Política
Campanha do PT por impostos vira alvo de paródias
Campanha petista sobre “justiça tributária” viraliza nas redes; governador de MG ironiza e oposição acusa governo de enganar o povo
Uma campanha digital lançada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) reacendeu o debate sobre o aumento de impostos no Brasil. A legenda do presidente Lula passou a divulgar peças com o slogan “Taxação BBB: bilionários, bancos e bets“, defendendo a elevação da carga tributária sobre os chamados “super-ricos”. A estratégia tem como base o discurso de que seria necessária uma “justiça tributária” para reequilibrar as contas públicas.
Os conteúdos — alguns produzidos com auxílio de inteligência artificial (IA) — mostram uma balança desigual, com trabalhadores humildes de um lado e homens engravatados do outro, representando os contribuintes de alta renda que, segundo o PT, “sempre pagaram pouco ou quase nada”.
A campanha, no entanto, provocou reações imediatas da oposição. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), considerado um dos possíveis presidenciáveis em 2026, respondeu com uma paródia em vídeo, ironizando a peça petista.
Na versão de Zema, os “super-ricos” foram substituídos por “Lula, Haddad e Janja“, enquanto do outro lado aparece o povo sendo “esmagado” pelos impostos. A locução final ironiza o próprio slogan do PT:
“É o BBB: mais um blá-blá-blá do governo Lula.”
A troca de farpas nas redes sociais acontece logo após o Congresso Nacional derrubar o decreto de Lula que aumentava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A derrota no Legislativo não impediu o governo de intensificar o discurso da polarização social, apostando na retórica de que “os ricos precisam pagar a conta”.
Segundo a Coluna do Estadão, a avaliação dentro do governo é de que mesmo com a derrota no Congresso, o Planalto venceu o debate nas redes sociais ao reforçar a narrativa de “ricos contra pobres”. A ordem no núcleo petista, conforme interlocutores, é dobrar a aposta na comunicação para mobilizar a base ideológica.
Nos últimos dias, hashtags como “#RicosPaguemAConta”, “#CongressoInimigoDoPovo” e “#HaddadTemRazão” foram impulsionadas por parlamentares e militantes petistas. Uma entrevista do ministro Fernando Haddad (Fazenda) à TV Record também foi usada como argumento para sustentar que o governo não está subindo impostos em geral, mas buscando redistribuir a carga.
A ofensiva chegou até a publicações lúdicas, como uma história em quadrinhos divulgada pelo próprio Lula e pela primeira-dama Janja, na qual o presidente tenta explicar que está cobrando mais dos mais ricos para não penalizar os mais pobres.
A oposição, no entanto, vê a estratégia como uma cortina de fumaça para esconder aumentos sucessivos de impostos sobre a população em geral, inclusive via decretos, como o que tentava alterar o IOF sem passar pelo Congresso.
A paródia de Zema foi uma das mais compartilhadas da semana, mostrando que a polarização em torno da política tributária será tema central nas disputas de 2026.
Política
Governo reduz jornada de terceirizados federais
Decreto assinado por Lula diminui carga horária para 40 horas semanais sem corte de salários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira (13), um decreto que reduz a jornada de trabalho de profissionais terceirizados da administração pública federal. A medida estabelece a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem qualquer redução salarial, beneficiando milhares de trabalhadores em todo o país.
A iniciativa amplia uma política que já vinha sendo implementada desde 2024 e agora passa a abranger todas as categorias de serviços com dedicação exclusiva ao setor público. Com a nova etapa, cerca de 40 mil trabalhadores serão contemplados, somando-se a outros quase 20 mil já beneficiados anteriormente.
O decreto tem como objetivo promover melhores condições de trabalho, equilibrando a carga horária com a qualidade de vida dos profissionais. A manutenção dos salários mesmo com a redução da jornada é um dos pontos mais relevantes da medida, garantindo estabilidade financeira aos trabalhadores.
Além disso, a decisão reforça uma tendência global de revisão das jornadas tradicionais, com foco em produtividade e bem-estar. No contexto da administração pública, a mudança também busca padronizar contratos e adequar práticas às novas diretrizes trabalhistas adotadas pelo governo federal.
Especialistas avaliam que a ampliação da política pode gerar impactos positivos tanto no ambiente de trabalho quanto na eficiência dos serviços prestados. A expectativa é de que a medida contribua para maior satisfação dos trabalhadores e melhor desempenho das atividades no setor público.
