conecte-se conosco

Política

“Me matam em 30 dias”, diz Bolsonaro sobre possível prisão

Pela segunda vez em menos de duas semanas, o ex-presidente manifestou preocupação com sua segurança caso seja detido.

Postado

em

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se tornou réu nesta semana no STF (Supremo Tribunal Federal) acusado de liderar uma trama golpista, admitiu ter conversado com auxiliares sobre estado de sítio, estado de defesa e intervenção federal em 2022, mas diz que essas possibilidades foram descartadas "logo de cara". As medidas estão previstas na Constituição para serem usadas para manter a ordem pública e a paz social ameaçadas por "grave e iminente instabilidade institucional", comoção grave de repercussão nacional ou guerra. Ele também citou o recurso ao artigo 142 da Constituição, que, na interpretação repetida por bolsonaristas, autorizaria as Forças Armadas a atuarem como uma espécie de poder moderador — essa visão já foi descartada pelo STF. Bolsonaro é acusado de cinco crimes, cujas penas somadas superam 40 anos. Questionado se uma eventual prisão significaria o fim da sua carreira política, disse: "É o fim da minha vida. Eu já estou com 70 anos".

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manifestou novamente sua preocupação com a possibilidade de ser preso, durante uma entrevista ao Inteligência Ltda. Podcast, realizada nesta segunda-feira (24/3). Na terça-feira (25/3), o Supremo Tribunal Federal (STF) irá analisar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que poderá tornar Bolsonaro e mais sete aliados réus por um suposto plano golpista para anular as eleições de 2022.

Quando questionado sobre a perspectiva de prisão, Bolsonaro mencionou o receio de perder a vida.

“Não tenho a menor dúvida de que em 30 dias, no máximo, me matam. Pelo que eu conheço. (…) Eu não vou falar porque (motivo que seria alvo), com toda a indignação nacional. Tem cara que ia bater palma, vibrar com minha prisão. Eu acredito que vou ser um estorvo para eles”.

Pela segunda vez, o ex-presidente expressou seu temor de perder a vida caso seja detido. Durante sua participação no podcast Flow em 14 de março, Bolsonaro mencionou essa preocupação. “Não tem a menor dúvida que será envenenado”.

“Minha vida é feita de coisas. Até a facada foi um milagre. Médicos dizem que, de cada 100, só um sobrevive. É igual ao Trump com o tiro na orelha. Temos muita coisa em comum, exceto a fortuna. Deus não me colocou aqui para morrer atrás das grades. Se me prenderem, vão me matar. Não tenho a menor dúvida de que serei envenenado. Não é de interesse que me vejam preso, porque vou dar dor de cabeça. Precisam me eliminar”.

Redação Saiba+

Continue lendo
envie seu comentário

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Eleitores têm prazo para pedir transporte gratuito

Solicitação deve ser feita até segunda-feira (14); benefício atende pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e moradores de comunidades específicas

Postado

em

Eleitores que precisam de transporte especial para exercer o direito ao voto têm até segunda-feira (14/9) para solicitar o serviço gratuito previsto pelo programa “Seu Voto Importa”.

De acordo com as regras da Justiça Eleitoral, a iniciativa contempla pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, garantindo condições de deslocamento para que possam chegar aos locais de votação.

O transporte também está disponível para moradores de territórios indígenas, comunidades remanescentes de quilombos e outras comunidades tradicionais, conforme os critérios estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

Para eleitores que vivem em áreas rurais, o serviço será disponibilizado dentro do próprio município quando a distância entre a comunidade rural e o local de votação for de pelo menos dois quilômetros.

A medida busca ampliar o acesso às urnas e reduzir dificuldades de deslocamento que possam impedir ou dificultar a participação dos eleitores no processo eleitoral.

Por isso, quem se enquadra nos critérios do programa deve ficar atento ao prazo. A solicitação do transporte gratuito termina na segunda-feira (14/9).

