Política
Eduardo Bolsonaro volta a atacar Nikolas e expõe racha no PL
Deputado federal reage a publicação de colega de partido e retoma série de críticas internas que já atingiram nomes da direita na Bahia

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a protagonizar um embate público dentro do próprio partido. Desta vez, as críticas foram direcionadas ao também deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), após o mineiro mencionar, durante um espaço ao vivo na rede X (antigo Twitter), um perfil que se define como “ex-bolsonarista”. A menção incomodou Eduardo, que reagiu de forma dura: “É triste ver a que ponto o Nikolas chegou”, escreveu em sua conta oficial.
A tensão entre os dois ocorre em meio ao debate sobre os reflexos do tarifaço anunciado pelo governo Donald Trump, tema em que Eduardo tem atuado diretamente nos Estados Unidos e pelo qual tem cobrado maior engajamento público de Nikolas.
Embora o mineiro tenha citado Eduardo como possível nome para a disputa presidencial de 2026, o gesto foi insuficiente para conter a insatisfação pública do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que vem demonstrando desconforto com colegas considerados pouco atuantes nas pautas internacionais do bolsonarismo.
O episódio marca mais um capítulo da série de ataques promovidos por Eduardo contra lideranças do próprio PL. No ano passado, nomes da direita baiana também foram alvos, como o deputado estadual Diego Castro, a ex-candidata ao Senado Raíssa Soares, o ex-candidato Alexandre Moreira (Bahia Direita) e o deputado federal Capitão Alden.
À época, o deputado reagiu publicamente a uma discussão com a comunicadora Vanessa Moreira, do canal Brado Jornal, crítica da ala bolsonarista, e incluiu em suas postagens acusações e ironias contra figuras do PL na Bahia, ampliando o mal-estar entre aliados.
Política
PL reúne bancada após crise envolvendo Flávio Bolsonaro
Encontro com parlamentares marca primeira grande reunião do partido após repercussão de mensagens sobre financiamento de filme em homenagem a Jair Bolsonaro

O Partido Liberal marcou para esta terça-feira uma importante reunião política envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência da República pela legenda, além das bancadas de deputados federais e senadores do partido. O encontro acontece em meio à repercussão da crise política gerada após a divulgação de mensagens relacionadas a um pedido de apoio financeiro para a produção de um filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
As mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro mencionam conversas com o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, sobre a possibilidade de financiamento do projeto audiovisual. O episódio ganhou destaque nos bastidores políticos e movimentou lideranças do PL nos últimos dias.
Segundo integrantes da legenda, esta será a primeira reunião ampliada envolvendo um número significativo de parlamentares desde o início da crise. Até então, Flávio vinha realizando encontros mais reservados com lideranças estratégicas do partido, incluindo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o senador Rogério Marinho, apontado como coordenador de campanha, e o próprio Jair Bolsonaro.
O objetivo do encontro é alinhar estratégias políticas, fortalecer a articulação interna e discutir os próximos passos da pré-campanha presidencial da legenda. A reunião também deve servir para avaliar os impactos políticos da repercussão envolvendo o caso e definir a postura do partido diante do cenário nacional.
Nos bastidores, aliados avaliam que o encontro será decisivo para demonstrar unidade partidária e consolidar o nome de Flávio Bolsonaro dentro da estratégia eleitoral do PL para os próximos anos. Parlamentares também devem debater pautas prioritárias da oposição e a atuação política da sigla no Congresso Nacional.
A expectativa é que o encontro reúna lideranças influentes do partido em um momento considerado delicado para a legenda, especialmente após o aumento da pressão política e da repercussão pública sobre o caso envolvendo o financiamento do filme.
Política
Relatório da PEC 6×1 deve ser concluído nesta semana
Deputado Leo Prates aguarda definição de Hugo Motta para finalizar parecer sobre proposta que altera jornada de trabalho

O deputado federal Leo Prates, relator da PEC que propõe o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados, pretende concluir ainda nesta semana o parecer sobre a proposta que vem gerando amplo debate no meio político e trabalhista.
Nos bastidores da Câmara, parlamentares envolvidos nas discussões afirmam que a conclusão do texto dependerá diretamente de uma definição do presidente da Casa, Hugo Motta. Segundo interlocutores, Leo Prates considera fundamental alinhar os últimos detalhes do relatório com Hugo Motta antes da apresentação oficial do parecer.
Os dois parlamentares devem se reunir nesta segunda-feira (18/5) para discutir os pontos finais da proposta. A expectativa é de que o encontro seja decisivo para fechar o texto que poderá avançar nas próximas etapas de tramitação dentro da Câmara dos Deputados.
A PEC do fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos meses após mobilizações de trabalhadores e discussões sobre qualidade de vida, produtividade e saúde mental no ambiente profissional. O modelo atual, comum em diversos setores da economia, prevê seis dias consecutivos de trabalho para apenas um dia de descanso.
Defensores da proposta argumentam que a mudança pode proporcionar melhores condições de trabalho e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Já setores empresariais demonstram preocupação com possíveis impactos operacionais e custos adicionais para empresas.
O relatório de Leo Prates é aguardado com expectativa tanto por sindicatos quanto por representantes do setor produtivo, já que o texto poderá definir os rumos do debate sobre jornadas de trabalho no Brasil.
A movimentação política em torno da proposta também reforça o peso do tema no cenário nacional, especialmente diante das discussões sobre direitos trabalhistas e modernização das relações de emprego.
Política
Mudanças no TSE animam aliados de Flávio Bolsonaro
Grupo político acredita que nova composição da Corte reduz riscos de suspensão do filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro

Aliados do senador Flávio Bolsonaro avaliam que as recentes mudanças na composição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) podem criar um cenário mais favorável para o lançamento do filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A expectativa ganhou força após a alteração no comando da Corte eleitoral. Na última terça-feira, a ministra Cármen Lúcia deixou a presidência do TSE, que passou a ser ocupada pelo ministro Kassio Nunes Marques. Já o ministro André Mendonça assumiu a vice-presidência da Corte.
Nos bastidores políticos, integrantes próximos ao núcleo bolsonarista acreditam que a nova formação poderá reduzir riscos de eventuais medidas judiciais envolvendo o lançamento do longa-metragem. Kassio Nunes Marques e André Mendonça foram indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante o governo Bolsonaro e são vistos por aliados do ex-presidente como magistrados com postura menos intervencionista em temas relacionados à liberdade de expressão.
O filme “Dark Horse” vem sendo tratado por apoiadores como uma produção estratégica para reforçar a imagem política de Jair Bolsonaro em meio às movimentações antecipadas para as eleições presidenciais. A produção ainda não teve todos os detalhes oficialmente divulgados, mas já desperta forte repercussão nos meios políticos e jurídicos.
Nos últimos anos, debates envolvendo liberdade de expressão, propaganda eleitoral e limites da atuação judicial em conteúdos audiovisuais ganharam espaço no cenário político brasileiro. Especialistas apontam que produções com forte apelo político tendem a gerar questionamentos jurídicos, principalmente em períodos pré-eleitorais.
Enquanto aliados apostam em um ambiente mais favorável dentro do TSE, integrantes da oposição acompanham com atenção os possíveis impactos da nova composição da Corte nas decisões envolvendo campanhas, publicidade política e conteúdos ligados ao processo eleitoral.
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