Com a assinatura do decreto, o governo federal dá mais um passo na reformulação das condições de trabalho de terceirizados, consolidando uma política que deve continuar em expansão nos próximos anos.
Política
Guimarães assume articulação política de Lula
Deputado do PT toma posse na Secretaria de Relações Institucionais e substitui Gleisi Hoffmann

O deputado federal José Guimarães (PT-CE) assume, nesta terça-feira (14), o comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), pasta estratégica responsável pela articulação política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Congresso Nacional.
Guimarães, que atuava como líder do governo na Câmara dos Deputados, chega ao cargo com a missão de fortalecer o diálogo entre o Executivo e o Legislativo. A função é considerada uma das mais importantes da Esplanada, por ser responsável pela construção de alianças e viabilização de projetos prioritários do governo.
O novo ministro substitui Gleisi Hoffmann, que deixou a função para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. A mudança ocorre em um momento estratégico, em que o governo busca consolidar sua base de apoio no Congresso e avançar com pautas consideradas essenciais.
Com experiência política e forte atuação nos bastidores, Guimarães é visto como um articulador habilidoso dentro do Partido dos Trabalhadores. Sua nomeação reforça a aposta do governo em uma articulação mais intensa e direta com parlamentares, especialmente diante de desafios na aprovação de propostas.
A Secretaria de Relações Institucionais desempenha papel central na governabilidade, sendo responsável por coordenar negociações, alinhar interesses e garantir o andamento da agenda legislativa. O sucesso da nova gestão à frente da pasta será determinante para o ritmo das votações no Congresso Nacional.
A posse de Guimarães marca mais um movimento de reorganização política no governo federal, com foco na ampliação do diálogo institucional e na estabilidade das relações entre os poderes.
Política
Bahia impõe regras rígidas para servidores em 2026
Decreto do governo estadual reforça limites legais em ano eleitoral e controle de gastos públicos

Os servidores públicos da Bahia deverão seguir regras mais rígidas ao longo de 2026, ano marcado pelas eleições. Um decreto publicado pelo governo estadual, sob a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), estabelece diretrizes para garantir o cumprimento da legislação eleitoral e fiscal em toda a administração pública.
A medida determina que órgãos e entidades estaduais respeitem integralmente os limites previstos na Lei nº 9.504/1997 e na Lei de Responsabilidade Fiscal. O objetivo principal é evitar o uso indevido da máquina pública em benefício de candidatos durante o período eleitoral, prática proibida pela legislação brasileira.
Além disso, o decreto funciona como um instrumento de orientação para gestores e servidores, reforçando a necessidade de responsabilidade na condução dos recursos públicos. O controle de gastos ganha ainda mais relevância no último ano de mandato, período em que há restrições específicas para despesas e investimentos.
Entre os pontos destacados estão a proibição de ações promocionais que possam favorecer agentes públicos, limitações na publicidade institucional e maior rigor na execução orçamentária. Essas medidas visam assegurar a transparência e a equidade no processo eleitoral.
Especialistas apontam que iniciativas como essa são fundamentais para garantir a lisura das eleições e o equilíbrio entre os candidatos. O cumprimento das normas evita sanções legais e contribui para a credibilidade da gestão pública, especialmente em um cenário político sensível.
Com a publicação do decreto, o governo da Bahia busca alinhar sua atuação às exigências legais, prevenindo irregularidades e reforçando o compromisso com a responsabilidade fiscal e a integridade do processo eleitoral.
Política4 dias atrásJaques Wagner rebate oposição e defende gestão na Bahia
Política6 dias atrásGoverno da Bahia abre licitações de R$ 80 milhões para comunicação
Política6 dias atrásJoão Campos lidera corrida pelo governo de Pernambuco, aponta pesquisa
Política5 dias atrásLula sanciona leis contra violência à mulher
Política5 dias atrásJerônimo ironiza consultoria milionária de ACM Neto
Política5 dias atrásBahia reduz mortes violentas em 22% no 1º trimestre
Política3 dias atrásOtto Alencar reage a apoio de Angelo Coronel a Flávio Bolsonaro
Política3 dias atrásFlávio Dino vota contra lei de SC que proíbe cotas em universidades












