Política
Lula diz que extrema direita não voltará ao poder e evita falar de Haddad em 2026
Durante evento em Paris, presidente reforça discurso contra opositores e desconversa sobre possível candidatura do ministro da Fazenda nas próximas eleições

Em entrevista concedida neste sábado (7) em Paris, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar que “a extrema direita não voltará a governar o Brasil” e fez críticas contundentes aos adversários políticos. A declaração foi dada em resposta a uma pergunta sobre a estratégia eleitoral do governo para 2026 e a possibilidade de Fernando Haddad se candidatar a cargos majoritários.
“Estou te dizendo, olhando bem nos seus olhos: a extrema direita não ganhará as eleições no Brasil”, declarou o presidente, batendo com o dedo médio no púlpito, em tom firme. Lula acusou os opositores de adotarem um discurso “negacionista, mentiroso e muitas vezes até canalha”.
Ao ser questionado diretamente sobre uma eventual candidatura de Haddad a governador ou senador por São Paulo, Lula desconversou: “Você acha que eu seria louco de responder isso agora?”, disse, sorrindo. Em seguida, afirmou que só discutirá eleições em 2026 no próprio ano eleitoral, respeitando o tempo político.
“Quando chegar o momento exato, a gente vai escolher as opções. Temos que fazer um mapeamento real do Brasil, ver quem é melhor em cada lugar. Eles querem eleger senadores, governadores, deputados… e eu também quero”, afirmou o presidente.
Durante a fala, Lula também reforçou críticas às fake news e alertou sobre o uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais da oposição. “Não vai ser IA ou fake news que vai eleger alguém. Sem respeitar os movimentos sociais, as mulheres, os negros e os indígenas, eles não vão ganhar”, concluiu.
Sobre temas econômicos, Lula garantiu que há acordo com o Congresso sobre uma alternativa ao IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Segundo ele, tudo está resolvido desde a reunião de 30 de maio com o ministro Haddad e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Vai acontecer exatamente aquilo que nós acertamos. Sem briga, sem conflito. Apenas fazendo o que tem que ser feito”, finalizou.
Política
Quinho Tigre negocia suplência de Wagner em 2026
Ex-prefeito de Belo Campo confirma articulações para integrar chapa governista ao Senado com apoio do PSD baiano.

