Brasil
Pensão por morte do INSS: saiba quando filhos podem continuar recebendo o benefício
Regra geral prevê encerramento da cota aos 21 anos, mas a legislação estabelece exceções que garantem a continuidade do pagamento em casos específicos.

A pensão por morte do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é um dos principais benefícios previdenciários destinados aos dependentes de segurados falecidos. Além de oferecer suporte financeiro em um momento de grande impacto emocional, o benefício ainda gera muitas dúvidas, principalmente em relação ao direito dos filhos de continuarem recebendo a pensão após completarem 21 anos.
Pelas regras previdenciárias em vigor, a cota individual da pensão por morte destinada aos filhos é encerrada automaticamente quando o dependente completa 21 anos de idade. Essa é a norma aplicada na maioria dos casos e não depende de solicitação para que o pagamento seja interrompido.
No entanto, a legislação brasileira prevê exceções importantes. O benefício pode continuar sendo pago quando o filho é inválido ou possui deficiência intelectual, mental ou deficiência grave, desde que essas condições atendam aos critérios estabelecidos pela Previdência Social. Nesses casos, a manutenção da pensão depende da comprovação da condição que garante o direito ao benefício.
A regra busca assegurar proteção social aos dependentes que, em razão de suas limitações, não possuem condições de garantir o próprio sustento. Por isso, cada situação é analisada conforme a legislação previdenciária e os requisitos exigidos pelo INSS.
Especialistas em Direito Previdenciário destacam que é fundamental que os beneficiários acompanhem as normas vigentes e mantenham a documentação atualizada, especialmente nos casos em que há previsão legal para continuidade do pagamento após os 21 anos.
Diante das constantes dúvidas sobre a pensão por morte, conhecer os critérios legais pode evitar transtornos e garantir que os dependentes exerçam corretamente seus direitos perante a Previdência Social.
Brasil
PF deve priorizar investigação sobre irregularidades em emendas Pix
Auditoria do TCU aponta indícios de falhas em grande parte dos repasses analisados e poderá servir de base para novas apurações da Polícia Federal.

A Polícia Federal (PF) deverá dar prioridade à análise da auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as chamadas emendas Pix, modalidade de transferência direta de recursos federais para estados e municípios. A medida deve ocorrer após a aprovação do relatório pelo plenário da Corte de Contas.
O levantamento identificou que oito em cada dez emendas analisadas apresentaram algum tipo de irregularidade, acendendo um alerta sobre a aplicação dos recursos públicos destinados por meio desse mecanismo. Segundo os dados da auditoria, há indícios de problemas em aproximadamente R$ 49,1 milhões repassados entre 2020 e 2024, considerando apenas a amostra examinada.
Como o universo total de recursos movimentados pelas emendas Pix é significativamente superior ao analisado, a expectativa é de que novas investigações possam ampliar o alcance das apurações, caso o relatório seja aprovado pelo TCU.
A atuação da Polícia Federal deverá concentrar esforços na identificação de eventuais irregularidades, na apuração de possíveis responsabilidades e na coleta de elementos que possam subsidiar procedimentos investigativos. Caso sejam confirmadas infrações, os envolvidos poderão responder conforme a legislação vigente.
Além da responsabilização de eventuais suspeitos, um dos principais objetivos das investigações será garantir a recuperação de recursos públicos que tenham sido utilizados de forma irregular, fortalecendo os mecanismos de fiscalização e controle da administração pública.
O caso reforça a importância da transparência na execução das emendas parlamentares e do acompanhamento dos órgãos de controle sobre a destinação das verbas federais, especialmente em transferências diretas realizadas para estados e municípios.
Brasil
Importações disparam após fim da taxa sobre compras internacionais
Relatório aponta crescimento expressivo no volume de remessas e no valor das importações, enquanto marketplaces projetam alta na demanda por produtos do exterior.

