Brasil
Nubank amplia presença entre empresas e alcança 21% dos CNPJs ativos no Brasil
Levantamento da fintech aponta crescimento do Nu Empresas em todos os estados, com destaque para o Amazonas, Distrito Federal e Roraima.

O Nubank segue expandindo sua atuação no mercado financeiro brasileiro e registra um crescimento expressivo no segmento empresarial. De acordo com um levantamento divulgado pela instituição, a plataforma Nu Empresas já atende pelo menos 21% dos CNPJs ativos em todos os estados do país, consolidando sua presença entre micro, pequenas e médias empresas.
O avanço acompanha a forte expansão da fintech entre pessoas físicas nos últimos anos e reforça sua estratégia de ampliar a oferta de serviços financeiros para empreendedores. O Nu Empresas é direcionado principalmente a Microempreendedores Individuais (MEIs), além de empresas de diferentes portes, como sociedades limitadas (LTDAs).
Entre os estados brasileiros, o Amazonas lidera a participação de empresas clientes da plataforma, com 31% dos CNPJs ativos utilizando os serviços da fintech. O resultado é atribuído, entre outros fatores, à menor presença de agências bancárias físicas na região, favorecendo a adoção de soluções financeiras digitais.
Na sequência aparecem o Distrito Federal e Roraima, ambos com 29% dos CNPJs ativos cadastrados na plataforma empresarial do Nubank, demonstrando a crescente adesão ao modelo de banco digital em diferentes regiões do país.
Outro marco importante destacado pela instituição foi o anúncio, realizado em maio, de que a carteira do Nu Empresas ultrapassou a marca de 6 milhões de clientes empresariais. Com esse resultado, o Nubank afirma ter se tornado a maior instituição financeira do Brasil em número de CNPJs atendidos, ampliando sua relevância no segmento corporativo.
O crescimento reflete a busca dos empreendedores por soluções digitais que ofereçam praticidade, redução de custos e acesso simplificado a serviços como contas empresariais, meios de pagamento, crédito e gestão financeira. A expansão da base de clientes fortalece a posição do Nubank como um dos principais bancos digitais do país, impulsionando a transformação do setor financeiro brasileiro.
Com investimentos contínuos em inovação e tecnologia, a expectativa é de que a instituição continue ampliando sua participação no mercado empresarial, oferecendo novos produtos e serviços voltados às necessidades de empreendedores em todo o Brasil.
Brasil
Justiça condena União a indenizar filho de João Cândido por danos morais
Decisão da Justiça Federal reconhece que declarações oficiais da Marinha sobre a Revolta da Chibata atingiram a memória do líder do movimento e causaram prejuízos ao seu descendente.

A Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou a União ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais ao filho de João Cândido Felisberto, líder da histórica Revolta da Chibata. A decisão reconheceu que manifestações oficiais da Marinha consideradas ofensivas à memória do marinheiro também repercutiram diretamente sobre seu descendente.
A sentença foi proferida pela 4ª Vara Federal do Rio de Janeiro e acolheu parcialmente o parecer do Ministério Público Federal (MPF), que atuou no processo como fiscal da ordem jurídica.
A ação judicial teve origem após a Marinha encaminhar, em 2024, um documento à Câmara dos Deputados classificando a Revolta da Chibata como uma “deplorável página da história nacional” e fazendo críticas aos participantes do movimento. Para a Justiça, embora a instituição tenha o direito de apresentar sua interpretação sobre acontecimentos históricos, esse direito não autoriza a utilização de linguagem considerada estigmatizante em relação a um personagem que foi posteriormente anistiado pelo Estado brasileiro.
Na decisão, o Judiciário destacou que a proteção jurídica da memória de João Cândido também se estende aos seus familiares, reconhecendo que o filho possui legitimidade para buscar reparação pelos danos morais decorrentes das declarações oficiais.
O entendimento acompanhou parcialmente a manifestação do MPF, que defendia o acolhimento integral do pedido apresentado pelo autor da ação. Ainda assim, a sentença concluiu que houve violação suficiente para justificar a indenização fixada em R$ 300 mil.
Conhecido como o “Almirante Negro”, João Cândido liderou, em 1910, a Revolta da Chibata, movimento protagonizado por marinheiros que reivindicavam o fim dos castigos físicos e melhores condições de trabalho na Marinha brasileira. O episódio tornou-se um dos marcos da luta por direitos e dignidade dentro das Forças Armadas, permanecendo como tema de relevância histórica e jurídica no país.
A decisão reforça o entendimento de que a preservação da memória de personagens históricos reconhecidos pelo Estado também pode produzir efeitos jurídicos em favor de seus familiares, especialmente quando declarações oficiais são consideradas ofensivas ou incompatíveis com esse reconhecimento.
Brasil
PF deve priorizar investigação sobre irregularidades em emendas Pix
Auditoria do TCU aponta indícios de falhas em grande parte dos repasses analisados e poderá servir de base para novas apurações da Polícia Federal.

