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Governo Lula articula empréstimo bilionário para socorrer os Correios

Operação com Banco do Brasil, Caixa e bancos privados deve somar R$ 20 bilhões e contará com garantia do Tesouro Nacional, em meio ao maior rombo financeiro da história da estatal

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Movimentação em agência dos Correios em São Paulo - Danilo Verpa - 30.mai.25/Folhapress

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula um empréstimo emergencial de R$ 20 bilhões para tentar equilibrar as contas dos Correios, uma das estatais mais tradicionais do país, que enfrenta grave crise financeira. O plano envolve o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e instituições privadas como BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil, segundo fontes ouvidas pela Folha de S.Paulo.

A operação, que será garantida pelo Tesouro Nacional, está condicionada à adoção de medidas de ajuste e reestruturação interna da empresa pública. O objetivo é cobrir o déficit operacional e viabilizar o plano de recuperação financeira para os próximos dois anos.

De acordo com técnicos envolvidos nas negociações, os Correios precisarão de R$ 10 bilhões em 2025 e mais R$ 10 bilhões em 2026 para manter o funcionamento e bancar ações de ajuste, como programas de demissão voluntária, mudanças no plano de saúde dos funcionários e renegociação de passivos atrasados.

O tema foi discutido em uma reunião ocorrida na última quinta-feira (9), com a presença dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Esther Dweck (Gestão) e Frederico de Siqueira Filho (Comunicações), além de representantes do Tesouro Nacional, PGFN e dos bancos públicos.

Ainda não há definição sobre a participação de cada instituição no aporte, mas há interesse de bancos privados em integrar a operação. Caso o montante não seja suficiente, um novo aporte direto do Tesouro também não está descartado, dependendo do espaço fiscal disponível no orçamento do governo.

Os Correios registraram um prejuízo de R$ 2,64 bilhões no segundo trimestre de 2025, quase cinco vezes maior que o resultado negativo do mesmo período de 2024. No acumulado do primeiro semestre, o rombo chegou a R$ 4,37 bilhões, triplicando as perdas do ano anterior.

A nova gestão da estatal, sob o comando de Emmanoel Schmidt Rondon, funcionário de carreira do Banco do Brasil, tenta reverter o quadro. Entre as primeiras ações, Rondon conduziu a renegociação de um empréstimo de R$ 1,8 bilhão firmado neste ano com um consórcio de bancos. O acordo visava dar fôlego imediato ao caixa, mas cláusulas contratuais acabaram sendo acionadas após sentenças judiciais que elevaram os custos da companhia, forçando a revisão do contrato e o pagamento antecipado de parte da dívida.

Com a nova negociação, a estatal conseguiu adiar parcelas e reduzir riscos de insolvência, abrindo caminho para um plano mais amplo de reestruturação. A expectativa é que, a partir de 2027, as medidas tragam economia significativa e reposicionem a empresa no mercado, com foco em eficiência logística e novas fontes de receita.

A diretoria acredita que o plano de socorro, embora oneroso no curto prazo, será essencial para garantir a sustentabilidade dos Correios e preservar os serviços postais em todo o território nacional.

Redação Saiba+

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Justiça decreta falência do Grupo Refit

Decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro encerra recuperação judicial de empresas ligadas à Refinaria de Petróleos Manguinhos

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A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (31), a falência das empresas que integram o Grupo Refit, encerrando o processo de recuperação judicial das companhias ligadas à Refinaria de Petróleos Manguinhos.

A decisão foi proferida pela 5ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira determinou a conversão da recuperação judicial em falência das empresas Gasdiesel Serviços, Distribuidora S.A., Química S.A. e Refinaria de Petróleos Manguinhos.

As companhias estavam submetidas ao processo de recuperação judicial e acumulavam débitos tributários com o Estado do Rio de Janeiro. Com a decretação da falência, o processo passa a seguir as regras específicas previstas para a liquidação das empresas e a satisfação dos créditos dos credores.

Entre as primeiras determinações estabelecidas pela Justiça está a apresentação, no prazo de cinco dias, da relação nominal dos credores, além de informações necessárias para o trabalho do administrador judicial.

A medida marca uma nova etapa no processo envolvendo as empresas do grupo, que agora terão suas atividades e obrigações submetidas aos procedimentos previstos na legislação falimentar.

A falência também deverá estabelecer os próximos passos para a apuração do patrimônio, levantamento das dívidas e organização do pagamento dos credores, conforme as regras determinadas pelo Judiciário.

Redação Saiba+

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Ex-soldado é condenado por injúria racial em quartel

Militar foi responsabilizado após ofender colega durante período de internato em unidade do Exército no Paraná

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Um ex-soldado do Exército foi condenado por injúria racial após chamar um colega de “preto imundo” durante o período de internato em um quartel de Ponta Grossa, no Paraná.

A decisão foi tomada por unanimidade, em 19 de agosto, pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército, ligado à Auditoria da 5ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM), em Curitiba.

O episódio aconteceu em 15 de março de 2025, poucas semanas após a incorporação dos recrutas ao 13º Batalhão de Infantaria Blindado (13º BIB). Na ocasião, os militares se preparavam para entrar em forma depois de uma refeição no rancho.

Segundo o caso analisado pela Justiça Militar, uma discussão teve início entre os recrutas e evoluiu para a utilização de uma expressão de cunho racial contra um dos militares.

A acusação foi analisada pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército, que considerou comprovada a prática de injúria racial e decidiu pela condenação do ex-soldado.

A decisão foi tomada de forma unânime pelos integrantes do colegiado, após a análise dos elementos apresentados durante o processo.

O episódio chama atenção para a necessidade de combater manifestações de racismo e discriminação também dentro das instituições militares, onde os integrantes estão submetidos a normas específicas de disciplina e conduta.

Redação Saiba+

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Bombeiro de Sergipe morre durante curso em Minas Gerais

Sargento sofreu uma queda de altura durante treinamento realizado na Academia de Bombeiros Militar, em Belo Horizonte

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Um bombeiro militar de Sergipe morreu na sexta-feira (28) durante a realização de um curso de operações em árvores na Academia de Bombeiros Militar (ABM), localizada na região da Pampulha, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o sargento sofreu uma queda de altura durante as atividades do treinamento. Ele recebeu atendimento após o acidente, mas não resistiu aos ferimentos.

As circunstâncias da ocorrência ainda serão investigadas. O CBMMG informou que as providências necessárias estão sendo adotadas para esclarecer o acidente e prestar apoio ao Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) e aos familiares do militar.

Em nota, a corporação mineira lamentou profundamente a morte do agente e manifestou solidariedade aos familiares e colegas de farda. “A corporação mineira está consternada com o fato envolvendo nosso irmão de farda”, declarou o CBMMG.

O caso causou comoção entre integrantes das corporações dos dois estados, especialmente por se tratar de um acidente ocorrido durante uma atividade de formação profissional voltada às operações em árvores.

Redação Saiba+

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