Saúde
Índia isola mais de 100 pessoas após novo surto do vírus Nipah
Patógeno de alta letalidade leva autoridades a colocar 110 indivíduos em quarentena para conter avanço da infecção

Um novo surto do vírus Nipah levou autoridades sanitárias da Índia a isolar mais de uma centena de pessoas, após a confirmação de casos que reacenderam o alerta internacional. Ao todo, cerca de 110 indivíduos foram colocados em quarentena, medida considerada essencial para impedir a disseminação do patógeno.
Classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um vírus prioritário devido ao seu alto potencial epidêmico e à elevada taxa de mortalidade, o Nipah é transmitido principalmente por contato com animais infectados — especialmente morcegos frugívoros — ou entre humanos em situações de proximidade.
As autoridades indianas reforçaram protocolos de vigilância, rastreamento de contatos e monitoramento clínico dos isolados. A ação rápida busca evitar que o surto se expanda, já que o vírus pode causar sintomas graves, incluindo inflamação cerebral e insuficiência respiratória.
Especialistas destacam que surtos de Nipah, embora relativamente raros, exigem respostas imediatas e coordenadas, dada a ausência de tratamento específico e o risco de transmissão em comunidades densamente povoadas. O caso atual reacende discussões sobre vigilância epidemiológica e preparação global para doenças emergentes.
A expectativa é de que novas atualizações sejam divulgadas conforme o monitoramento avança e os resultados dos exames laboratoriais sejam concluídos.
Saúde
Novo Nordisk contesta lançamento da caneta Ozivy no Brasil
Após disputa sobre a patente da semaglutida, farmacêutica dinamarquesa questiona o nome do novo medicamento da EMS por suposta violação de marcas registradas.

A disputa pelo mercado de medicamentos à base de semaglutida ganhou um novo capítulo no Brasil. Após perder a batalha pela extensão da patente do princípio ativo utilizado em canetas para tratamento de diabetes e obesidade, a Novo Nordisk iniciou uma nova ofensiva contra a farmacêutica brasileira EMS, desta vez envolvendo o uso de marcas registradas.
A empresa dinamarquesa alega que o nome Ozivy, utilizado na recém-lançada caneta emagrecedora da EMS, viola suas marcas comerciais “Ozempic” e “Wegovy”, dois dos medicamentos mais conhecidos da companhia. A discussão deixa de envolver exclusivamente questões de patente e passa a abranger direitos de propriedade intelectual relacionados à identidade comercial dos produtos.
O impasse ocorre após a Novo Nordisk não conseguir ampliar a proteção da patente da semaglutida, abrindo espaço para que outras empresas desenvolvam medicamentos com o mesmo princípio ativo, desde que respeitadas as normas regulatórias e legais vigentes.
Agora, o foco da controvérsia está na possível semelhança entre os nomes comerciais utilizados pelas farmacêuticas. A empresa dinamarquesa sustenta que a denominação Ozivy pode gerar associação indevida com seus produtos já consolidados no mercado, enquanto a EMS busca ampliar sua presença no segmento de medicamentos para controle do peso e tratamento metabólico.
A disputa poderá ser analisada pelas autoridades competentes em propriedade intelectual, que avaliarão se existe ou não risco de confusão entre as marcas apresentadas pelas empresas. O desfecho poderá influenciar a comercialização do novo produto no mercado brasileiro.
O caso reforça a crescente concorrência no segmento de medicamentos à base de semaglutida, considerado um dos mais promissores da indústria farmacêutica. Com o aumento da demanda por tratamentos para obesidade e diabetes, fabricantes disputam espaço tanto pela inovação quanto pela consolidação de suas marcas junto aos consumidores.
Saúde
Brasil ultrapassa 82 mil casos de SRAG em 2026
Boletim da Fiocruz aponta alerta em todos os estados e destaca circulação simultânea de vírus respiratórios no país.

