Mundo
Ibovespa cai 2,96% sob pressão externa e dólar dispara a R$ 5,83

Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, encerrou esta sexta-feira em forte queda de 2,96%, aos 127.258 pontos, refletindo o aumento das tensões no cenário internacional. O movimento marca uma reversão após a estabilidade observada na véspera, em meio à escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
Nesta sexta-feira, o governo chinês anunciou medidas de retaliação às políticas comerciais norte-americanas, impondo tarifas de 34% sobre produtos importados dos EUA. A resposta de Pequim elevou significativamente a aversão ao risco nos mercados globais, pressionando ativos emergentes e contribuindo para o desempenho negativo das bolsas ao redor do mundo.
O temor de desaceleração econômica global se intensificou com a nova rodada de tarifas. O banco americano JP Morgan elevou a probabilidade de uma recessão nos Estados Unidos para 60% ainda em 2025, após o presidente Donald Trump anunciar a implementação de “tarifas de reciprocidade”, medida que aumenta o isolamento comercial do país.
Apesar de o Brasil ter sido relativamente poupado, com alíquota de 10% aplicada às suas exportações — o percentual mínimo imposto pela nova política americana —, o alívio sentido no mercado na quinta-feira não foi suficiente para conter a pressão generalizada desta sexta.
O câmbio também foi impactado pelo ambiente externo deteriorado. O dólar, que havia fechado em baixa de 1,23% na véspera, a R$ 5,62, saltou 3,69% nesta sexta-feira, encerrando o pregão a R$ 5,83. É o maior patamar da moeda americana em mais de três semanas.
O cenário reforça a cautela de investidores diante do aumento do protecionismo global e da incerteza econômica, com impacto direto sobre os mercados emergentes.
Mundo
Explosão em fábrica de fogos deixa mortos na China
Acidente em Hunan provoca dezenas de vítimas e levanta alerta sobre segurança industrial

Uma forte explosão em uma fábrica de fogos de artifício deixou ao menos 26 mortos e mais de 60 feridos na província de Hunan, na China. O caso, registrado na última segunda-feira (4), foi divulgado pela imprensa estatal nesta terça-feira (5) e já mobiliza autoridades locais para investigação e socorro às vítimas.
De acordo com informações oficiais, o acidente ocorreu por volta das 16h40 (horário local) em um dos galpões da empresa Huasheng Fireworks Manufacturing and Display, especializada na produção e exibição de fogos de artifício. A explosão foi descrita como intensa, causando destruição significativa na estrutura do local e atingindo trabalhadores que estavam em operação no momento.
Equipes de resgate foram enviadas imediatamente à área, atuando no atendimento aos feridos e na busca por possíveis sobreviventes entre os escombros. Muitos dos feridos foram encaminhados a hospitais da região, alguns em estado grave, o que pode elevar o número de vítimas fatais nas próximas horas.
O episódio reacende preocupações sobre segurança em fábricas de materiais explosivos, um setor historicamente associado a acidentes na China. Autoridades já iniciaram uma investigação para apurar as causas da explosão e verificar possíveis falhas nos protocolos de segurança.
Especialistas destacam que o manuseio de substâncias altamente inflamáveis exige rigor extremo, e tragédias como essa reforçam a necessidade de fiscalização constante e medidas preventivas mais eficazes.
Mundo
China rejeita sanções dos EUA contra empresas por compra de petróleo do Irã
Governo chinês critica medidas de Washington e reforça importação de petróleo iraniano

O governo da China advertiu neste sábado que não irá acatar as sanções impostas pelos Estados Unidos contra cinco empresas chinesas, acusadas de adquirir petróleo do Irã. A reação oficial reforça o clima de tensão entre as duas potências no cenário geopolítico global.
As autoridades chinesas destacaram que consideram as medidas de Estados Unidos como unilaterais e inadequadas, afirmando que suas empresas atuam dentro da legalidade do comércio internacional. A decisão evidencia a disposição de Pequim em manter suas relações energéticas com o Irã, mesmo diante da pressão externa.
Nos últimos meses, Washington intensificou esforços para reduzir as receitas do governo iraniano, ampliando sanções contra refinarias chinesas que compram petróleo do país a preços mais baixos. A estratégia faz parte de uma política mais ampla dos EUA para limitar a influência econômica e política do Irã no mercado internacional.
A China, por sua vez, segue como um dos principais importadores do petróleo iraniano, considerado estratégico para atender à demanda interna de energia. O posicionamento do governo chinês reforça a importância da parceria comercial entre os dois países e aponta para possíveis impactos no equilíbrio do mercado global de petróleo.
Analistas avaliam que o impasse pode gerar novos atritos comerciais e diplomáticos, com reflexos tanto no setor energético quanto nas relações internacionais. A situação também levanta preocupações sobre a estabilidade dos preços do petróleo e o futuro das sanções econômicas no cenário global.
Mundo
Trump afirma que EUA podem assumir controle de Cuba “quase imediatamente”
Declaração envolve possível envio de porta-aviões e eleva tensão geopolítica no Caribe

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou recentemente que o país pode “tomar o controle de Cuba quase imediatamente”, em uma fala que rapidamente repercutiu no cenário internacional. A afirmação, considerada forte e controversa, veio acompanhada da sugestão de mobilização militar, incluindo o envio de um grande navio de guerra para a região.
Segundo Trump, a estratégia poderia envolver o deslocamento de um porta-aviões, como o USS Abraham Lincoln, para as proximidades da costa cubana. A medida, caso concretizada, representaria uma escalada significativa nas relações entre os dois países e reacenderia tensões históricas no Caribe.
A fala do presidente ocorre em um contexto de disputas geopolíticas e pressão internacional, levantando preocupações entre analistas sobre possíveis impactos na estabilidade regional. Especialistas em relações internacionais avaliam que qualquer movimentação militar próxima a Cuba pode gerar reações não apenas do governo cubano, mas também de aliados estratégicos na América Latina e em outras partes do mundo.
Historicamente, as relações entre Estados Unidos e Cuba são marcadas por décadas de embargos econômicos, conflitos ideológicos e momentos de alta tensão, como a Crise dos Mísseis de 1962. Embora tenha havido avanços diplomáticos em determinados períodos, declarações como essa reforçam um cenário de incerteza.
Até o momento, não houve confirmação oficial de ações concretas relacionadas ao envio de forças militares. No entanto, a declaração já provocou forte repercussão internacional e debates sobre segurança, soberania e diplomacia global.
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