Política
Partidos ampliam gastos e fecham contas no vermelho
Mesmo com expectativa de quase R$ 5 bilhões para campanhas eleitorais, maioria das siglas registrou despesas superiores às receitas nos últimos anos.

Às vésperas de receberem quase R$ 5 bilhões destinados ao financiamento das campanhas eleitorais, partidos políticos brasileiros enfrentam um cenário financeiro preocupante. Levantamento realizado a partir dos balanços contábeis das legendas aponta que a maioria das siglas terminou o último ciclo eleitoral com mais gastos do que arrecadação.
Os dados revelam que, em 2024, 19 dos 29 partidos que participaram das eleições municipais fecharam o ano com saldo negativo entre despesas e receitas. O cenário acende um alerta sobre a sustentabilidade financeira das legendas em meio ao aumento dos custos das disputas eleitorais em todo o país.
Especialistas apontam que o crescimento das despesas está ligado ao fortalecimento das campanhas digitais, estrutura partidária, deslocamentos, publicidade e manutenção de bases políticas regionais. Mesmo com o fundo eleitoral bilionário previsto para os próximos pleitos, muitos partidos continuam enfrentando dificuldades para equilibrar as contas internas.
Nos bastidores políticos, dirigentes avaliam que o desequilíbrio financeiro pode impactar diretamente as estratégias eleitorais futuras, especialmente para partidos menores, que dependem fortemente do fundo partidário e do fundo eleitoral para manter atividades e candidaturas competitivas.
O cenário também reacende debates sobre a gestão dos recursos públicos destinados às campanhas e o modelo de financiamento eleitoral adotado no Brasil. Enquanto algumas legendas apostam em ampliar arrecadações privadas permitidas pela legislação, outras buscam reorganizar despesas para evitar novos déficits.
A expectativa para os próximos meses é de intensificação das articulações partidárias, com foco na distribuição de recursos e fortalecimento de alianças políticas visando as eleições futuras. O volume bilionário previsto para as campanhas reforça o peso estratégico das disputas eleitorais no país.
Política
Ex-jogadores lideram patrimônios declarados
Marcelinho Carioca, Luís Fabiano e Edmundo aparecem entre os candidatos ligados ao futebol com maiores bens declarados à Justiça Eleitoral

Os ex-jogadores Marcelinho Carioca, Luís Fabiano e Edmundo estão entre os candidatos ligados ao futebol que apresentaram os maiores patrimônios declarados à Justiça Eleitoral.
Os três nomes decidiram ingressar na disputa política por diferentes partidos. Marcelinho Carioca concorre pelo Republicanos, Luís Fabiano pelo MDB e Edmundo pelo PSDB, ampliando a presença de ex-atletas no cenário eleitoral.
Ao todo, oito candidatos com trajetória ligada ao futebol aparecem na relação de nomes que deixaram os gramados para disputar cargos eletivos. As declarações de patrimônio fazem parte das informações apresentadas à Justiça Eleitoral durante o processo de registro das candidaturas.
A divulgação dos bens declarados permite ao eleitor conhecer a situação patrimonial informada pelos candidatos no momento do registro. Os valores incluem imóveis, veículos, investimentos, participações societárias e outros bens, conforme declarado individualmente por cada concorrente.
A entrada de ex-jogadores na política não é novidade no Brasil. A popularidade conquistada durante a carreira esportiva frequentemente contribui para a construção de uma trajetória pública após a aposentadoria dos gramados.
Neste ciclo eleitoral, Marcelinho Carioca, Luís Fabiano e Edmundo estão entre os principais nomes do futebol que decidiram disputar uma vaga no cenário político, levando a experiência construída no esporte para uma nova área de atuação.
As declarações patrimoniais podem ser consultadas pelos eleitores nos sistemas oficiais da Justiça Eleitoral, juntamente com outras informações relacionadas às candidaturas.
Política
Romário deixa PL e apoia Eduardo Paes
Senador encerra ciclo de cinco anos no partido e declara apoio à candidatura de Eduardo Paes ao Governo do Rio

O senador Romário decidiu deixar o Partido Liberal (PL) após cinco anos de filiação e já definiu seu posicionamento para a disputa pelo Governo do Rio de Janeiro. O ex-jogador formalizou o pedido de desfiliação e declarou apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao Palácio Guanabara.
A decisão representa uma mudança no cenário político do Rio de Janeiro para as próximas eleições e coloca Romário ao lado do atual prefeito da capital fluminense na disputa pelo comando do estado.
Apesar da saída do PL, Romário afirmou que permanecerá sem partido por enquanto. O senador também negou que esteja negociando uma nova filiação partidária neste momento.
Segundo Romário, a decisão foi construída ao longo dos últimos meses e representa o encerramento de um ciclo político. O parlamentar destacou ainda que sua saída não significa um rompimento pessoal com integrantes do PL.
O movimento ocorre em um momento de articulação das forças políticas do Rio de Janeiro para a próxima eleição estadual. O apoio de Romário a Eduardo Paes pode ampliar a composição política em torno da candidatura do prefeito e influenciar novas alianças durante a campanha.
A trajetória política de Romário inclui passagens pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, além de mandatos no Executivo municipal. Agora, ao deixar o PL, o senador inicia uma nova etapa de sua carreira política e passa a apoiar diretamente o projeto eleitoral de Eduardo Paes para o Governo do Rio de Janeiro.
Política
Lula pede força-tarefa do PT na Bahia
Presidente orienta principais lideranças petistas baianas a ampliarem presença nas ruas durante início da campanha eleitoral

Os planos do núcleo petista na Bahia para o início da campanha eleitoral passaram por mudanças após uma orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia definida pelo líder petista é ampliar a mobilização no estado e contar com a participação direta das principais lideranças do partido para fortalecer sua campanha.
Inicialmente, o governador Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa tinham planos de viajar para São Paulo para acompanhar o primeiro ato de campanha de Lula pela reeleição. No entanto, a orientação presidencial alterou a programação do grupo.
A determinação é que os principais nomes do PT baiano permaneçam na Bahia e reforcem a campanha de Lula em diferentes regiões do estado. A estratégia busca aproveitar a força política das lideranças locais para ampliar a presença do presidente junto ao eleitorado baiano.
Em Salvador, a agenda começa nas primeiras horas deste domingo (16). Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa devem ir às ruas para participar das primeiras ações de mobilização, dando início à nova estratégia eleitoral do grupo.
A movimentação marca uma mudança na organização da campanha petista na Bahia e reforça o papel estratégico do estado na disputa presidencial. A expectativa é que as lideranças ampliem, ao longo dos próximos dias, a agenda de atividades políticas e encontros com apoiadores.
Com a orientação de Lula, o PT baiano passa a concentrar esforços na mobilização regional e na defesa da candidatura presidencial, utilizando a presença de suas principais lideranças para fortalecer a campanha no estado.
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