Redação Saiba+

Continue lendo

Política

Incêndio em lixão gera disputa política em Coaraci

Episódio no sul da Bahia acirra troca de críticas entre o ex-prefeito Jadson Albano e a atual gestão municipal, comandada por Miltinho do Axé

Postado

em

Um incêndio registrado no lixão de Coaraci, no sul da Bahia, provocou uma nova disputa política entre grupos ligados à administração municipal atual e ao ex-prefeito Jadson Albano.

Após o episódio, segundo aliados do atual prefeito, Jadson teria acionado uma emissora de televisão para acompanhar a situação e defendido a realização de uma manifestação popular contra a gestão de Miltinho do Axé. A movimentação ampliou a repercussão do incêndio e transformou o problema ambiental em mais um ponto de divergência entre os grupos políticos do município.

Apesar de Jadson e Miltinho integrarem a base política do governador Jerônimo Rodrigues, o episódio evidenciou o distanciamento entre os dois grupos e intensificou as críticas públicas.

Gestão aponta problema antigo

A atual administração municipal afirma que a situação do lixão não é um problema recente e já existia durante os oito anos em que Jadson Albano esteve à frente da Prefeitura de Coaraci.

Aliados do atual gestor também argumentam que o prazo previsto para que os municípios brasileiros encerrassem os lixões terminou em agosto de 2024, sem que a situação do município tivesse sido completamente solucionada.

O tema passou a ser explorado politicamente após o incêndio. De um lado, o grupo de Jadson cobra providências da atual administração e mobilização da população. Do outro, aliados de Miltinho defendem que o histórico do lixão também deve ser considerado e questionam a responsabilidade de gestões anteriores sobre o problema.

O episódio mantém em evidência uma questão que envolve gestão de resíduos sólidos, meio ambiente e saúde pública, além de alimentar a disputa política em Coaraci.

Enquanto os grupos trocam críticas, o incêndio no lixão reacende o debate sobre a necessidade de uma solução definitiva para o descarte de resíduos no município e sobre a responsabilidade das diferentes administrações diante do problema.

Redação Saiba+

Continue lendo

Política

Candidato da UP reduz agenda após ser baleado pela PM na Bahia

Aroldo Félix foi atingido durante manifestação em Salvador e, segundo o partido, enfrenta dores lombares e infecção no local do impacto

Postado

em

O candidato ao Governo da Bahia pela Unidade Popular (UP), Aroldo Félix, teve a agenda de campanha reduzida após ser atingido por um disparo de bala de elastômero durante uma manifestação em Salvador, no dia 1º de setembro.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (11), a coordenação da campanha informou que o candidato vem cumprindo agendas restritas devido às consequências do ferimento.

Segundo a UP, o projétil de elastômero que atingiu Aroldo Félix estava vencido há 11 anos. Desde o episódio, o candidato teria passado a apresentar fortes dores na região lombar e uma infecção no local atingido.

Candidato recebe atendimento médico

De acordo com o partido, Aroldo tem recebido atendimento médico contínuo em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Salvador. A equipe médica também teria recomendado tratamento com antibióticos por pelo menos 15 dias.

A infecção provocada pelo ferimento estaria dificultando a rotina do candidato. Conforme a campanha, Aroldo não consegue permanecer muito tempo em pé nem realizar viagens prolongadas de carro, situação que acabou afetando o cumprimento de compromissos no interior da Bahia.

Com a limitação física, a campanha da UP informou que o candidato mantém apenas compromissos considerados possíveis diante de seu atual quadro.

O episódio ocorreu durante uma manifestação na capital baiana e passou a integrar o debate sobre atuação policial, uso de munições de elastômero e segurança em manifestações públicas.

A campanha afirma que continuará acompanhando a recuperação de Aroldo Félix enquanto reorganiza as atividades eleitorais para conciliar os compromissos políticos com o período de tratamento.

Redação Saiba+

Continue lendo
Ads BANNER
Ads BANNER

    Mais Lidas da Semana