Saúde
Anvisa apreende medicamentos falsificados contra câncer
Agência proibiu comercialização, distribuição e uso de unidades falsificadas do Phesgo e da toxina botulínica Dysport

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de unidades falsificadas do medicamento Phesgo, utilizado no tratamento de determinados casos de câncer de mama, e da toxina botulínica Dysport. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (21) e têm caráter preventivo.
A determinação foi assinada pela gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária da Anvisa, Renata de Lima Soares, e entrou em vigor imediatamente.
Phesgo tem lote identificado como falsificado
No caso do Phesgo, a Anvisa identificou irregularidades no lote B5011B05. De acordo com a agência, a data de fabricação indicada nas unidades, junho de 2025, é um dos elementos que evidenciam a falsificação.
A empresa Roche, responsável pelo registro do medicamento, comunicou à Anvisa ter identificado no mercado unidades do lote com características diferentes das apresentadas pelo produto original.
Diante da suspeita de falsificação, a agência determinou a apreensão das unidades e proibiu o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a importação, a exportação e o uso do produto irregular.
O Phesgo é um medicamento biológico utilizado no tratamento de determinados casos de câncer de mama HER2-positivo, sendo destinado a pacientes que atendem a critérios específicos de tratamento.
Dysport também teve unidades proibidas
A Anvisa também determinou medidas contra unidades falsificadas do Dysport, uma toxina botulínica utilizada em diferentes aplicações médicas.
Segundo a resolução publicada pela agência, a Beaufour Ipsen Farmacêutica, responsável pelo registro do produto, informou que não reconhece os lotes identificados como originais.
Com isso, a Anvisa determinou a proibição da comercialização, distribuição e uso das unidades consideradas falsificadas.
Medidas são preventivas
As determinações fazem parte das ações de fiscalização sanitária da Anvisa para impedir que medicamentos falsificados permaneçam disponíveis no mercado e sejam utilizados por pacientes.
A agência reforça, por meio das medidas publicadas, a necessidade de interromper a circulação dos produtos identificados como irregulares, evitando riscos associados ao uso de medicamentos cuja origem e composição não correspondem aos produtos oficialmente registrados.








