Mundo
Ucrânia intensifica ataques e fecha aeroportos de Moscou
Ofensiva aérea atinge refinaria de petróleo nos arredores da capital russa e amplia tensão no conflito entre Kiev e Moscou.

A guerra no Leste Europeu ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira com uma das maiores ofensivas aéreas realizadas pela Ucrânia contra o território russo desde o início do conflito. A operação teve como alvo uma refinaria de petróleo localizada nos arredores de Moscou e provocou o fechamento temporário de todos os aeroportos da capital da Rússia, em meio ao aumento das tensões militares.
A ação das Forças Armadas da Ucrânia representa uma escalada significativa na estratégia de Kiev, que busca demonstrar sua capacidade de atingir alvos estratégicos em território russo. O ataque evidencia que as defesas aéreas da Rússia continuam sendo desafiadas, mesmo após mais de três anos de confrontos.
Além do impacto sobre a infraestrutura energética, a ofensiva também afetou o sistema de transporte aéreo da capital russa. Como medida de segurança, as autoridades determinaram a suspensão das operações em todos os aeroportos de Moscou, reduzindo o risco de novos incidentes durante o ataque.
O avanço militar ocorre em um momento decisivo para a Ucrânia, que procura reforçar perante seus aliados ocidentais sua capacidade operacional e justificar a continuidade do apoio militar e financeiro recebido. A ofensiva também busca mostrar que o equilíbrio da guerra não está totalmente favorável à Rússia, apesar da pressão exercida pelas forças de Moscou em diferentes frentes de combate.
Especialistas avaliam que operações desse porte têm potencial para ampliar a pressão política e militar sobre o governo russo, além de influenciar os próximos desdobramentos do conflito. O ataque à refinaria reforça a estratégia ucraniana de atingir estruturas consideradas essenciais para o abastecimento e a logística do país adversário.
Com a guerra entrando em uma nova fase de confrontos de longo alcance, cresce a preocupação da comunidade internacional com o risco de novas escaladas militares e de impactos ainda maiores sobre a segurança e a estabilidade na Europa.
Mundo
Israel manifesta ressalvas a plano de cessar-fogo em Gaza
Governo israelense afirma que proposta divulgada não representa sua posição oficial enquanto confrontos continuam na Faixa de Gaza

O governo de Israel manifestou preocupações de segurança em relação ao plano de cessar-fogo e desarmamento do Hamas, apresentado após negociações que também preveem a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza. As observações foram encaminhadas à Casa Branca, indicando divergências sobre os termos da proposta.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o Gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a versão do acordo tornada pública “não reflete as posições de Israel”, destacando que o governo israelense mantém ressalvas sobre aspectos considerados fundamentais para a segurança nacional.
O plano, promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca estabelecer um caminho para a redução das hostilidades no conflito, incluindo medidas relacionadas ao desarmamento do Hamas e à reorganização da presença militar israelense na região.
Enquanto as negociações seguem em andamento, os confrontos na Faixa de Gaza continuam. De acordo com as informações divulgadas, ataques realizados por Israel nas últimas 24 horas resultaram na morte de 19 pessoas e deixaram outras 35 feridas, evidenciando que a situação humanitária e de segurança permanece crítica.
As divergências entre as partes demonstram a complexidade das negociações, que envolvem questões militares, diplomáticas e humanitárias. O posicionamento oficial de Israel reforça que eventuais avanços dependerão da construção de um consenso capaz de atender às preocupações de segurança apresentadas pelo governo.
A comunidade internacional acompanha o desenrolar das tratativas, enquanto os esforços diplomáticos seguem voltados à busca por uma solução que contribua para a redução da violência e para a estabilidade na região.
Mundo
Colisão entre helicópteros marca combate a incêndios na Grécia
Acidente ocorreu durante operação aérea próxima a Atenas; equipes de resgate foram mobilizadas para localizar militares após queda de uma das aeronaves

Um grave acidente marcou as operações de combate aos incêndios florestais na Grécia neste domingo (2). Dois helicópteros militares colidiram durante uma missão de combate às chamas, provocando a queda de uma das aeronaves na região de Psatha, localizada a aproximadamente 40 quilômetros a noroeste de Atenas.
O incidente ocorreu em uma área fortemente atingida pelos incêndios florestais, que já destruíram mais de 100 hectares de vegetação, intensificando os desafios enfrentados pelas equipes de emergência no país.
Segundo informações das autoridades locais, quatro militares estavam a bordo das duas aeronaves envolvidas na colisão. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o estado de saúde ou o paradeiro dos ocupantes do helicóptero que caiu, o que mantém as buscas em andamento.
Logo após o acidente, equipes especializadas de busca e resgate foram mobilizadas para localizar os militares e prestar atendimento na área da queda. As operações seguem em uma região de difícil acesso, afetada tanto pelas chamas quanto pelas condições impostas pelo incêndio florestal.
As circunstâncias da colisão ainda serão apuradas pelas autoridades responsáveis. A investigação deverá esclarecer os fatores que contribuíram para o acidente durante uma das operações aéreas de combate aos incêndios que atingem diferentes regiões da Grécia.
O episódio evidencia os riscos enfrentados diariamente pelas equipes militares e de emergência, que atuam no controle das queimadas e na proteção das áreas ameaçadas pelo avanço do fogo.
Mundo
Defesa Civil recupera 112 corpos em Gaza
Operação de buscas em bairro da Cidade de Gaza localiza vítimas sob escombros; dezenas de desaparecidos ainda são procurados

A Defesa Civil de Gaza informou que recuperou, nas últimas 136 horas, os restos mortais de 112 pessoas soterradas sob os escombros de imóveis destruídos no bairro al-Sabra, localizado na Cidade de Gaza. A operação de resgate continua na região, onde equipes ainda trabalham na tentativa de localizar desaparecidos.
Segundo o balanço divulgado pelas autoridades locais, entre as vítimas identificadas estão 40 crianças, 38 mulheres e sete pessoas com deficiência (PCDs). Além disso, 157 pessoas seguem desaparecidas, aumentando a preocupação com o impacto humanitário provocado pela destruição na área.
As buscas foram concentradas nos escombros de residências pertencentes às famílias Abu Sharia e al-Hasayna, onde equipes de resgate atuaram de forma ininterrupta para localizar sobreviventes e recuperar corpos. A operação exigiu o uso de equipamentos especializados devido ao grande volume de destroços.
Os trabalhos de resgate ocorrem em meio ao cenário de devastação enfrentado pela Faixa de Gaza, onde diversas regiões apresentam danos severos à infraestrutura, dificultando o acesso das equipes de emergência e ampliando os desafios para a assistência à população afetada.
As informações também foram repercutidas por Ramy Abdu, presidente da organização não governamental Monitor Euro-Mediterrâneo de Direitos Humanos, que acompanha a situação humanitária no território palestino e tem divulgado atualizações sobre as operações de busca e resgate.
O elevado número de vítimas e desaparecidos reforça a gravidade da crise humanitária na Faixa de Gaza, enquanto equipes de emergência seguem mobilizadas na tentativa de localizar sobreviventes e prestar assistência às famílias atingidas pela destruição.
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