O ex-prefeito de Belo Campo, Quinho Tigre (PSD), confirmou que está em negociação para assumir a suplência do senador Jaques Wagner (PT) na chapa governista que disputará as eleições de 2026 na Bahia. O movimento político vinha sendo especulado nos bastidores nas últimas semanas e ganhou força após a confirmação do próprio ex-gestor municipal.
Segundo Quinho Tigre, as conversas foram conduzidas com articulação direta do senador Otto Alencar (PSD), principal liderança da legenda no estado e presidente estadual do partido. A possível composição reforça a estratégia de ampliação da base aliada do governo estadual para o próximo ciclo eleitoral.
A eventual presença de Quinho Tigre como suplente de Jaques Wagner representa um gesto de fortalecimento político entre PT e PSD, duas das principais forças da base governista na Bahia. O ex-prefeito também possui forte ligação com lideranças municipalistas, especialmente após ter presidido a União dos Prefeitos da Bahia (UPB).
Nos bastidores, aliados avaliam que a composição pode ampliar a influência política da chapa no interior do estado, principalmente na região Sudoeste da Bahia, onde Quinho Tigre consolidou espaço político ao longo dos últimos anos.
Embora as negociações ainda estejam em andamento, a confirmação pública do diálogo sinaliza avanço nas definições para a disputa eleitoral de 2026. O grupo governista busca construir uma chapa competitiva e manter a aliança entre partidos que sustentam a atual base política estadual.
Jaques Wagner, uma das principais lideranças do PT nacional, segue como nome estratégico dentro do cenário político baiano. Já o PSD, comandado por Otto Alencar no estado, continua desempenhando papel decisivo nas articulações eleitorais e na composição de alianças.
O cenário político para 2026 começa a ganhar movimentações importantes, com partidos intensificando conversas e definições de possíveis candidaturas majoritárias e alianças regionais na Bahia.
Política
Moraes é notificado nos EUA em ação movida por Rumble e Trump Media
Ministro do STF terá prazo de 21 dias para responder processo apresentado pela plataforma Rumble e pela empresa ligada ao presidente Donald Trump nos Estados Unidos.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, foi oficialmente notificado por e-mail sobre uma ação judicial protocolada nos Estados Unidos pela plataforma de vídeos Rumble e pela Trump Media & Technology Group, empresa associada ao ex-presidente norte-americano Donald Trump.
De acordo com informações divulgadas, o magistrado brasileiro terá 21 dias para apresentar resposta formal ao processo, que tramita na Justiça norte-americana. O caso amplia a repercussão internacional envolvendo decisões do STF relacionadas à atuação de plataformas digitais e ao controle de conteúdos publicados nas redes sociais.
A ação judicial ocorre em meio ao debate global sobre liberdade de expressão, atuação das big techs e limites da moderação de conteúdo nas plataformas online. As empresas alegam questionamentos sobre medidas determinadas pelo ministro brasileiro que teriam impacto direto sobre usuários e serviços digitais com atuação internacional.
Nos últimos meses, decisões do STF envolvendo bloqueios de perfis, remoção de conteúdos e investigações ligadas à disseminação de informações falsas ganharam destaque fora do Brasil. O episódio envolvendo a Rumble e a Trump Media reforça o cenário de tensão entre autoridades judiciais e empresas de tecnologia.
Especialistas avaliam que o desdobramento do processo pode gerar repercussões diplomáticas e jurídicas, principalmente por envolver diferentes sistemas legais entre Brasil e Estados Unidos. Além disso, o caso pode abrir precedentes para discussões internacionais sobre jurisdição digital e soberania das decisões judiciais.
A notificação por e-mail segue procedimentos previstos na legislação norte-americana para comunicações internacionais em determinados processos civis. Até o momento, não houve manifestação oficial pública do ministro Alexandre de Moraes sobre o conteúdo da ação.
O caso continua sendo acompanhado de perto por setores políticos, jurídicos e tecnológicos, diante do impacto que a disputa pode provocar nas relações entre plataformas digitais e autoridades públicas em diferentes países.
Política
Alerj reage a fala de Lula e cobra respeito às instituições
Assembleia Legislativa do Rio classificou como inaceitável qualquer generalização contra deputados estaduais

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) reagiu neste sábado às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita ao estado. A fala do chefe do Executivo nacional gerou forte repercussão política após mencionar que “viria um miliciano” caso a escolha do novo governador fluminense dependesse da Casa Legislativa.
Em nota oficial, a Alerj afirmou considerar “inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar” os parlamentares da instituição, defendendo o respeito às prerrogativas do Legislativo estadual e às instituições democráticas brasileiras.
O posicionamento foi divulgado pela presidência da Casa, comandada pelo deputado Douglas Ruas (PL), que reforçou a necessidade de equilíbrio no debate público, sobretudo em manifestações vindas de autoridades da República. A Assembleia destacou ainda que críticas políticas não podem ultrapassar os limites do respeito institucional.
A declaração de Lula aconteceu durante agenda no Rio de Janeiro e rapidamente provocou reações entre deputados estaduais e lideranças políticas. O episódio ampliou a tensão no cenário político fluminense e movimentou discussões sobre relações entre os poderes e o ambiente político nacional.
A Alerj ressaltou que seus integrantes foram eleitos democraticamente pela população e que a instituição exerce papel fundamental no processo legislativo e na fiscalização do estado. O comunicado também defendeu o fortalecimento da democracia e a preservação do diálogo entre os poderes.
A repercussão do caso ganhou espaço nas redes sociais e nos bastidores políticos, dividindo opiniões entre aliados e opositores do governo federal. Enquanto apoiadores do presidente interpretaram a fala como crítica ao histórico político do estado, integrantes da Assembleia consideraram o comentário ofensivo à instituição como um todo.
O episódio reforça o clima de polarização política no país e evidencia a sensibilidade de declarações envolvendo segurança pública, milícias e representatividade política no Rio de Janeiro.
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