Brasil
Caminhada reúne religiões em Copacabana
19ª edição do evento acontece neste domingo e reúne representantes de diferentes crenças em defesa da liberdade religiosa e do respeito à diversidade

A orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, recebe neste domingo (20) a 19ª edição da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, mobilização que reúne representantes de diferentes tradições religiosas e também pessoas sem filiação religiosa.
O evento reúne praticantes do candomblé, umbanda, catolicismo, evangelicanismo, judaísmo, islamismo, budismo e espiritismo, além de representantes de tradições indígenas. A proposta é promover a convivência entre diferentes crenças e combater a intolerância religiosa.
Considerada uma iniciativa pioneira por reunir diversas matrizes religiosas em uma mesma manifestação, a caminhada atrai participantes do Rio de Janeiro e de outros estados. A organização destaca que o encontro não possui vínculo partidário e defende a laicidade do Estado como forma de garantir a liberdade de escolha religiosa de cada cidadão.
Mobilização pela diversidade religiosa
A Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa é organizada pelo Comitê Inter-religioso de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP).
Ao longo de suas 19 edições, o evento já reuniu aproximadamente 1,8 milhão de participantes, consolidando-se como uma das principais mobilizações públicas em defesa da liberdade de crença e contra manifestações de intolerância religiosa.
A iniciativa busca destacar a importância do respeito à diversidade religiosa, da convivência entre diferentes tradições e da garantia constitucional da liberdade de religião e de consciência.
Defesa da liberdade de crença
Além de reunir diferentes grupos religiosos, a caminhada também abre espaço para pessoas que não seguem nenhuma religião. A diversidade dos participantes reforça a proposta de construir um ambiente de respeito às diferentes formas de fé, espiritualidade e ausência de crença.
A 19ª edição ocorre em um momento em que entidades e representantes religiosos seguem defendendo ações de conscientização e diálogo como instrumentos de enfrentamento à intolerância religiosa e de valorização da diversidade.










