Política
MPF quer que Globo mantenha afiliada de Collor até 2030
Parecer entregue ao STJ defende renovação de contrato com a TV Gazeta de Alagoas, mesmo após condenação do ex-presidente e escândalos envolvendo a emissora

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeite o recurso da Rede Globo e mantenha a afiliada TV Gazeta de Alagoas, controlada pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello, no quadro de emissoras parceiras da rede até 2030.
A recomendação, assinada pelo subprocurador-geral da República Maurício Vieira Bracks, foi encaminhada nesta sexta-feira (6) ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso. No parecer, Bracks afirma que não há motivo legal para desfazer a decisão da Justiça de Alagoas, que já havia dado ganho de causa à TV Gazeta em instâncias anteriores.
Segundo o MPF, a saída da Globo comprometeria a manutenção da emissora alagoana, atualmente em recuperação judicial, e provocaria impacto direto no emprego de centenas de trabalhadores locais, além de dificultar o pagamento de credores.
A Globo, por sua vez, tenta reverter a decisão no STJ, argumentando que a emissora afiliada está envolvida em escândalos de corrupção e acumula grandes dívidas financeiras. Em outubro de 2023, a emissora carioca notificou a TV Gazeta de que não renovaria o contrato de afiliação, encerrando uma parceria que começou em 1975.
A ruptura ocorreu após denúncias de que Collor teria utilizado a TV Gazeta para receber propinas, o que culminou em uma condenação de oito anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Sem a Globo, a direção da TV Gazeta afirma que não conseguirá manter o plano de recuperação judicial, iniciado em 2019, e que a falência será inevitável. A emissora carioca, por sua vez, já firmou contrato com o Grupo Asa Branca de Comunicação, atual responsável por retransmitir o canal Futura e que deve assumir a programação global em Alagoas.
A expectativa é que o STJ dê uma decisão definitiva até o fim de junho, encerrando a disputa jurídica sobre o controle da retransmissão da Globo no estado.
Política
Jerônimo Rodrigues nega rumores sobre desistência de pré‑candidatura na Bahia
Governador reafirma posição após especulações envolvendo possível substituição por Rui Costa na disputa pelo Palácio de Ondina

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) reagiu às especulações que circularam nos últimos dias sobre uma possível desistência de sua pré‑candidatura ao governo da Bahia nas eleições deste ano. Os rumores apontavam que ele abriria espaço para que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, assumisse a disputa pelo Palácio de Ondina, cenário que ganhou força nos bastidores políticos.
Jerônimo, no entanto, tratou de desmentir a informação, reafirmando seu compromisso com o projeto político que vem conduzindo desde o início de sua gestão. Segundo ele, não há qualquer movimento interno que indique substituição ou mudança na estratégia eleitoral da base governista.
A reação do governador ocorre em meio a um ambiente de intensa movimentação política, no qual interpretações e análises sobre alianças e composições costumam gerar ruídos. A fala de Jerônimo busca estabilizar o cenário e reforçar que sua pré‑candidatura segue mantida, alinhada ao planejamento do grupo político que governa o estado.
A menção ao nome de Rui Costa, que já confirmou sua intenção de disputar uma vaga no Senado, também foi vista como parte das especulações que surgem naturalmente em períodos pré‑eleitorais. Com a manifestação pública do governador, a tendência é que a base aliada concentre esforços na organização da campanha e na consolidação das chapas majoritária e proporcional.
A declaração de Jerônimo Rodrigues contribui para reduzir tensões internas e reafirma a continuidade do projeto político que vem sendo defendido pelo grupo desde 2007, mantendo o foco na disputa estadual deste ano.
Polícia
Morre o deputado estadual Alan Sanches aos 58 anos
Parlamentar do União Brasil sofreu um infarto fulminante neste sábado (14) e não resistiu após atendimento do Samu

O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) faleceu na manhã deste sábado (14), aos 58 anos, após sofrer um infarto fulminante. A informação foi confirmada por pessoas próximas ao parlamentar e por equipes de emergência que atuaram no socorro.
Segundo apurações, Sanches passou mal repentinamente e recebeu atendimento imediato de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços da equipe médica, o deputado não resistiu.
Alan Sanches era uma figura de destaque na política baiana, com trajetória marcada por atuação ativa na Assembleia Legislativa da Bahia. Sua morte repentina causa grande comoção entre colegas, apoiadores e lideranças políticas do estado.
A notícia do falecimento mobilizou autoridades e gerou manifestações de pesar em diversos setores. O parlamentar deixa um legado de trabalho público e participação ativa em debates relevantes para a Bahia.
Política
PF determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão após ter mandato cassado na Câmara
Decisão ocorre após cassação do mandato parlamentar e publicação de ato no Diário Oficial da União

A Polícia Federal (PF) determinou que Eduardo Bolsonaro retorne ao cargo de escrivão, função que ocupava antes de sua eleição para a Câmara dos Deputados. A decisão foi oficializada nesta sexta‑feira (2), por meio de publicação no Diário Oficial da União, assinada pelo diretor de gestão de pessoas substituto, Licínio Nunes de Moraes Netto.
Segundo o ato administrativo, a PF declarou o fim do afastamento do ex‑parlamentar, uma vez que seu mandato de deputado federal foi cassado em 18 de dezembro. Com a perda do mandato, a licença concedida para o exercício da atividade política deixa de ter validade, obrigando o retorno imediato às funções na corporação.
A medida encerra o período em que Eduardo Bolsonaro esteve afastado do quadro funcional da PF e marca sua reintegração ao serviço público federal. A corporação ainda não detalhou em qual unidade o escrivão deverá atuar, mas o procedimento segue o trâmite padrão aplicado a servidores que retornam após afastamentos prolongados.
O caso segue repercutindo no cenário político e jurídico, especialmente por envolver um nome de grande projeção nacional e por ocorrer em meio a debates sobre responsabilidades e consequências administrativas após a cassação de mandatos eletivos.
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