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Política

Lula aposta em novo slogan e discurso nacionalista para recuperar popularidade

Sidônio Palmeira articula mudança de narrativa do governo, com foco no combate a privilégios e no apelo à justiça social e ao orgulho nacional

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Lula e Sidônio: relação de confiança desde a campanha de 2022 / Reprodução

A poucos meses do início da corrida eleitoral de 2026, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma mudança estratégica em sua comunicação institucional. O slogan “União e Reconstrução”, usado desde o início do mandato, dará lugar a um novo mote que reflita combate a privilégios, justiça social e orgulho nacional, numa tentativa de reconectar Lula à sua base e sinalizar que o governo tem lado.

A mudança, comandada pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, também mira diretamente a recuperação da popularidade do presidente, especialmente entre os mais pobres e no Nordeste, onde o apoio ao governo caiu nos últimos meses. A proposta é nacionalista, mas centrada em mostrar que combater privilégios abre espaço para que mais brasileiros prosperem, sem limitar o discurso à dicotomia entre ricos e pobres.

Em paralelo, ministros e porta-vozes do governo vêm sendo orientados a enfatizar que o principal adversário do Brasil é o sistema de desigualdade, que beneficia uma minoria — o chamado “1%” — enquanto penaliza a ampla maioria da população. “Trabalhador que enfrenta trânsito, filas e alta carga tributária não pode pagar mais imposto do que banqueiros e bilionários”, defendem aliados de Lula.

A ideia de que programas sociais beneficiam também a classe média passa a integrar o novo discurso. Linhas de crédito populares para reforma de moradias e incentivos a pequenos empreendedores estão entre os exemplos citados como ações que impactam positivamente um público mais amplo.

Estratégia inclui reação à crise e foco no “inimigo comum”

A decisão de acelerar a mudança de slogan e a nova campanha institucional foi tomada após a crise gerada pelo decreto que previa aumento nas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A medida enfrentou resistência do Centrão, que mesmo ocupando 14 ministérios, se articulou para derrubar a proposta no Congresso. O caso evidenciou a fragilidade de um governo de coalizão sem identidade clara.

Para conter os danos e recuperar apoio, o governo lançou uma campanha nas redes sociais que viralizou, apresentando Lula como defensor dos mais pobres e cobrador de impostos sobre o chamado “BBB” — Bilionários, Bancos e Bets (casas de aposta). Segundo a Secom, o engajamento da campanha superou as expectativas e apontou um caminho viável para reposicionar o governo diante da opinião pública.

Outro fator que impulsionou o tom nacionalista foi a recente declaração do presidente norte-americano Donald Trump, que anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, alegando ingerência judicial no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em resposta, Lula voltou a usar o boné com a frase “O Brasil é dos brasileiros”, reforçando o tom soberano e patriótico que agora guiará a narrativa oficial.

Sidônio: entre crises e reconstrução da imagem de Lula

No cargo há seis meses, Sidônio Palmeira acumula embates internos e externos. Desde que assumiu a Secom, já enfrentou pelo menos 12 grandes crises, que vão desde fake news sobre o Pix até disputas com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre estratégias de comunicação.

Apesar das turbulências, Sidônio conta com o respaldo direto de Lula e mantém sua missão: recuperar a aprovação do presidente. “Sou uma pessoa determinada. Vim para fazer um doutorado. Estou ministro hoje, amanhã posso não estar”, afirmou ele ao Estadão. A fala reflete seu perfil técnico, apesar da pressão política.

Internamente, o Palácio do Planalto avalia que o novo slogan deve servir não apenas para resgatar a popularidade de Lula, mas também como base para a campanha de reeleição em 2026. A promessa é de um novo ciclo, com foco na defesa do Brasil, na superação das desigualdades históricas e na reconstrução da autoestima nacional.

Enquanto isso, Sidônio já é alvo da oposição. Postagens da Secom que chamaram o Congresso de “mamata” e críticas ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), geraram reações duras. Deputados exigem explicações formais em agosto, após o recesso. Até lá, o novo slogan do governo Lula já estará nas ruas — e promete dar o tom da próxima fase da gestão.

Redação Saiba+

Política

Lula sobrevoa áreas atingidas por chuvas em Minas Gerais

Presidente acompanha regiões em calamidade pública na Zona da Mata, onde mais de 60 mortes já foram registradas.

