Política
Oposição acelera pautas conservadoras antes das eleições de 2026
Projetos sobre aborto, armas de fogo e redução da maioridade penal ganham espaço no Congresso e devem intensificar o debate político nos próximos meses.

Com a aproximação das eleições de 2026, parlamentares da oposição buscam acelerar a tramitação de propostas consideradas prioritárias para setores conservadores do eleitorado. Nas últimas semanas, temas como restrições ao aborto, flexibilização das regras para posse e porte de armas de fogo e a redução da maioridade penal voltaram ao centro das discussões no Congresso Nacional.
Entre as pautas que avançam na Câmara dos Deputados está uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 14 anos. A expectativa é que o texto seja analisado em breve pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa considerada fundamental para a continuidade da tramitação da proposta.
O debate sobre a responsabilização criminal de adolescentes é um dos assuntos mais recorrentes na agenda política nacional e costuma ganhar força em períodos eleitorais. Defensores da medida argumentam que a mudança pode contribuir para o combate à criminalidade juvenil, enquanto críticos apontam possíveis impactos sociais e jurídicos decorrentes da alteração constitucional.
Além da discussão sobre a maioridade penal, parlamentares também têm impulsionado projetos relacionados ao endurecimento das regras sobre o aborto e à flexibilização das exigências para aquisição e porte de armas de fogo. As iniciativas refletem demandas históricas de grupos conservadores e prometem mobilizar diferentes segmentos da sociedade.
O tema da redução da maioridade penal também vem sendo incorporado ao discurso de lideranças políticas ligadas à direita. O senador Flávio Bolsonaro tem defendido publicamente a proposta e associado o assunto às discussões que antecedem o pleito presidencial de 2026, ampliando a visibilidade do debate no cenário político nacional.
Analistas observam que o avanço dessas pautas pode influenciar a formação das estratégias eleitorais dos partidos e candidatos nos próximos meses. Questões ligadas à segurança pública, justiça criminal, direitos individuais e políticas sociais tendem a ocupar espaço relevante na disputa por apoio popular.
À medida que o calendário eleitoral se aproxima, a expectativa é de que temas considerados sensíveis e de grande apelo junto ao eleitorado continuem dominando a agenda legislativa, fortalecendo o embate político entre diferentes correntes ideológicas representadas no Congresso Nacional.
Política
Lula conversa com ministros do STF sobre crise na Corte
Presidente discutiu com integrantes do Supremo os desdobramentos envolvendo Alexandre de Moraes e o caso Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou na noite de terça-feira (1º) com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os desdobramentos da crise que envolve a Corte. A conversa ocorreu após a divulgação de informações sobre contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo as informações divulgadas sobre o encontro, Lula conversou com ministros próximos a Moraes e recebeu relatos relacionados à atuação do ministro André Mendonça, responsável pela relatoria do chamado Caso Master no STF.
Durante a conversa, aliados de Moraes teriam apontado que determinadas movimentações de Mendonça estariam alinhadas a interesses de adversários políticos do presidente. O ministro foi indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
A crise envolvendo o STF ganhou novos contornos com a repercussão das conversas atribuídas a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O episódio passou a provocar debates políticos e institucionais sobre a relação entre integrantes da Corte, autoridades públicas e envolvidos no caso.
O cenário também ocorre em meio à movimentação política para as eleições de 2026, com Lula sendo apontado como candidato à reeleição e Flávio Bolsonaro (PL) entre os nomes da oposição.
A conversa entre o presidente e ministros do Supremo ocorre, portanto, em um momento de forte atenção política sobre a atuação da Corte e os desdobramentos do Caso Master. Os episódios ainda devem gerar novas discussões e manifestações no cenário político nacional.
Política
PEC do fim da escala 6×1 avança no Senado
CCJ concede uma hora de vista à oposição, e votação da proposta que reduz a jornada de trabalho está prevista para começar nesta quarta-feira (2)

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), concedeu uma hora de vista após um pedido apresentado pela oposição.
Com o cumprimento do prazo, a votação da proposta deverá ser iniciada nesta quarta-feira (2). O relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável à admissibilidade da PEC, que propõe mudanças na jornada de trabalho.
A análise da proposta foi marcada por um embate entre integrantes da comissão. Durante a sessão, Omar Aziz e Otto Alencar discutiram com o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), em meio às divergências sobre o andamento da matéria.
Marinho defendeu o adiamento da discussão e pediu que uma PEC alternativa de sua autoria tivesse preferência na análise. A proposta apresentada pelo senador está baseada na remuneração de acordo com as horas trabalhadas.
Otto Alencar rejeitou o pedido de preferência. Já Omar Aziz criticou a proposta alternativa e questionou a estratégia da oposição de ampliar o tempo de discussão da matéria.
A PEC do fim da escala 6×1 é uma das propostas em destaque no debate sobre jornada de trabalho, direitos trabalhistas e redução da carga horária. Caso avance no Senado, a matéria ainda precisará cumprir as demais etapas de tramitação previstas para uma Proposta de Emenda à Constituição.
A discussão ocorre em meio à pressão de setores que defendem mudanças no modelo tradicional de seis dias de trabalho para um dia de descanso, enquanto parlamentares apresentam diferentes alternativas para tratar da jornada e da remuneração dos trabalhadores.
Política
Lula prepara anúncio sobre fila do INSS
Presidente deve participar de evento no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (3) para apresentar resultado da redução do estoque de pedidos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja realizar, nesta quinta-feira (3), um evento no Palácio do Planalto para anunciar o fim da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A iniciativa ocorre em meio ao cenário de tensão envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).
A cerimônia foi planejada cerca de uma semana após Lula afirmar que apresentaria os resultados obtidos pelo governo na redução do número de pessoas que aguardavam atendimento e análise de pedidos na Previdência Social.
Durante uma sabatina na TV Globo, realizada na quinta-feira (27), o presidente afirmou que promoveria, nesta semana, um evento em Brasília para apresentar o resultado da redução da fila do INSS.
Segundo Lula, o governo federal encontrou aproximadamente 3 milhões de pessoas aguardando atendimento na Previdência no início do atual mandato. De acordo com o presidente, o estoque de solicitações foi reduzido ao longo da gestão.
O anúncio previsto para o Palácio do Planalto deverá apresentar os números atualizados e detalhar os resultados das medidas adotadas pelo governo para acelerar a análise dos pedidos e diminuir o tempo de espera dos segurados.
A redução da fila do INSS é uma das promessas apresentadas pelo governo federal desde o início do terceiro mandato de Lula e envolve uma das principais demandas de brasileiros que dependem de benefícios previdenciários e assistenciais.
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