Política
Candidato da UP reduz agenda após ser baleado pela PM na Bahia
Aroldo Félix foi atingido durante manifestação em Salvador e, segundo o partido, enfrenta dores lombares e infecção no local do impacto

O candidato ao Governo da Bahia pela Unidade Popular (UP), Aroldo Félix, teve a agenda de campanha reduzida após ser atingido por um disparo de bala de elastômero durante uma manifestação em Salvador, no dia 1º de setembro.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (11), a coordenação da campanha informou que o candidato vem cumprindo agendas restritas devido às consequências do ferimento.
Segundo a UP, o projétil de elastômero que atingiu Aroldo Félix estava vencido há 11 anos. Desde o episódio, o candidato teria passado a apresentar fortes dores na região lombar e uma infecção no local atingido.
Candidato recebe atendimento médico
De acordo com o partido, Aroldo tem recebido atendimento médico contínuo em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Salvador. A equipe médica também teria recomendado tratamento com antibióticos por pelo menos 15 dias.
A infecção provocada pelo ferimento estaria dificultando a rotina do candidato. Conforme a campanha, Aroldo não consegue permanecer muito tempo em pé nem realizar viagens prolongadas de carro, situação que acabou afetando o cumprimento de compromissos no interior da Bahia.
Com a limitação física, a campanha da UP informou que o candidato mantém apenas compromissos considerados possíveis diante de seu atual quadro.
O episódio ocorreu durante uma manifestação na capital baiana e passou a integrar o debate sobre atuação policial, uso de munições de elastômero e segurança em manifestações públicas.
A campanha afirma que continuará acompanhando a recuperação de Aroldo Félix enquanto reorganiza as atividades eleitorais para conciliar os compromissos políticos com o período de tratamento.
Política
Senadores pedem informações sobre Operação Compliance Zero
Magno Malta e Eduardo Girão também solicitam transferência de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel para presídio federal de segurança máxima

Os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-RN) encaminharam ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma solicitação por mais informações sobre a Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraude financeira envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
No documento, os parlamentares demonstram preocupação com a suposta existência de uma estrutura clandestina de espionagem chamada “A Turma”. Segundo os senadores, o grupo teria atuado no monitoramento ilegal de autoridades, jornalistas e parlamentares, com possível objetivo de intimidação.
Senadores querem divulgação de possíveis vítimas
Malta e Girão defendem que os nomes das pessoas que teriam sido monitoradas sejam esclarecidos. Para os parlamentares, a divulgação dessas informações seria importante para garantir a segurança dos possíveis alvos e ampliar a transparência das investigações.
Os dois senadores também afirmam que podem ter sido alvo da suposta estrutura de espionagem em razão da postura crítica adotada por ambos no Senado em relação ao Banco Master.
A solicitação apresentada ao ministro André Mendonça busca obter esclarecimentos sobre a extensão do suposto monitoramento e sobre as pessoas que eventualmente teriam sido acompanhadas de maneira ilegal.
Pedido de transferência para presídio federal
Além dos esclarecimentos sobre a suposta espionagem, Magno Malta e Eduardo Girão pediram a transferência urgente de Daniel Vorcaro e Fabiano Campos Zettel para uma penitenciária federal de segurança máxima.
A solicitação é justificada pelos parlamentares com base em preocupações relacionadas à integridade física dos investigados.
Entre os fatos citados está a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como braço direito de Vorcaro. Os senadores consideram necessário reforçar a segurança dos investigados diante das circunstâncias envolvendo a morte.
A Operação Compliance Zero continua sendo acompanhada pelas autoridades, enquanto os pedidos apresentados pelos senadores deverão ser analisados no âmbito do Supremo Tribunal Federal.
As suspeitas mencionadas fazem parte de investigações em andamento e não representam, por si só, comprovação definitiva de crimes ou responsabilidade dos envolvidos.
Política
PF aponta triangulação de R$ 6,1 milhões no caso Dark Horse
Relatório usado para autorizar operação contra produtora aponta movimentações financeiras entre entidades ligadas à empresária Karina da Gama

