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Política

Deputado propõe homenagem a PM na Barra

Projeto sugere que Largo da Barra passe a se chamar Largo Soldado Wesley Soares Góes em reconhecimento à trajetória do policial militar

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Uma indicação apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) propõe a alteração do nome de um dos pontos mais conhecidos de Salvador. O deputado estadual Diego Castro (PL) encaminhou ao prefeito Bruno Reis um pedido para que o tradicional Largo da Barra seja renomeado como Largo Soldado Wesley Soares Góes, em homenagem ao policial militar que morreu em março de 2021.

A proposta foi formalizada por meio da Mesa Diretora da ALBA e busca reconhecer a trajetória de Wesley Soares Góes, integrante da Polícia Militar da Bahia. No documento, o parlamentar destaca a atuação do policial e sua contribuição para a segurança pública do estado durante os anos em que esteve na corporação.

Segundo a justificativa apresentada, Wesley era natural de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e ingressou na Polícia Militar da Bahia em 2008. Na época de sua morte, ele estava lotado na 72ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), sediada no município de Itacaré, no sul baiano.

A iniciativa abre espaço para debates sobre a valorização de profissionais da segurança pública e a utilização de espaços urbanos como forma de preservar a memória de personalidades que marcaram a história recente do estado. Caso avance, a proposta dependerá das etapas administrativas e legais necessárias para eventual mudança da nomenclatura do local.

O Largo da Barra é um dos cartões-postais mais conhecidos de Salvador, recebendo diariamente moradores e turistas. Por isso, qualquer alteração em sua denominação costuma gerar ampla repercussão e mobilizar diferentes setores da sociedade.

A sugestão apresentada pelo deputado reforça a discussão sobre homenagens públicas e o reconhecimento de agentes que desempenharam funções relevantes para a segurança e a vida social da Bahia. O tema deverá seguir em análise pelos órgãos competentes antes de qualquer decisão definitiva.

Redação Saiba+

Política

Jerônimo rebate críticas e reafirma investimentos em Feira de Santana

Governador garante continuidade das obras e afirma que a presença do Estado no município será mantida, independentemente da parceria com a gestão municipal.

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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) respondeu às críticas feitas pelo prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), sobre supostas obras não realizadas no município. Durante entrevista concedida à Rádio Andaiá FM, nesta sexta-feira (24), o chefe do Executivo estadual destacou que o governo segue investindo na cidade e enumerou ações executadas na região.

Ao comentar o cenário político local, Jerônimo afirmou que a ausência de uma parceria institucional com a Prefeitura não impedirá a continuidade dos investimentos estaduais em Feira de Santana. Segundo o governador, o compromisso da gestão é manter a presença do Estado e ampliar as ações voltadas ao desenvolvimento do município.

“Nada mudará no meu carinho, nos meus investimentos e no meu trabalho em Feira de Santana por não ter a parceria do prefeito. Manterei o Estado presente na cidade”, declarou o governador durante a entrevista.

A manifestação ocorre em meio ao debate sobre a execução de obras e investimentos públicos na segunda maior cidade da Bahia. Jerônimo ressaltou que diversas intervenções já foram realizadas pelo Governo do Estado e reforçou que novos projetos continuarão sendo conduzidos para atender às demandas da população feirense.

O governador também enfatizou que as decisões administrativas e os investimentos estaduais têm como prioridade o interesse da população, independentemente de divergências políticas entre os gestores. A declaração reforça a intenção do Executivo baiano de dar continuidade às ações de infraestrutura, mobilidade, saúde e demais áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento regional.

O posicionamento amplia o debate sobre a cooperação entre os governos estadual e municipal e evidencia a importância da articulação institucional para acelerar a execução de obras e serviços públicos em Feira de Santana.

Redação Saiba+

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Política

Lula sinaliza reavaliação de dragagem no Rio Tapajós após reunião com indígenas

Encontro no Palácio do Planalto reforça diálogo entre governo e lideranças indígenas, que contestam projeto de dragagem por possíveis impactos ambientais e sociais.