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Presidente também se reúne com prefeitos de municípios da Zona da Mata | Bnews - Divulgação Rovena Rosa

As fortes chuvas que atingem Minas Gerais levaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a sobrevoar a região da Zona da Mata, uma das mais afetadas pelos temporais que já resultaram em mais de 60 mortes. A visita ocorre em meio ao esforço federal para avaliar danos, reforçar ações emergenciais e apoiar municípios que enfrentam graves impactos estruturais e humanitários.

Durante a agenda, Lula deve se reunir com os prefeitos Margarida Salomão (Juiz de Fora), José Damato (Ubá) e Maurício dos Reis (Matias Barbosa) — cidades oficialmente reconhecidas em situação de calamidade pública. O governo federal acompanha de perto as necessidades locais, especialmente nas áreas de deslizamentos, enchentes e desabrigados.

Além desses municípios, Divinésia e Senador Firmino foram classificadas em situação de emergência, o que permite a liberação acelerada de recursos e medidas de apoio. As equipes de Defesa Civil, Forças Armadas e órgãos estaduais seguem mobilizadas para resgates, assistência às famílias e recuperação de infraestrutura essencial.

A presença do presidente reforça o compromisso do governo em priorizar ações humanitárias, garantir suporte imediato às populações afetadas e coordenar respostas rápidas diante da continuidade das chuvas na região.

Redação Saiba+

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Política

Brasil condena ataques de EUA e Israel ao Irã

Governo manifesta grave preocupação e reforça defesa do diálogo como único caminho para a paz no Oriente Médio.

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O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) condenou os ataques dos EUA e Israel contra o Irã na manhã deste sábado (28) | Bnews - Divulgação Marcelo Camargo

O governo brasileiro divulgou neste sábado (28) uma nota oficial na qual condena os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã, classificando a escalada militar como motivo de “grave preocupação” para a estabilidade internacional.

No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores destacou que as ofensivas ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, considerado pelo Brasil como o único meio viável para alcançar uma solução pacífica e duradoura na região. A chancelaria reiterou que o país mantém, historicamente, uma postura de defesa do diálogo diplomático e da mediação multilateral em conflitos no Oriente Médio.

Segundo o Itamaraty, ações militares unilaterais comprometem esforços de paz e ampliam o risco de instabilidade regional, afetando não apenas os países diretamente envolvidos, mas também a segurança global. O governo brasileiro reforçou ainda que seguirá acompanhando a situação e defendendo iniciativas que priorizem a diplomacia, o respeito ao direito internacional e a proteção de civis.

A nota reafirma a posição tradicional do Brasil de buscar soluções negociadas, evitando o agravamento de tensões e incentivando a retomada imediata das conversações entre os envolvidos.

Redação Saiba+

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Política

Jaques Wagner critica votação sobre quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

Líder do governo no Senado questiona condução do processo e aponta possível uso político da comissão.

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Wagner garantiu que Lulinha poderá prestar esclarecimentos, desde que haja imparcialidade nas investigações e depoimentos. | Bnews - Divulgação Reprodução

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT‑BA), fez duras críticas à votação que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante a sessão desta quinta-feira (26) da CPMI do INSS. Para o senador, a decisão foi conduzida de forma precipitada e com forte viés político, desviando o foco dos trabalhos da comissão.

Wagner afirmou que a medida representa um uso distorcido da CPMI, que deveria concentrar esforços em investigar irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social, e não em promover disputas de caráter eleitoral ou ataques direcionados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a oposição tenta transformar a comissão em um palco de desgaste político.

Durante a sessão, parlamentares governistas também questionaram a pertinência da quebra de sigilo, alegando ausência de elementos concretos que justificassem a medida. Para Jaques Wagner, a aprovação ocorreu em um ambiente de tensão e disputa narrativa, o que compromete a credibilidade do processo.

O senador reforçou que o governo continuará atuando para garantir que a CPMI cumpra seu objetivo original e que decisões tomadas sem base técnica sejam contestadas. Ele destacou ainda que a insistência em incluir familiares do presidente nas investigações demonstra uma estratégia de politização das apurações, afastando o debate das questões estruturais do INSS.

A votação reacende discussões sobre os limites de atuação das CPIs e o uso de instrumentos legislativos para fins políticos, tema que deve seguir em destaque nas próximas sessões.

Redação Saiba+

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