Política
Defesa de Jaques Wagner nega tentativa de venda de terreno após operação
Advogados afirmam que negociação com empresa ligada ao Grupo City começou em 2024, antes da investigação da Polícia Federal

A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou, neste sábado (18), que as negociações envolvendo a venda de um terreno localizado em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, tiveram início em 2024, antes da operação deflagrada pela Polícia Federal que apura supostas irregularidades relacionadas à atuação do parlamentar no chamado Caso Master.
Em manifestação pública, os advogados do senador também contestaram informações de que o imóvel teria sido colocado à venda após a operação policial. Segundo a defesa, a negociação já estava em andamento e seguiu os trâmites iniciados anteriormente, não havendo relação entre a transação imobiliária e a investigação em curso.
O terreno foi negociado com uma empresa que tem entre seus sócios o Grupo City, controlador da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Esporte Clube Bahia, em parceria com empresas do setor imobiliário. A área está prevista para integrar um empreendimento imobiliário que deverá ser construído ao lado do futuro centro de treinamento do clube.
De acordo com a defesa, toda a documentação relacionada à negociação comprova que o processo comercial foi iniciado antes da operação da Polícia Federal, argumento utilizado para afastar qualquer interpretação de que a venda teria sido motivada pelas medidas adotadas durante a investigação.
O caso segue repercutindo no cenário político e empresarial da Bahia, especialmente pela participação de uma empresa ligada ao Grupo City no projeto imobiliário. As investigações conduzidas pela Polícia Federal permanecem em andamento, e, até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre os fatos apurados.
Enquanto a apuração prossegue, a defesa de Jaques Wagner reafirma que a negociação ocorreu dentro da legalidade e sustenta que os documentos apresentados demonstram que o processo de venda foi iniciado antes da deflagração da operação policial.
Política
PT prepara ação no TSE contra Flávio Bolsonaro e aliados por declarações sobre urnas eletrônicas
Partido afirma que recorrerá à Justiça Eleitoral após divulgação de conteúdos que, segundo a legenda, associam indevidamente documentos sobre a Venezuela ao sistema eleitoral brasileiro.

O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou que irá protocolar uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A iniciativa tem como base a divulgação de informações que, segundo a legenda, questionam sem provas a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras.
De acordo com o partido, a ação foi motivada por declarações atribuídas a Flávio Bolsonaro durante uma reunião com diplomatas, além de manifestações públicas feitas por integrantes do grupo político nos últimos dias. A representação também deverá incluir outros parlamentares e aliados que compartilharam conteúdos relacionados ao sistema eleitoral brasileiro.
Segundo o PT, a movimentação ganhou força a partir de 17 de julho, quando o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro e parlamentares como Gustavo Gayer e Júlia Zanatta passaram a divulgar, de forma coordenada, uma nota de inteligência da CIA sobre supostas fraudes eleitorais ocorridas na Venezuela entre 2004 e 2020.
Na avaliação da legenda, o documento foi utilizado de maneira inadequada para sugerir vulnerabilidades no sistema eleitoral brasileiro. O PT sustenta que as conclusões do relatório sobre o processo eleitoral venezuelano não se aplicam às urnas eletrônicas utilizadas no Brasil, razão pela qual decidiu recorrer à Justiça Eleitoral.
A representação deverá solicitar que o TSE analise a divulgação das informações e adote as medidas cabíveis, conforme a legislação eleitoral vigente. O partido argumenta que a propagação de conteúdos considerados falsos ou descontextualizados pode comprometer a confiança nas instituições democráticas e no processo eleitoral.
Até o momento, os citados podem apresentar suas manifestações e exercer plenamente o direito ao contraditório e à ampla defesa caso a ação seja formalmente recebida pela Justiça Eleitoral. O caso deverá integrar o conjunto de processos relacionados à disseminação de informações sobre o sistema eleitoral brasileiro, tema que permanece no centro do debate político e jurídico do país.
Política
Levantamento aponta que Jerônimo Rodrigues cumpriu 33 promessas de campanha
Balanço dos três anos e meio de gestão indica compromissos concluídos, parcialmente executados e propostas que ainda não saíram do papel.

Um levantamento sobre a gestão do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), aponta que 33 das 92 promessas apresentadas durante a campanha eleitoral de 2022 foram integralmente cumpridas ao longo dos primeiros três anos e meio de mandato.
De acordo com o balanço, 37 compromissos foram executados parcialmente, enquanto 22 propostas ainda não foram cumpridas, demonstrando diferentes níveis de avanço na implementação do plano de governo apresentado durante o período eleitoral.
Entre as iniciativas concluídas está a implantação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos, criada para fortalecer o combate a delitos praticados no ambiente digital, como fraudes eletrônicas, invasões de dispositivos e crimes virtuais.
Por outro lado, algumas propostas permanecem pendentes. Entre elas está a criação das Zonas Especiais de Indústrias e de Serviços, projeto que tinha como objetivo estimular o desenvolvimento econômico, atrair investimentos e ampliar a geração de empregos em diferentes regiões do estado.
O levantamento evidencia que parte significativa dos compromissos assumidos pelo governo avançou de forma parcial, refletindo projetos que ainda estão em fase de implementação ou dependem de novas etapas para sua conclusão.
A análise do cumprimento das promessas de campanha é um instrumento utilizado para acompanhar a execução das metas apresentadas aos eleitores e medir o andamento das políticas públicas ao longo do mandato. Os dados permitem avaliar o estágio de execução dos compromissos assumidos pela administração estadual, oferecendo maior transparência sobre as ações do governo.
Com pouco mais de um ano para o encerramento do mandato, a expectativa é que parte das propostas parcialmente executadas possa ser concluída, enquanto os compromissos ainda pendentes continuem sendo acompanhados por órgãos de controle, imprensa e sociedade civil.
Política
PEC da Segurança aguarda votação no Senado após recesso do Congresso
Proposta voltada ao fortalecimento do combate ao crime organizado permanece pendente de análise pelos senadores e deve voltar à pauta com a retomada dos trabalhos legislativos.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública segue à espera de votação no Senado Federal após o início do recesso parlamentar. Considerada uma das principais iniciativas voltadas ao fortalecimento das ações de combate ao crime organizado, a matéria permanece sem deliberação pelos senadores e deverá voltar à pauta quando os trabalhos legislativos forem retomados, em 1º de agosto.
O texto foi entregue pelo governo federal aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em abril de 2025. Após tramitar na Câmara, a proposta foi aprovada pelos deputados em março deste ano, sendo posteriormente encaminhada ao Senado, onde aguarda análise.
Com o encerramento das atividades legislativas antes do recesso, a PEC permaneceu sem votação. A expectativa é de que o tema volte a ser discutido no início do segundo semestre, período em que o calendário parlamentar será reduzido em razão da proximidade da campanha eleitoral.
A proposta busca ampliar os instrumentos legais disponíveis para o enfrentamento da criminalidade organizada, tema que permanece entre as principais preocupações da população e integra a agenda de segurança pública em âmbito nacional. A tramitação da PEC é acompanhada de perto por parlamentares, especialistas e representantes de diferentes setores, que aguardam a continuidade da análise no Senado.
Com a retomada das atividades legislativas, a expectativa é de que o projeto avance na Casa, permitindo a continuidade do debate sobre medidas voltadas ao aperfeiçoamento das políticas públicas de segurança e ao fortalecimento da atuação das instituições responsáveis pelo combate ao crime organizado.
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