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Polícia

Advogado Daniel Keller é encontrado morto em hotel de Salvador

Criminalista de 40 anos foi localizado em apartamento no Caminho das Árvores; polícia investiga as circunstâncias da morte

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O advogado criminalista e professor universitário Daniel Joau Perez Keller, de 40 anos, foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (13), em um hotel no bairro Caminho das Árvores, área nobre de Salvador. A informação foi confirmada pela Polícia Civil da Bahia, que trata o caso como de morte a esclarecer.

Daniel estava sozinho no quarto do 3º andar, que, segundo informações da polícia, estava em nome de sua mãe. Uma arma de fogo foi recolhida pela equipe do Serviço de Investigação de Local de Crime (SILC) e será encaminhada para perícia. A ocorrência está sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que também expediu as guias para o trabalho do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Os laudos periciais serão determinantes para esclarecer a causa da morte.

Equipes da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) estiveram no local para coletar imagens de câmeras de segurança e ouvir testemunhas. Familiares do advogado também serão ouvidos nos próximos dias.

Trajetória e reconhecimento

Daniel Keller era um nome conhecido no meio jurídico baiano. Graduado em Direito pela Universidade Católica de Salvador (UCSal), com especialização em Ciências Criminais pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e mestrado também pela UCSal, Keller atuou em casos de grande repercussão, como a defesa da médica Kátia Vargas, que foi absolvida no julgamento do acidente de trânsito que resultou na morte de dois irmãos, em 2013.

Além da advocacia, Daniel lecionou nas faculdades Ruy Barbosa, UniFTC e UCSal, sendo reconhecido como profissional sério, admirado por colegas e alunos.

“Era muito admirado pelos alunos, um advogado muito inteligente, capaz e que não tinha inimigos. Não advogava para o crime organizado. Realmente é um choque”, declarou o promotor Davi Gallo, amigo pessoal de Keller.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) aprovou uma moção de pesar em sessão do Conselho Pleno, realizada ainda na manhã desta sexta-feira. A entidade enviou ao local o presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas, Saulo Guimarães, e acompanha a apuração desde as primeiras horas do dia.

Em nota, a OAB-BA destacou:

“Para além da sua competência profissional e institucional, Keller era antes de tudo um amigo. Durante sua trajetória, ele honrou a todos os advogados e advogadas com sua atuação sempre firme. Pessoa querida por todos, deixará saudades não apenas nos fóruns, mas principalmente nas rodas de conversas.”

Até o momento, não há informações sobre velório e sepultamento.

Entenda: homicídio culposo x doloso

Enquanto a investigação segue em curso, é importante entender dois conceitos que norteiam casos de mortes suspeitas:

  • Homicídio doloso: quando há intenção de matar, ou o agente assume o risco do resultado.
  • Homicídio culposo: ocorre quando não há intenção, mas o ato resulta em morte por negligência, imprudência ou imperícia.

A apuração técnica e pericial será essencial para definir se a morte do advogado se trata de suicídio, homicídio culposo, doloso ou outro desfecho legal.



Redação Saiba+

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Polícia

Jornalistas são presos em operação na Bahia

Investigados por armazenamento de conteúdo de abuso sexual infantil, dois profissionais foram detidos durante ação da Polícia Civil em Salvador; autoridades afirmam que eles não possuem ligação entre si

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Dois jornalistas foram presos nesta quinta-feira (27), em Salvador, durante a Operação Brilho do Amanhã, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia para investigar crimes contra crianças e adolescentes no ambiente virtual.

Segundo o delegado Gabriel Cipriano, do Núcleo Especializado em Repressão a Crimes Contra Crianças e Adolescentes no Ambiente Virtual (NERCCA), Lucas Vinícius Santos da Conceição e Marcos Paulo Silva Acácio são investigados por armazenamento de conteúdo de abuso sexual infantil, conduta prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Durante a operação, a polícia cumpriu mandados relacionados à investigação e realizou prisões de suspeitos apontados como envolvidos na prática dos crimes apurados. As diligências fazem parte de um trabalho de repressão à circulação e ao armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.

Investigados não têm relação entre si

De acordo com Gabriel Cipriano, os dois jornalistas foram identificados no decorrer das investigações, mas não existe, até o momento, indicação de vínculo entre eles.

O delegado explicou que a profissão exercida pelos dois é uma coincidência e não representa qualquer conexão entre os casos. As investigações tratam individualmente das condutas atribuídas a cada suspeito.

A autoridade policial também destacou que, embora existam investigações relacionadas ao compartilhamento desse tipo de material em diferentes situações, não há indícios de que Lucas Vinícius e Marcos Paulo tenham compartilhado conteúdo de abuso sexual infantil entre si.

Operação combate crimes no ambiente virtual

A Operação Brilho do Amanhã tem como foco a identificação de pessoas suspeitas de armazenar, produzir ou manter em circulação conteúdos criminosos envolvendo crianças e adolescentes.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil buscam reunir elementos que possam esclarecer a extensão das condutas atribuídas aos alvos e identificar eventuais outros envolvidos.

