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Brasil

BC rejeita compra do Master pelo BRB

Decisão ocorre em meio a pressões políticas e ofensiva do Centrão no Congresso

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Fachada da sede do BRB - Gabriela Biló

O Banco Central (BC) indeferiu nesta quarta-feira (3) o pedido de compra do Master pelo estatal BRB (Banco de Brasília), segundo informações apuradas junto a fontes próximas à operação. As partes já foram notificadas sobre a decisão, que representava o último passo regulatório necessário para a efetivação do negócio.

Após o anúncio, o BRB informou ao mercado que ainda pode recorrer e solicitou acesso aos fundamentos que levaram à negativa. O banco declarou que continua acreditando nos méritos da operação e pretende adotar medidas para mitigar os riscos apontados pela autoridade monetária.

O Master, por sua vez, afirmou que aguarda acesso à íntegra do documento emitido pelo BC para avaliar os argumentos e definir alternativas. A instituição reiterou sua confiança na estratégia de crescimento e no potencial da operação.

O acordo previa que o BRB comprasse cerca de R$ 23 bilhões em ativos do Master, enquanto a instituição financeira privada permaneceria com aproximadamente R$ 48 bilhões. Agora, uma das alternativas em análise é a negociação com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

A decisão ocorre um dia após o Centrão lançar ofensiva no Congresso para votar um projeto que pretende dar poderes a deputados e senadores para demitir tanto os diretores quanto o presidente do BC. Para analistas políticos, o movimento é interpretado como uma forma de pressão sobre a autoridade monetária.

Entre os membros da diretoria do BC, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, Renato Gomes, era considerado o mais resistente à aprovação da operação. O fechamento do negócio estava condicionado a cinco exigências, incluindo auditoria detalhada dos ativos e passivos do Master.

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) já havia aprovado a compra em junho, sem restrições, concluindo que a operação não traria riscos à concorrência. A participação conjunta dos bancos ficaria abaixo de 20%, nível considerado insuficiente para caracterizar posição dominante no mercado.

A análise do BC, no entanto, foi mais criteriosa, especialmente em relação aos ativos de maior risco, como precatórios, direitos creditórios de ações judiciais e investimentos em empresas. Esses pontos foram determinantes para o indeferimento.

Com a decisão, o futuro do negócio permanece incerto, em um cenário marcado por forte interferência política, pressões regulatórias e desafios estratégicos para os dois bancos envolvidos.

Redação Saiba+

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Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado

Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

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Devolução dos itens foi solicitada pela defesa do jornalista | Bnews - Divulgação Victor Piemonte

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.

O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.

A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.

Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.

O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.

A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.

Redação Saiba+

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Governo recebe caminhoneiros para discutir demandas

Ministro Guilherme Boulos se reúne com representantes da categoria para tratar de combustível, frete e condições de trabalho

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A reunião de Boulos com o setor é para discutir os impactos da guerra no Oriente Médio na alta do preço dos combustíveis

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, recebe nesta quarta-feira (25) representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro tem como foco principal discutir as demandas urgentes da categoria, que enfrenta desafios crescentes no setor de transporte rodoviário.

A reunião foi confirmada pelo próprio ministro e deve abordar temas considerados prioritários pelos profissionais da estrada. Entre os principais pontos estão o alto preço dos combustíveis, o valor do frete e as condições de trabalho nas rodovias brasileiras, questões que impactam diretamente a renda e a rotina dos caminhoneiros.

Nos bastidores, a expectativa é de que o diálogo avance na construção de soluções que tragam maior equilíbrio ao setor. A categoria cobra medidas concretas para reduzir custos operacionais e garantir maior previsibilidade nos ganhos, especialmente diante das oscilações do mercado e dos custos logísticos.

O encontro também sinaliza uma tentativa do governo federal de manter o diálogo aberto com os caminhoneiros, grupo estratégico para a economia nacional. O transporte de cargas é responsável por grande parte da circulação de mercadorias no país, o que torna as reivindicações da categoria um tema sensível para a gestão pública.

Analistas avaliam que a reunião pode representar um passo importante para evitar tensões e possíveis paralisações. A busca por consenso entre governo e trabalhadores é vista como essencial para garantir estabilidade no abastecimento e no setor logístico brasileiro.

Redação Saiba+

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TJBA terá nova inspeção da Corregedoria Nacional em abril

Procedimento vai avaliar setores administrativos, judiciais e cartórios entre os dias 6 e 10

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Advogados e cidadãos poderão se reunir com a equipe de inspeção em horários específicos para discutir questões relevantes | Bnews - Divulgação Foto: Rodrigo Oliveira Braga

O Tribunal de Justiça da Bahia já tem data definida para passar por uma nova inspeção conduzida pela Corregedoria Nacional de Justiça. A ação ocorrerá entre os dias 6 e 10 de abril, conforme estabelece a Portaria nº 12, assinada pelo ministro Mauro Campbell Marques.

A inspeção abrangerá setores administrativos e judiciais da Corte baiana, além das serventias extrajudiciais, como os cartórios. O objetivo é verificar o funcionamento das atividades, identificar possíveis falhas e promover melhorias na prestação de serviços à população.

Esse tipo de procedimento faz parte das atribuições da Corregedoria, ligada ao Conselho Nacional de Justiça, e tem como foco garantir mais transparência, eficiência e regularidade no Judiciário brasileiro. Durante o período, equipes técnicas irão analisar rotinas internas, produtividade e cumprimento de normas.

A expectativa é que a inspeção contribua para o aperfeiçoamento dos serviços prestados pelo TJBA, fortalecendo a confiança da sociedade no sistema de Justiça. Relatórios com recomendações e eventuais determinações poderão ser emitidos após a conclusão dos trabalhos, orientando ajustes necessários.

A iniciativa reforça o papel fiscalizador do CNJ e evidencia a importância de monitoramento contínuo nos tribunais estaduais, especialmente em um cenário de crescente demanda por celeridade e qualidade nos processos judiciais.

Redação Saiba+

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