Política
Jaques Wagner defende capital em Salvador no 2 de Julho
Senador afirma que proposta reconhece o papel decisivo da Bahia na consolidação da Independência do Brasil

O senador Jaques Wagner (PT-BA) defendeu, em discurso no plenário do Senado Federal, o projeto de lei que transfere simbolicamente a sede da capital federal para Salvador no dia 2 de julho de cada ano. Relator da proposta, o parlamentar afirmou que a medida representa um reconhecimento histórico à contribuição da Bahia para a consolidação da Independência do Brasil.
Durante sua manifestação, Jaques Wagner destacou que o 2 de Julho é uma das datas mais importantes da história nacional, embora, segundo ele, ainda não receba o devido reconhecimento em todo o país. O senador ressaltou que a celebração vai além do calendário baiano e simboliza a efetiva consolidação da soberania brasileira.
“O 2 de julho para nós, baianos, é uma data importante, mas também deveria ser para todos os brasileiros”, afirmou o líder do governo no Senado ao defender a aprovação do projeto.
O parlamentar relembrou que, embora Dom Pedro I tenha proclamado a Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822, tropas portuguesas permaneceram concentradas no Recôncavo Baiano até 1823, com o objetivo de manter o controle sobre o território brasileiro.
Segundo Wagner, a resistência das forças baianas foi decisiva para expulsar os militares portugueses, consolidando definitivamente a independência do país. Para o senador, o reconhecimento institucional da data reforça a importância histórica da Bahia na formação da nação brasileira.
A proposta prevê que, anualmente, no dia 2 de julho, Salvador seja considerada simbolicamente a capital do Brasil, em homenagem aos acontecimentos que culminaram na expulsão definitiva das tropas portuguesas do território baiano.
Caso seja aprovada em todas as etapas legislativas, a iniciativa passará a integrar o calendário cívico nacional, reforçando o reconhecimento da participação baiana na consolidação da Independência do Brasil e valorizando um dos capítulos mais marcantes da história do país.
Política
Eduardo Bolsonaro reage à condenação
Ex-deputado afirma que decisão do STF é nula e diz que processo não respeitou o devido processo legal

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) se manifestou nesta terça-feira após ser condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em processo relacionado à articulação de sanções junto ao governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras. Em nota publicada nas redes sociais, o parlamentar contestou a decisão e afirmou que o julgamento ocorreu sem observância ao devido processo legal.
Na publicação, Eduardo Bolsonaro declarou que a sentença é “nula” e sustentou que o procedimento adotado pela Corte teria desrespeitado garantias constitucionais. O ex-deputado também reafirmou sua discordância em relação à condução do processo e à conclusão adotada pelos ministros.
A condenação foi proferida pela Primeira Turma do STF, que analisou as acusações relacionadas à suposta articulação de medidas internacionais contra integrantes de instituições brasileiras. Segundo o entendimento da maioria do colegiado, houve elementos suficientes para a condenação no caso.
Após a decisão, Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais para apresentar sua versão dos fatos e defender a nulidade do julgamento. Na nota, ele argumenta que o processo não respeitou o devido processo legal e afirma que continuará adotando as medidas jurídicas cabíveis para contestar a decisão.
O caso amplia a repercussão política e jurídica envolvendo o ex-parlamentar, que tem acompanhado os desdobramentos das investigações e dos processos em curso no Supremo Tribunal Federal. A decisão da Primeira Turma ainda integra os procedimentos previstos na legislação e poderá seguir os trâmites processuais cabíveis, conforme o ordenamento jurídico.
A manifestação pública de Eduardo Bolsonaro ocorre em meio à repercussão nacional do julgamento, reforçando o posicionamento da defesa em relação à legalidade do processo e à validade da decisão proferida pela Suprema Corte.
Política
Vídeo revela fuga em operação da PF
Imagens vieram a público após retirada do sigilo no STF e mostram suspeito escapando minutos antes da chegada dos agentes em Trancoso

As imagens da fuga de um dos investigados na Operação Compliance Zero se tornaram públicas nesta terça-feira (16), após a retirada do segredo de Justiça que envolvia o processo em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, relator do caso, durante o julgamento que analisou a manutenção das prisões preventivas de alguns investigados.
Entre os alvos da operação está Henrique Vorcaro, pai do banqueiro do extinto Banco Master, além de outros investigados apontados pela Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema que inclui suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
As imagens reveladas mostram a fuga de Felipe Cançado Vorcaro, apontado pelos investigadores como suposto operador financeiro do esquema investigado. Segundo a apuração da Polícia Federal, ele conseguiu deixar o imóvel utilizando um carrinho de golfe apenas 18 minutos antes da chegada das equipes responsáveis pelo cumprimento do mandado de prisão preventiva.
A fuga ocorreu no distrito de Trancoso, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. De acordo com os autos da investigação, as viaturas da Polícia Federal chegaram à mansão pouco depois da saída do investigado, que não foi localizado durante a operação.
A retirada do sigilo processual permitiu que imagens e documentos relacionados à investigação fossem divulgados, ampliando a repercussão do caso. O julgamento realizado no STF analisou medidas cautelares impostas aos investigados e a continuidade das prisões preventivas determinadas no âmbito da Operação Compliance Zero.
As investigações seguem em andamento e caberá à Justiça avaliar as provas reunidas pela Polícia Federal, bem como as manifestações das defesas dos investigados. Até o momento, não há decisão definitiva sobre as acusações, que permanecem sob análise judicial dentro do devido processo legal.
A Operação Compliance Zero continua entre as principais investigações conduzidas pela Polícia Federal, reunindo elementos que buscam esclarecer a atuação de um suposto esquema criminoso e a participação de cada um dos envolvidos.
Política
Moraes cobra explicações sobre arma
Ministro do STF determina prazo de 24 horas para defesa de Jair Bolsonaro esclarecer apreensão durante abordagem da PM no Distrito Federal

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente, no prazo de 24 horas, esclarecimentos sobre a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-chefe do Executivo. O armamento foi localizado durante uma abordagem realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
A ocorrência foi registrada na noite da última segunda-feira (15), durante uma blitz na região de Taguatinga, no Distrito Federal. Na ação, os policiais abordaram um veículo ocupado por um militar que se identificou como sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
O homem foi identificado como Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe responsável pela segurança de Jair Bolsonaro. Durante a fiscalização, os agentes encontraram uma arma registrada em nome do ex-presidente, fato que levou o caso ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal.
Diante das informações encaminhadas às autoridades, Alexandre de Moraes determinou que os advogados de Bolsonaro expliquem as circunstâncias envolvendo a posse e o transporte da arma, além dos detalhes relacionados ao episódio ocorrido durante a abordagem policial.
A decisão integra os procedimentos conduzidos pelo STF e busca esclarecer se houve qualquer irregularidade relacionada ao armamento. Até o momento, a determinação representa uma solicitação de informações à defesa e não configura julgamento sobre eventual responsabilidade dos envolvidos.
O caso segue em apuração pelas autoridades competentes, enquanto a defesa do ex-presidente deverá apresentar os esclarecimentos solicitados dentro do prazo estabelecido pelo ministro. As informações prestadas poderão subsidiar a continuidade da análise do episódio no âmbito do Supremo Tribunal Federal.
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