O Brasil já registrou mais de 82 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, segundo o mais recente levantamento divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O cenário preocupa autoridades de saúde, já que todos os estados brasileiros apresentam situação de alerta, risco ou alto risco para a doença, indicando ampla circulação de vírus respiratórios em todo o território nacional.
De acordo com o Boletim InfoGripe, o aumento das internações está relacionado à circulação simultânea de diferentes agentes infecciosos, entre eles a Influenza A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus. Esses vírus costumam provocar sintomas bastante semelhantes, dificultando a identificação da infecção apenas por meio da avaliação clínica.
Especialistas alertam que febre, tosse, dor de garganta, congestão nasal e dificuldade para respirar podem estar associados a diferentes vírus respiratórios, tornando indispensável a realização de exames laboratoriais para um diagnóstico mais preciso. Essa identificação é fundamental para definir o tratamento adequado e monitorar a evolução epidemiológica das doenças.
A Fiocruz destaca que o cenário reforça a importância da vigilância em saúde e da adoção de medidas preventivas, especialmente entre idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas, considerados os grupos com maior risco de desenvolver complicações decorrentes das infecções respiratórias.
Além da vacinação contra a gripe para os públicos indicados, especialistas recomendam a manutenção de hábitos preventivos, como higienização frequente das mãos, etiqueta respiratória, ambientes bem ventilados e a procura por atendimento médico diante do agravamento dos sintomas. Essas medidas contribuem para reduzir a transmissão dos vírus e minimizar o impacto sobre o sistema de saúde.
Com a chegada dos períodos de maior circulação viral, as autoridades seguem monitorando o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e reforçam a necessidade de diagnóstico precoce para reduzir o número de casos graves e internações em todo o país.
Saúde
MP cobra ampliação de terapias para crianças
Ação civil pública pede que município baiano fortaleça atendimento especializado para pacientes com TEA e outras condições que exigem acompanhamento multidisciplinar.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou com uma ação civil pública para que o município de Cícero Dantas, localizado a 319 quilômetros de Salvador, amplie e regularize a oferta de terapias multidisciplinares voltadas a crianças que necessitam de acompanhamento especializado. A medida busca garantir assistência adequada, especialmente para pacientes diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo o órgão, a iniciativa tem como objetivo assegurar o acesso contínuo a tratamentos considerados fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, social e motor das crianças. A ação destaca a necessidade de ampliar a rede de atendimento e reduzir possíveis déficits na oferta de serviços especializados no município.
O Ministério Público argumenta que o acompanhamento multidisciplinar é essencial para crianças com TEA e outras condições que demandam intervenções terapêuticas frequentes. Entre os atendimentos considerados indispensáveis estão terapias ocupacionais, acompanhamento psicológico, fonoaudiologia, fisioterapia e outras especialidades recomendadas por profissionais de saúde.
A proposta busca garantir que as famílias tenham acesso regular aos tratamentos sem interrupções, contribuindo para a qualidade de vida e o desenvolvimento dos pacientes. O MP-BA entende que o atendimento adequado representa um direito fundamental assegurado pela legislação brasileira.
A ação também reforça a importância de políticas públicas voltadas à inclusão e ao cuidado integral da infância. Especialistas apontam que a intervenção precoce e o acompanhamento contínuo podem gerar avanços significativos no desenvolvimento de crianças diagnosticadas com TEA.
Além da ampliação da oferta de terapias, o Ministério Público defende que o município adote medidas para estruturar e fortalecer a rede de assistência especializada, garantindo maior eficiência nos serviços prestados à população.
O caso chama atenção para os desafios enfrentados por diversas cidades brasileiras na oferta de atendimento especializado para crianças com necessidades específicas de saúde. A demanda por serviços voltados ao público com Transtorno do Espectro Autista tem crescido nos últimos anos, exigindo investimentos e planejamento por parte dos gestores públicos.
A expectativa é que a ação contribua para acelerar melhorias no sistema municipal de saúde e amplie o acesso das famílias aos tratamentos recomendados. O objetivo final é assegurar que crianças que dependem de acompanhamento multidisciplinar recebam atendimento adequado, humanizado e contínuo.
Com a iniciativa, o Ministério Público reforça seu papel na defesa dos direitos da infância e no acompanhamento das políticas públicas voltadas à saúde e à inclusão social.
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