O mercado de compras internacionais registrou um forte aquecimento após o fim da taxa federal sobre remessas de menor valor. Dados de um relatório elaborado pelo BTG Pactual, com base nas informações do programa Remessa Conforme, da Receita Federal, mostram que o número de remessas internacionais cresceu 74% em comparação com abril de 2026, último mês completo em que a cobrança ainda estava em vigor.
O avanço também foi percebido no volume financeiro movimentado. As importações internacionais alcançaram R$ 2,6 bilhões em junho, representando alta de 101% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com junho de 2024, antes da implantação da cobrança federal, o crescimento chegou a 68%, evidenciando o aumento do interesse dos consumidores brasileiros por compras no exterior.
A retirada da taxa foi recebida de forma positiva por grandes marketplaces internacionais, que avaliam que a medida ampliou o acesso dos consumidores a produtos importados. Embora as empresas não tenham divulgado números específicos sobre o aumento das vendas, a expectativa é de que o movimento continue crescendo nos próximos meses.
Segundo o AliExpress, a atual política tributária para compras internacionais de menor valor favorece o acesso da população a produtos exclusivos e marcas globais, especialmente entre consumidores de menor renda, ampliando o poder de compra e diversificando as opções disponíveis no mercado brasileiro.
Enquanto isso, a Shein enfrentou reclamações de consumidores nas redes sociais relacionadas ao prazo de entrega dos pedidos realizados entre o fim de maio e o início de junho. Diversos clientes relataram atrasos nas encomendas e compartilharam mensagens recebidas pelo aplicativo informando que a limitação de recursos logísticos poderia comprometer os envios.
A percepção entre os consumidores é de que o aumento expressivo na quantidade de pedidos, impulsionado pelo fim da cobrança federal, possa ter pressionado a capacidade logística das plataformas de comércio eletrônico. Ainda assim, o cenário indica um momento de forte expansão das importações, impulsionado pela maior competitividade dos produtos internacionais e pelo aumento da demanda dos brasileiros.
Com o crescimento das remessas e do volume financeiro movimentado, especialistas avaliam que o comércio eletrônico internacional deve manter trajetória de expansão nos próximos meses, consolidando o Brasil como um dos principais mercados para plataformas globais de vendas online.
Brasil
Aluno de aviação morre após ritual de primeiro voo solo no Paraná
Jovem de 27 anos passou mal depois de ser banhado com substância oleosa; instrutor foi preso em flagrante por homicídio culposo e responderá ao processo em liberdade.

O estudante de aviação Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu nesta quinta-feira (16) após passar mal durante um ritual tradicional realizado para celebrar o primeiro voo solo, em Ponta Grossa, no Paraná. O caso mobilizou equipes de emergência e passou a ser investigado pela Polícia Civil.
De acordo com as informações da ocorrência, o aluno foi banhado com uma substância oleosa utilizada em motores de aeronaves durante a comemoração promovida após a conclusão do voo solo. Logo em seguida, ele apresentou mal-estar e recebeu os primeiros atendimentos ainda no local.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou o estudante a uma unidade hospitalar da cidade. Apesar dos esforços da equipe médica, Gustavo Henrique Lara não resistiu e morreu após dar entrada no hospital.
Após o ocorrido, o instrutor responsável pelo procedimento foi preso em flagrante por homicídio culposo, crime caracterizado quando não há intenção de matar. A identidade do profissional não foi divulgada pelas autoridades. Depois do pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil, ele foi colocado em liberdade, mas continuará respondendo judicialmente pelo caso.
O chamado “banho de óleo” é uma tradição adotada por algumas escolas de aviação para marcar o primeiro voo solo de um aluno. Em muitos casos, o ritual é realizado de forma simbólica com misturas de água e graxa. No entanto, as circunstâncias envolvendo o material utilizado nesta ocorrência serão analisadas pelas autoridades.
A Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer as causas da morte e solicitou exames toxicológicos, além da análise de imagens do local onde ocorreu a comemoração. O objetivo é verificar como o procedimento foi realizado e se houve negligência ou outras irregularidades.
Até o momento, o nome da escola de aviação onde Gustavo Henrique Lara realizava o curso não foi divulgado oficialmente. As investigações seguem em andamento para determinar as responsabilidades pelo caso.
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