Um relatório da Polícia Federal (PF) que fundamentou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para autorizar a operação realizada nesta quinta-feira (10) contra a produtora do filme Dark Horse aponta indícios de uma possível triangulação financeira de pelo menos R$ 6,1 milhões.
De acordo com as informações apresentadas no relatório, os investigadores identificaram movimentações envolvendo empresas e entidades ligadas à empresária Karina da Gama.
Segundo a decisão de Flávio Dino, os agentes federais teriam constatado que ao menos R$ 6,1 milhões saíram do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade atribuída à empresária, e foram destinados a empresas terceirizadas ligadas à organização.
Posteriormente, conforme apontado pela investigação, parte dos valores teria retornado para outra entidade vinculada a Karina da Gama: a Academia Nacional de Cultura (ANC), organização social da cultura.
Investigação mira movimentações financeiras
A chamada triangulação financeira está entre os elementos analisados pela Polícia Federal no curso das investigações. O mecanismo, segundo os indícios descritos no relatório, envolveria transferências sucessivas entre diferentes empresas e organizações relacionadas, levantando questionamentos sobre a origem e o destino dos recursos.
A operação relacionada ao caso Dark Horse foi autorizada pelo ministro Flávio Dino após a análise das informações reunidas pela PF. A investigação busca esclarecer a finalidade das movimentações e a eventual existência de irregularidades na utilização dos recursos.
Os valores mencionados no relatório chegam a R$ 6,1 milhões, quantia que teria circulado entre o Instituto Conhecer Brasil, empresas terceirizadas e a Academia Nacional de Cultura.
As suspeitas apresentadas pela Polícia Federal ainda dependem do avanço das investigações e da análise dos documentos e movimentações financeiras. A existência de indícios investigativos não representa, por si só, comprovação de crime ou de responsabilidade dos envolvidos, cabendo às autoridades competentes aprofundar a apuração.
Política
Festa das “suíças” teve lista de convidados com nomes da política e do Judiciário
Evento organizado por Daniel Vorcaro em São Paulo, em 2023, teria reunido cerca de 120 mulheres e 20 homens; mensagens analisadas pela Polícia Federal citam autoridades, modelos estrangeiras e agências do setor

Uma festa de Halloween organizada pelo empresário Daniel Vorcaro, em São Paulo, em outubro de 2023, entrou no radar de investigações após mensagens atribuídas aos envolvidos revelarem detalhes sobre a preparação do evento. A confraternização, que teria reunido aproximadamente 120 mulheres e 20 homens, contou com uma lista restrita de convidados e teve os celulares recolhidos na entrada.
O evento ocorreu em 31 de outubro de 2023, no Madame Underground Club, conhecido como Madame Satã, na capital paulista. O local teria sido mantido em sigilo até a realização da festa.
Segundo informações presentes em um relatório da Polícia Federal, mensagens trocadas durante os preparativos mencionam a participação de pessoas ligadas à política, ao Judiciário e ao mercado financeiro.
Entre as conversas, uma mensagem de Fábio Faria para Daniel Vorcaro cita o então presidente do Senado, Davi Alcolumbre, perguntando se “as suíças” estariam presentes. Vorcaro teria respondido afirmativamente.
As mensagens também fazem referência à busca por mulheres estrangeiras para compor a lista de convidadas. Em diferentes trechos, os organizadores discutem a quantidade de estrangeiras e demonstram interesse em ampliar esse grupo.
Autoridades são citadas nas conversas
Nas mensagens analisadas pela PF, Fábio Faria afirmou que Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco estariam confirmados e mencionou ainda que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tentaria comparecer.
Também aparecem nas conversas referências aos nomes “Arthur” e “Alexandre”, que, segundo a interpretação dos investigadores, poderiam se referir ao deputado Arthur Lira e ao ministro Alexandre de Moraes.
Apesar das citações, as mensagens não comprovam que as autoridades mencionadas tenham efetivamente participado da festa.
Alcolumbre, Pacheco e Toffoli negaram presença no evento. Alcolumbre informou, por meio de sua assessoria, que estava em Brasília cumprindo compromissos no Senado. Pacheco declarou que presidiu uma sessão da Casa até a noite e posteriormente jantou com Alcolumbre. A assessoria de Toffoli também negou que o ministro tenha comparecido à confraternização.
Agências de modelos aparecem nas negociações
A organização da festa teria sido dividida entre Fábio Faria e o promoter Tiago Polo. Enquanto Faria teria ficado responsável pelos convites destinados aos homens, Polo teria atuado na busca por mulheres para o evento.
As conversas mencionam contatos e círculos relacionados às agências de modelos Mega, Ford e Joy, além de uma referência à Allure.
Em uma das mensagens, Vorcaro teria manifestado preferência por convidadas jovens. Os diálogos também indicam o interesse dos organizadores em aumentar a presença de mulheres estrangeiras na festa.
As agências citadas, no entanto, negaram participação institucional na organização ou no envio de modelos para o evento. Representantes afirmaram que não prestam esse tipo de serviço ou que possuem restrições a participações intermediadas por promoters.
O caso ganhou repercussão por envolver mensagens que citam figuras de destaque da política e do Judiciário, além de revelar detalhes sobre a organização de uma festa privada que passou a ser mencionada no contexto das investigações envolvendo Daniel Vorcaro.
É importante destacar que a simples menção de nomes nas mensagens não comprova a participação dessas pessoas no evento nem implica, por si só, qualquer irregularidade ou conduta ilícita.
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