de São João, a expectativa é de que o fluxo continue intenso nos principais acessos ao sistema de travessia, exigindo planejamento dos motoristas que pretendem seguir viagem para o interior da Bahia ou para as ilhas da região.
Bahia
ABAF empossa novos conselhos e inicia gestão 2026-2028
Cerimônia em Salvador marca nova presidência e reforça desafio de ampliar participação de pequenos produtores no setor florestal baiano.

A Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) realizou, na manhã desta quinta-feira (19), a cerimônia de posse dos Conselhos Diretor e Fiscal para o biênio 2026-2028. O evento ocorreu no espaço The Latvian, na Bahia Marina, em Salvador, reunindo representantes do setor produtivo, autoridades e convidados.
A solenidade marcou oficialmente o início da gestão do novo presidente do Conselho Diretor, Fernando Branco, que assume a liderança da entidade em um período de continuidade e expansão das atividades do setor florestal na Bahia.
Durante o evento, o diretor-executivo da ABAF, Wilson Andrade, destacou os avanços alcançados pela cadeia produtiva da madeira no estado, ressaltando o crescimento e a modernização do setor ao longo dos últimos anos.
Andrade também chamou atenção para um dos principais desafios da nova gestão: a necessidade de ampliar a participação de pequenos e médios produtores na cadeia produtiva da madeira, fortalecendo a inclusão econômica e a sustentabilidade do setor.
A ABAF reforçou, durante a cerimônia, seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, a inovação e o fortalecimento institucional das empresas que integram o segmento de base florestal na Bahia.
O encontro simbolizou o início de uma nova fase para a entidade, com foco em ampliar o diálogo entre produtores, indústria e governo, buscando maior integração e competitividade para o setor florestal baiano.
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