Saúde
Nanoosso pode ajudar na regeneração óssea
Material biodegradável desenvolvido por pesquisadores australianos estimulou a formação de novo tecido ósseo em animais e pode reduzir, no futuro, a necessidade de enxertos.

Um material biodegradável desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, apresentou resultados promissores na regeneração de tecido ósseo. O chamado “nanoosso” foi testado em animais e conseguiu estimular o próprio organismo a produzir novo tecido, abrindo perspectivas para futuras aplicações na medicina regenerativa.
O estudo contou com a colaboração da Universidade de Queensland e foi publicado na revista científica ACS Nano. Nos experimentos, os pesquisadores observaram aproximadamente 80% mais formação de tecido ósseo após oito semanas, em comparação com os materiais utilizados como controle.
A tecnologia pode representar uma alternativa para procedimentos que atualmente dependem de enxertos ósseos retirados do próprio paciente. Embora ainda esteja em fase experimental, o material poderá, futuramente, contribuir para tratamentos voltados à recuperação de estruturas ósseas danificadas.
Como funciona o nanoosso
O material é produzido a partir de um nanomaterial de cálcio-aluminossilicato. Diferentemente de materiais utilizados apenas para preencher áreas lesionadas, o nanoosso atua estimulando mecanismos naturais do organismo relacionados à formação óssea.
De acordo com os pesquisadores, o material consegue ativar o TGF-β1, um fator de crescimento já presente no organismo. Esse sinal biológico desempenha um papel importante ao atrair células-tronco envolvidas no processo de formação de tecido ósseo.
A partir desse estímulo, o organismo passa a produzir novo tecido ósseo na região tratada. Com o avanço do processo de regeneração, o material biodegradável é gradualmente substituído pelo próprio osso do paciente.
Os resultados obtidos nos testes reforçam o potencial da tecnologia, mas novas pesquisas ainda serão necessárias para avaliar sua segurança, eficácia e possível utilização em seres humanos.
Caso os próximos estudos confirmem os resultados, o nanoosso poderá se tornar uma ferramenta importante na medicina regenerativa, especialmente em situações que exigem reconstrução de estruturas ósseas.
Saúde
THC pode ajudar a reduzir resistência de células do câncer de mama
Estudo investiga como o tetrahidrocanabinol pode interferir na capacidade de células tumorais assumirem características mais agressivas e resistentes

Pesquisadores investigam o potencial do THC (tetrahidrocanabinol), um dos principais compostos da Cannabis sativa, para interferir no comportamento de células do câncer de mama consideradas mais agressivas e resistentes aos tratamentos.
Estudos recentes indicam que as células do câncer mamário apresentam uma capacidade de adaptação maior do que se imaginava. Elas podem passar de um estado mais diferenciado, no qual desempenham funções específicas, para outro semelhante ao de células-tronco, característica que pode estar associada a maior capacidade de invasão e resistência terapêutica.
Nesse contexto, pesquisadores passaram a investigar o papel do sistema endocanabinoide (SEC), uma rede formada por receptores e moléculas presentes no organismo e relacionada à regulação de diferentes processos biológicos, incluindo mecanismos ligados à diferenciação celular.
Os canabinoides têm sido estudados por sua possível influência sobre processos relacionados ao desenvolvimento de tumores. Pesquisas experimentais avaliam, entre outros efeitos, a capacidade dessas substâncias de interferir no crescimento das células tumorais, em sua movimentação e na formação de novos vasos sanguíneos que podem favorecer o desenvolvimento do câncer.
O objetivo do trabalho é compreender de que maneira a ativação do sistema endocanabinoide pode alterar o comportamento das células cancerígenas. A possibilidade de reduzir características associadas à agressividade e à resistência das células tumorais pode abrir novas linhas de investigação para futuras estratégias terapêuticas.
Apesar dos resultados experimentais despertarem interesse científico, os achados não significam que o THC seja atualmente um tratamento comprovado para o câncer de mama. São necessários estudos adicionais para determinar sua segurança, eficácia e eventual aplicação clínica em pacientes.
A pesquisa reforça a importância de compreender os mecanismos biológicos que permitem às células tumorais se adaptarem e sobreviverem aos tratamentos, além de estimular novas investigações sobre o sistema endocanabinoide e seu possível papel no combate ao câncer.
Saúde
Anvisa aprova novo medicamento para linfoma folicula
Registro do Lunsumio® SC amplia as opções terapêuticas para adultos com linfoma folicular recidivado ou refratário após tratamentos anteriores

