Política
Lula prepara viagem ao Amazonas em agenda estratégica no Norte
Presidente intensifica presença no país durante ano eleitoral e articula apoio político na região

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve viajar nos próximos dias para o estado do Amazonas, marcando sua primeira visita à região Norte em 2026. A agenda faz parte de uma estratégia de fortalecimento político e presença institucional em diferentes regiões do país durante o ano eleitoral.
Desde o início de 2026, Lula já percorreu 23 municípios em dez estados, concentrando suas agendas nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A ida ao Norte amplia o alcance dessas visitas e reforça a articulação política nacional.
O convite para a viagem partiu dos senadores Eduardo Braga e Omar Aziz, durante um encontro realizado no Palácio da Alvorada no último dia 11. Braga deve disputar a reeleição ao Senado, enquanto Aziz é apontado como pré-candidato ao governo do Amazonas, o que adiciona peso político à visita presidencial.
A expectativa é que a presença de Lula no estado contribua para fortalecer alianças regionais e impulsionar agendas estratégicas, incluindo temas como desenvolvimento sustentável, preservação da Amazônia e investimentos em infraestrutura.
A movimentação também evidencia o papel do Norte no cenário político nacional, especialmente em um momento em que o governo busca ampliar sua base de apoio e consolidar projetos prioritários. A visita deve incluir compromissos oficiais, encontros com lideranças locais e anúncios voltados à região.
Política
Haddad critica empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em pesquisas
Ex-ministro aponta “contraste grande” entre os pré-candidatos e questiona cenário eleitoral

O ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, comentou o atual cenário das pesquisas de intenção de voto à Presidência da República e atribuiu o empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro a uma “lavagem cerebral coletiva”.
A declaração foi feita nesta sexta-feira durante um discurso na sede da Força Sindical, em São Paulo, em evento que celebrou o Dia do Trabalhador. Na ocasião, Haddad destacou que há um “contraste grande” entre os dois nomes, classificando o cenário apontado pelas pesquisas como “inadmissível”.
Segundo o ex-ministro, os números refletem um momento de forte polarização política no país, além da influência de narrativas que impactam a percepção do eleitorado. A fala ocorre em meio à intensificação das articulações políticas para as eleições, com diferentes lideranças buscando consolidar suas bases e ampliar apoio.
O evento reuniu representantes sindicais, lideranças políticas e trabalhadores, marcando uma data simbólica para debates sobre economia, emprego e cenário político nacional. Nesse contexto, Haddad também reforçou a importância de discussões sobre políticas públicas e desenvolvimento social, temas recorrentes em agendas ligadas ao Dia do Trabalhador.
As declarações repercutiram no meio político e nas redes sociais, reacendendo debates sobre o cenário eleitoral e o papel das pesquisas de intenção de voto na formação da opinião pública.
Política
Ex-diretora de presídio aponta negociação em fuga de detentos na Bahia
Em entrevista, Joneuma Neres cita envolvimento de ex-deputado e líder de facção em caso ocorrido em 2024

A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, trouxe novas declarações sobre a fuga de 16 detentos registrada em dezembro de 2024, durante entrevista exibida nesta quinta-feira (30). Segundo ela, o episódio teria sido resultado de uma negociação envolvendo um ex-deputado federal e um líder de facção criminosa, o que amplia a gravidade do caso.
De acordo com a ex-gestora, o ex-parlamentar Uldurico Júnior teria atuado em um suposto acordo com Ednaldo Pereira Souza, conhecido como “Dadá”, apontado como liderança de grupo criminoso. A declaração lança novas dúvidas sobre as circunstâncias da fuga, considerada uma das mais impactantes já registradas na unidade prisional.
Durante a entrevista, Joneuma também fez questão de negar qualquer envolvimento pessoal com o líder da facção. Ela afirmou que não possui relação com Dadá, esclarecendo ainda que sua filha é fruto de um relacionamento com o ex-deputado mencionado.
O caso segue repercutindo e levanta questionamentos sobre a segurança no sistema prisional da Bahia, além de possíveis conexões entre agentes públicos e organizações criminosas. As autoridades devem aprofundar as investigações para verificar a veracidade das declarações e identificar responsabilidades.
A fuga em massa ocorrida no Conjunto Penal de Eunápolis já vinha sendo investigada, mas as novas informações podem trazer desdobramentos relevantes, tanto na esfera criminal quanto política.
Política
Jorge Messias anuncia saída da AGU após derrota no Senado
Indicação ao STF é rejeitada e ministro comunica decisão ao presidente Lula após votação histórica

A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) provocou um desdobramento imediato no cenário político nacional. Após a votação no Senado, o então advogado-geral da União comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que deixará o comando da Advocacia-Geral da União (AGU).
A conversa entre Messias e o chefe do Executivo ocorreu no Palácio da Alvorada, poucas horas depois da derrota considerada histórica para o governo no plenário do Senado. A indicação foi rejeitada por 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis, evidenciando um cenário de resistência política à nomeação.
A votação representa um episódio raro na política brasileira, já que indicações ao STF tradicionalmente são aprovadas com relativa margem de segurança. O resultado expôs dificuldades de articulação do governo junto ao Congresso Nacional e gerou repercussão entre aliados e opositores.
Nos bastidores, a saída de Messias da AGU é vista como uma consequência direta da derrota, marcando uma mudança importante na equipe jurídica do governo federal. A Advocacia-Geral da União desempenha papel estratégico na defesa dos interesses do Executivo e na condução de temas relevantes no Judiciário.
A decisão também abre espaço para novas movimentações políticas, tanto na definição de um substituto para a AGU quanto em futuras indicações ao Supremo Tribunal Federal. O episódio reforça a complexidade das relações entre os poderes e destaca a importância da articulação política em processos de nomeação para cargos de alta relevância institucional.
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