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Uma reunião realizada no Palácio do Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lideranças indígenas da região do Tapajós abriu caminho para uma possível reavaliação do plano de dragagem emergencial previsto para o Rio Tapajós, no Pará. Após mais de quatro horas de diálogo, representantes indígenas afirmaram ter recebido a sinalização de que o governo federal poderá recuar da proposta.

A discussão ocorre após o projeto ganhar destaque nacional por prever uma intervenção considerada emergencial para minimizar os impactos de uma possível estiagem associada ao fenômeno El Niño. A proposta contempla a retirada de sedimentos em diferentes trechos do rio para garantir a navegabilidade durante períodos de baixa no nível das águas.

No entanto, as lideranças indígenas questionam a justificativa de emergência e sustentam que a iniciativa atenderia, principalmente, aos interesses do setor do agronegócio, que utiliza o Tapajós como corredor logístico para o transporte de grãos, como soja e milho.

Durante o encontro, representantes indígenas apresentaram estudos técnicos elaborados por pesquisadores do GT Infra, indicando que a dimensão da obra ultrapassaria uma simples manutenção da hidrovia. Segundo os dados apresentados, o projeto prevê a retirada de aproximadamente 1,05 milhão de metros cúbicos de sedimentos, enquanto a sedimentação natural anual estimada para os sete trechos contemplados seria de cerca de 47 mil metros cúbicos.

Outro ponto destacado pelas lideranças é que quatro das áreas incluídas no projeto nunca passaram por processos de dragagem, o que, segundo a análise técnica, poderia caracterizar não apenas a manutenção do canal, mas também seu aprofundamento e alargamento, ampliando os impactos ambientais na região.

O debate evidencia a complexidade da questão, que envolve preservação ambiental, direitos dos povos indígenas, infraestrutura logística e desenvolvimento econômico. A expectativa é de que o governo federal avalie os argumentos apresentados antes de definir os próximos passos sobre a execução do projeto no Rio Tapajós.

Redação Saiba+

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Política

Disputa pelo orçamento volta ao centro do debate no STF

Quatro anos após o início dos embates sobre o orçamento secreto, Supremo Tribunal Federal retoma discussão sobre os limites entre os poderes Executivo e Legislativo.

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A discussão sobre quem controla a execução do orçamento público brasileiro volta a ganhar destaque no cenário político e jurídico nacional. Quatro anos após os primeiros confrontos envolvendo o chamado orçamento secreto, o Supremo Tribunal Federal (STF) retorna ao centro do debate, atuando novamente como árbitro na disputa entre os poderes Executivo e Legislativo.

O tema envolve o equilíbrio institucional na definição e fiscalização dos recursos públicos, especialmente no que diz respeito às emendas parlamentares. Ao longo dos últimos anos, o STF passou a desempenhar um papel decisivo na mediação desse conflito, estabelecendo parâmetros voltados à legalidade, à transparência e ao controle dos gastos públicos.

O embate começou durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando a então ministra Rosa Weber concedeu uma liminar que suspendeu a execução do chamado orçamento secreto, mecanismo que vinha sendo alvo de críticas por permitir a destinação de recursos sem ampla publicidade sobre seus autores e beneficiários.

Na ocasião, a principal preocupação levantada era a falta de transparência na distribuição das emendas parlamentares, dificultando a identificação dos responsáveis pela indicação dos recursos e comprometendo a fiscalização da aplicação do dinheiro público. A ausência de informações detalhadas também limitava o acompanhamento por órgãos de controle e pela sociedade.

Com o avanço das discussões, o Supremo passou a exigir maior rastreabilidade, publicidade e mecanismos de controle sobre as emendas parlamentares, reforçando princípios constitucionais relacionados à transparência e à responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

Agora, o tema retorna à pauta do STF em um novo momento político, reacendendo o debate sobre os limites da atuação dos Poderes da República na definição do orçamento federal. A expectativa é que as próximas decisões da Corte tenham impacto direto na relação entre Executivo e Legislativo e na forma como os recursos públicos serão distribuídos e fiscalizados nos próximos anos.

Redação Saiba+

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