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Lunsumio® SC (mosunetuzumabe), medicamento destinado ao tratamento de adultos com linfoma folicular recidivado ou refratário que já tenham sido submetidos a pelo menos duas linhas anteriores de terapia.
A decisão foi divulgada na segunda-feira (24/8), por meio da Resolução RE nº 3.289/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU). A aprovação representa a inclusão de uma nova alternativa terapêutica para pacientes que apresentam retorno da doença ou que não respondem adequadamente aos tratamentos realizados anteriormente.
O linfoma folicular é um tipo de câncer do sistema linfático classificado como um linfoma não Hodgkin de crescimento geralmente mais lento. Apesar de poder apresentar evolução prolongada, a doença pode retornar após períodos de resposta ao tratamento, exigindo novas estratégias terapêuticas.
Nesse cenário, a aprovação do mosunetuzumabe ganha relevância especialmente para pacientes que já passaram por diferentes tratamentos e permanecem com doença ativa. O medicamento integra uma classe de terapias desenvolvidas para atuar de forma direcionada sobre células envolvidas no processo da doença.
A nova apresentação, identificada como Lunsumio® SC, amplia as possibilidades de utilização do princípio ativo mosunetuzumabe no tratamento de pacientes adultos dentro da indicação aprovada pela autoridade sanitária brasileira.
A decisão da Anvisa ocorre em um contexto de avanço das terapias contra diferentes tipos de câncer, com medicamentos cada vez mais direcionados a características específicas das células tumorais e do sistema imunológico. Para pacientes com linfoma folicular que apresentam recaída ou resistência às terapias anteriores, a disponibilidade de novas opções pode representar uma alternativa importante no acompanhamento médico.
É importante destacar que a indicação, a forma de utilização e a elegibilidade para o tratamento devem seguir rigorosamente a aprovação regulatória e a avaliação de profissionais de saúde. A aprovação do medicamento não significa que ele seja indicado para todos os pacientes com linfoma folicular, já que a escolha terapêutica depende das características individuais de cada caso e do histórico de tratamentos.
Com o novo registro, o Lunsumio® SC passa a integrar o cenário regulatório brasileiro para o tratamento de adultos com linfoma folicular recidivado ou refratário após duas ou mais linhas de terapia prévias, ampliando o conjunto de alternativas disponíveis para essa população.
A medida também reforça a importância da inovação no tratamento oncológico e do desenvolvimento de terapias voltadas a pacientes que necessitam de novas estratégias após tratamentos anteriores.
Saúde
Febre do Nilo Ocidental causa primeira morte em SC
Santa Catarina confirma óbito de mulher de 77 anos; São Paulo registra os primeiros casos humanos da doença

Santa Catarina confirmou nesta segunda-feira (24) a primeira morte causada pela Febre do Nilo Ocidental (FNO) no estado. A vítima é uma mulher de 77 anos, segundo informações da Secretaria Estadual da Saúde.
Na mesma data, São Paulo registrou os dois primeiros casos humanos da doença no estado, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES-SP), por meio do Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP).
Transmissão ocorre principalmente por mosquitos
A Febre do Nilo Ocidental é uma doença infecciosa causada pelo vírus do Nilo Ocidental, transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados.
Entre os principais vetores estão mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente em diferentes regiões como pernilongo ou muriçoca.
A doença pode provocar um quadro febril agudo e, em alguns casos, evoluir para manifestações mais graves. A confirmação dos registros em Santa Catarina e São Paulo reforça a importância do acompanhamento epidemiológico e das ações de vigilância para identificar novos casos.
As autoridades de saúde dos dois estados acompanham os registros e realizam as medidas necessárias de investigação e monitoramento da circulação do vírus.
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