A Polícia Federal (PF) deverá dar prioridade à análise da auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as chamadas emendas Pix, modalidade de transferência direta de recursos federais para estados e municípios. A medida deve ocorrer após a aprovação do relatório pelo plenário da Corte de Contas.
O levantamento identificou que oito em cada dez emendas analisadas apresentaram algum tipo de irregularidade, acendendo um alerta sobre a aplicação dos recursos públicos destinados por meio desse mecanismo. Segundo os dados da auditoria, há indícios de problemas em aproximadamente R$ 49,1 milhões repassados entre 2020 e 2024, considerando apenas a amostra examinada.
Como o universo total de recursos movimentados pelas emendas Pix é significativamente superior ao analisado, a expectativa é de que novas investigações possam ampliar o alcance das apurações, caso o relatório seja aprovado pelo TCU.
A atuação da Polícia Federal deverá concentrar esforços na identificação de eventuais irregularidades, na apuração de possíveis responsabilidades e na coleta de elementos que possam subsidiar procedimentos investigativos. Caso sejam confirmadas infrações, os envolvidos poderão responder conforme a legislação vigente.
Além da responsabilização de eventuais suspeitos, um dos principais objetivos das investigações será garantir a recuperação de recursos públicos que tenham sido utilizados de forma irregular, fortalecendo os mecanismos de fiscalização e controle da administração pública.
O caso reforça a importância da transparência na execução das emendas parlamentares e do acompanhamento dos órgãos de controle sobre a destinação das verbas federais, especialmente em transferências diretas realizadas para estados e municípios.
Brasil
Pensão por morte do INSS: saiba quando filhos podem continuar recebendo o benefício
Regra geral prevê encerramento da cota aos 21 anos, mas a legislação estabelece exceções que garantem a continuidade do pagamento em casos específicos.

A pensão por morte do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é um dos principais benefícios previdenciários destinados aos dependentes de segurados falecidos. Além de oferecer suporte financeiro em um momento de grande impacto emocional, o benefício ainda gera muitas dúvidas, principalmente em relação ao direito dos filhos de continuarem recebendo a pensão após completarem 21 anos.
Pelas regras previdenciárias em vigor, a cota individual da pensão por morte destinada aos filhos é encerrada automaticamente quando o dependente completa 21 anos de idade. Essa é a norma aplicada na maioria dos casos e não depende de solicitação para que o pagamento seja interrompido.
No entanto, a legislação brasileira prevê exceções importantes. O benefício pode continuar sendo pago quando o filho é inválido ou possui deficiência intelectual, mental ou deficiência grave, desde que essas condições atendam aos critérios estabelecidos pela Previdência Social. Nesses casos, a manutenção da pensão depende da comprovação da condição que garante o direito ao benefício.
A regra busca assegurar proteção social aos dependentes que, em razão de suas limitações, não possuem condições de garantir o próprio sustento. Por isso, cada situação é analisada conforme a legislação previdenciária e os requisitos exigidos pelo INSS.
Especialistas em Direito Previdenciário destacam que é fundamental que os beneficiários acompanhem as normas vigentes e mantenham a documentação atualizada, especialmente nos casos em que há previsão legal para continuidade do pagamento após os 21 anos.
Diante das constantes dúvidas sobre a pensão por morte, conhecer os critérios legais pode evitar transtornos e garantir que os dependentes exerçam corretamente seus direitos perante a Previdência Social.
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