Política
Lula prepara anúncio sobre fila do INSS
Presidente deve participar de evento no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (3) para apresentar resultado da redução do estoque de pedidos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja realizar, nesta quinta-feira (3), um evento no Palácio do Planalto para anunciar o fim da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A iniciativa ocorre em meio ao cenário de tensão envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).
A cerimônia foi planejada cerca de uma semana após Lula afirmar que apresentaria os resultados obtidos pelo governo na redução do número de pessoas que aguardavam atendimento e análise de pedidos na Previdência Social.
Durante uma sabatina na TV Globo, realizada na quinta-feira (27), o presidente afirmou que promoveria, nesta semana, um evento em Brasília para apresentar o resultado da redução da fila do INSS.
Segundo Lula, o governo federal encontrou aproximadamente 3 milhões de pessoas aguardando atendimento na Previdência no início do atual mandato. De acordo com o presidente, o estoque de solicitações foi reduzido ao longo da gestão.
O anúncio previsto para o Palácio do Planalto deverá apresentar os números atualizados e detalhar os resultados das medidas adotadas pelo governo para acelerar a análise dos pedidos e diminuir o tempo de espera dos segurados.
A redução da fila do INSS é uma das promessas apresentadas pelo governo federal desde o início do terceiro mandato de Lula e envolve uma das principais demandas de brasileiros que dependem de benefícios previdenciários e assistenciais.
Política
Lula conversa com ministros do STF sobre crise na Corte
Presidente discutiu com integrantes do Supremo os desdobramentos envolvendo Alexandre de Moraes e o caso Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou na noite de terça-feira (1º) com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os desdobramentos da crise que envolve a Corte. A conversa ocorreu após a divulgação de informações sobre contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo as informações divulgadas sobre o encontro, Lula conversou com ministros próximos a Moraes e recebeu relatos relacionados à atuação do ministro André Mendonça, responsável pela relatoria do chamado Caso Master no STF.
Durante a conversa, aliados de Moraes teriam apontado que determinadas movimentações de Mendonça estariam alinhadas a interesses de adversários políticos do presidente. O ministro foi indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
A crise envolvendo o STF ganhou novos contornos com a repercussão das conversas atribuídas a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O episódio passou a provocar debates políticos e institucionais sobre a relação entre integrantes da Corte, autoridades públicas e envolvidos no caso.
O cenário também ocorre em meio à movimentação política para as eleições de 2026, com Lula sendo apontado como candidato à reeleição e Flávio Bolsonaro (PL) entre os nomes da oposição.
A conversa entre o presidente e ministros do Supremo ocorre, portanto, em um momento de forte atenção política sobre a atuação da Corte e os desdobramentos do Caso Master. Os episódios ainda devem gerar novas discussões e manifestações no cenário político nacional.
Política
PEC do fim da escala 6×1 avança no Senado
CCJ concede uma hora de vista à oposição, e votação da proposta que reduz a jornada de trabalho está prevista para começar nesta quarta-feira (2)

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), concedeu uma hora de vista após um pedido apresentado pela oposição.
Com o cumprimento do prazo, a votação da proposta deverá ser iniciada nesta quarta-feira (2). O relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável à admissibilidade da PEC, que propõe mudanças na jornada de trabalho.
A análise da proposta foi marcada por um embate entre integrantes da comissão. Durante a sessão, Omar Aziz e Otto Alencar discutiram com o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), em meio às divergências sobre o andamento da matéria.
Marinho defendeu o adiamento da discussão e pediu que uma PEC alternativa de sua autoria tivesse preferência na análise. A proposta apresentada pelo senador está baseada na remuneração de acordo com as horas trabalhadas.
Otto Alencar rejeitou o pedido de preferência. Já Omar Aziz criticou a proposta alternativa e questionou a estratégia da oposição de ampliar o tempo de discussão da matéria.
A PEC do fim da escala 6×1 é uma das propostas em destaque no debate sobre jornada de trabalho, direitos trabalhistas e redução da carga horária. Caso avance no Senado, a matéria ainda precisará cumprir as demais etapas de tramitação previstas para uma Proposta de Emenda à Constituição.
A discussão ocorre em meio à pressão de setores que defendem mudanças no modelo tradicional de seis dias de trabalho para um dia de descanso, enquanto parlamentares apresentam diferentes alternativas para tratar da jornada e da remuneração dos trabalhadores.
Política
Leandro Grass nega ataque ao Fundo Constitucional
Candidato do PT ao governo do DF rebate críticas e afirma que gestão Lula ampliou recursos destinados ao Fundo

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass, negou que o partido ou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenham promovido qualquer ataque ao Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF). A declaração foi feita durante debate realizado nesta terça-feira (1º), pelo Correio Braziliense e pela TV Brasília.
Durante o encontro, Grass contestou as críticas relacionadas à atuação do governo federal e afirmou que não existe intenção de prejudicar o fundo. “Não há por parte do governo Lula ou do PT nenhum ataque ao Fundo Constitucional. Isso é mentira”, declarou o candidato.
Na sequência, Grass comparou os valores destinados ao DF durante os governos de Jair Bolsonaro e Lula. Segundo ele, a gestão Bolsonaro destinou R$ 16 bilhões, enquanto o governo Lula chegou a R$ 28 bilhões.
A discussão ocorre após a sanção da Lei Complementar nº 235/2026, assinada por Lula na sexta-feira (28). A legislação passou a ser questionada judicialmente pela governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), que protocolou uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF).
A norma trata de medidas relacionadas à redução de impostos sobre combustíveis, mas o Governo do Distrito Federal afirma que uma alteração incluída durante a tramitação no Congresso Nacional pode afetar diretamente o Fundo Constitucional.
Segundo o GDF, a mudança poderia reduzir os recursos destinados a áreas consideradas essenciais para a capital, como segurança pública, saúde e educação.
O impacto financeiro também entrou no debate. De acordo com uma projeção do Instituto Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal, o Distrito Federal poderá ter uma perda estimada em R$ 1,8 bilhão em 2027 caso a alteração produza os efeitos previstos.
A discussão sobre o FCDF deve permanecer entre os principais temas do debate eleitoral no Distrito Federal, especialmente diante da disputa em torno dos recursos federais destinados à manutenção de serviços públicos da capital.
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