A polícia reforça que as prisões e investigações não representam, por si só, condenação, cabendo à Justiça analisar as provas reunidas durante o procedimento.

O caso segue sob investigação, enquanto os materiais e dispositivos eventualmente apreendidos durante a operação passam por análise pericial para auxiliar na apuração dos fatos.

Redação Saiba+

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Polícia

Caminhoneiro é parado após PM suspeitar que criança dirigia

Jovem de 20 anos chamou a atenção dos policiais durante abordagem em Jaraguá do Sul por ter baixa estatura, voz aguda e aparência infantil

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Uma situação inusitada chamou a atenção da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) durante uma abordagem em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Um caminhoneiro de 20 anos foi parado pelos agentes após os policiais suspeitarem que uma criança pudesse estar conduzindo o veículo.

O caso aconteceu na quinta-feira (20) e foi divulgado nesta quarta-feira (26). Segundo as informações divulgadas, Gabriel Allan Rodrigues, de 20 anos, possui cerca de 1,60 metro de altura, voz aguda e traços considerados infantis, características que despertaram a desconfiança da equipe durante a fiscalização.

Diante da suspeita, os policiais realizaram a abordagem e solicitaram a documentação do motorista. Gabriel apresentou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), comprovando que estava legalmente habilitado para conduzir o caminhão.

Após a conferência dos documentos e a confirmação da idade do motorista, o caminhoneiro foi liberado pelos policiais. A ocorrência rapidamente ganhou repercussão justamente pela situação incomum registrada durante a fiscalização.

O episódio também evidencia como características físicas podem provocar interpretações equivocadas em situações de abordagem. Apesar da aparência jovem, Gabriel já tinha 20 anos e estava devidamente habilitado para exercer a função de motorista profissional.

A ocorrência em Jaraguá do Sul chamou atenção nas redes sociais e gerou comentários sobre a aparência do caminhoneiro, que, segundo os relatos, teria surpreendido os agentes inicialmente. A situação foi esclarecida após a apresentação da CNH e a confirmação da identidade e da idade do condutor.

Redação Saiba+

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Polícia

Funcionária é presa por suspeita de fraude de R$ 2,9 milhões

Investigada teria liderado esquema que desviava pagamentos via Pix para contas de familiares em Salvador e Itaberaba

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Uma funcionária de 26 anos foi presa nesta quinta-feira (27), durante a Operação Fluxo Oculto, deflagrada pela Polícia Civil em Salvador e Itaberaba, no interior da Bahia. Ela é suspeita de liderar um esquema criminoso envolvendo pagamentos fraudulentos realizados por empresas para contas bancárias de terceiros.

Segundo as investigações, cinco empresas teriam sido vítimas do esquema, que provocou um prejuízo superior a R$ 2,9 milhões. A suspeita teria utilizado mecanismos para alterar o destino de pagamentos corporativos, fazendo com que valores que deveriam ser destinados a fornecedores fossem direcionados para contas ligadas a pessoas próximas.

Fraudes envolviam pagamentos via Pix

De acordo com a Polícia Civil, o esquema apresentava uma estrutura considerada sofisticada e envolvia fraudes corporativas e lavagem de dinheiro por meio de operações bancárias realizadas via Pix.

As investigações apontam que as ordens de pagamento eram manipuladas de maneira a manter o nome de fornecedores verdadeiros no campo destinado ao beneficiário. Entretanto, os valores eram efetivamente encaminhados para contas bancárias de familiares da investigada.

Entre os beneficiários estariam a própria mãe da suspeita e o companheiro dela.

Investigação aponta atuação dentro das empresas

A condição de funcionária teria permitido à investigada acesso a informações e procedimentos relacionados aos pagamentos das empresas. A partir desse acesso, segundo a apuração policial, ela teria conseguido interferir nas operações financeiras sem levantar imediatamente suspeitas.

O modelo utilizado teria dificultado a identificação inicial das irregularidades, uma vez que os dados apresentados nos pagamentos indicavam fornecedores que realmente mantinham relação comercial com as empresas prejudicadas.

A Polícia Civil continua analisando documentos, movimentações financeiras e outros elementos reunidos durante a investigação para identificar toda a extensão do esquema e possíveis envolvidos.

Operação busca esclarecer destino dos valores

A Operação Fluxo Oculto tem como um dos objetivos rastrear o caminho do dinheiro e identificar os beneficiários dos valores desviados. A análise das contas bancárias poderá ajudar os investigadores a estabelecer a dinâmica das transferências e verificar eventual participação de outras pessoas.

Além da suspeita apontada como líder do esquema, a investigação deverá apurar a responsabilidade de possíveis integrantes que tenham auxiliado na movimentação ou ocultação dos recursos.

O caso segue sob investigação das autoridades competentes. As acusações ainda serão analisadas no decorrer do procedimento judicial, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

Redação Saiba+

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