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Uso de jatinho e filiações em massa acirram disputa pelo comando do PT

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Foto: Ricardo Stuckert

O clima dentro do PT está longe de ser de festa. Mesmo com o partido no poder federal, as eleições internas de julho prometem ser uma das mais disputadas dos 45 anos de história da legenda. Com cinco pré-candidatos ao comando nacional, o processo eleitoral está cercado de tensões, trocas de farpas e polêmicas — com direito até a jatinho e suspeitas de “filiações em massa”.

Quem são os candidatos?

O nome favorito para assumir a presidência do partido é Edinho Silva, ex-ministro e ex-prefeito de Araraquara (SP), que tem o apoio direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, para surpresa de muitos, dentro da própria corrente majoritária do partido, a Construindo um Novo Brasil (CNB), surgiu um rival: Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ), que lança oficialmente sua candidatura em um evento no Circo Voador, no Rio, no dia 13 de maio.

Além da disputa interna na CNB, outros nomes se colocam no páreo representando correntes mais à esquerda:

  • Romênio Pereira, do Movimento PT
  • Valter Pomar, da Articulação de Esquerda
  • Rui Falcão, da corrente Novo Rumo

O primeiro turno da eleição direta será no dia 6 de julho, com votação de quase 3 milhões de filiados. Caso haja segundo turno, ele será realizado em 20 de julho.


Jatinho, viagens e críticas

Uma das polêmicas que esquentaram a pré-campanha foi o uso de jatinho por Edinho Silva para se deslocar durante viagens eleitorais. O próprio ex-prefeito admitiu ter usado a aeronave de Carlos Augustin, o “Teti” — um produtor rural e assessor do Ministério da Agricultura filiado ao PT. A viagem foi feita entre Palmas (TO) e Cuiabá (MT).

A revelação gerou desconforto entre outros pré-candidatos. Rui Falcão, por exemplo, anunciou que antecipará o registro de sua candidatura para garantir o direito de fazer dez viagens custeadas pelo partido, sem depender de apoios externos.

Mesmo sem citar nomes, Falcão criticou a prática e reforçou que sua campanha seguirá os trâmites internos do partido. Apesar disso, aliados de Edinho minimizam a candidatura do ex-presidente do PT, dizendo que parte do grupo Novo Rumo já estaria fechada com o nome preferido de Lula.


Tesouraria, influência e… um racha anunciado

A candidatura de Quaquá é vista como a mais preocupante pelos aliados de Edinho, pois pode formalizar um racha dentro da CNB. O grupo que apoia Quaquá é o mesmo que deseja manter o controle da tesouraria do partido, atualmente nas mãos de Gleide Andrade.

Entre os nomes que integram essa frente dissidente estão:

  • Jilmar Tatto (deputado federal e secretário de Comunicação do PT)
  • Humberto Costa (atual presidente do partido)
  • José Guimarães (líder do governo na Câmara)
  • Gleisi Hoffmann (ministra das Relações Institucionais)
  • Senador Beto Faro

O movimento indica que a disputa não será apenas sobre quem lidera o partido, mas sobre quem controla os rumos e os recursos da legenda nos próximos anos.


Filiações em massa levantam suspeitas

Outro ponto polêmico é o crescimento abrupto de novos filiados, especialmente no Rio de Janeiro. Em março, o PT registrou 340 mil novas filiações, boa parte delas em Maricá, cidade onde Quaquá assumiu a prefeitura após se licenciar da Câmara dos Deputados.

Aliados de Edinho veem com desconfiança esse “inchaço” em redutos estratégicos da candidatura rival — principalmente porque, apesar de o PT vencer em Maricá, Lula perdeu para Bolsonaro na eleição de 2022 no município.

A força da dissidência também se manifesta em Minas Gerais, enquanto em São Paulo, apesar da presença da família Tatto, a influência desse grupo tem diminuído dentro do partido.


O que está em jogo?

Além do prestígio e do cargo máximo da legenda, o que está em jogo é a alma do PT para os próximos anos. A disputa entre diferentes alas revela tensões entre os que querem manter o partido mais próximo do centro e do governo federal, e aqueles que defendem uma guinada à esquerda.

Até 19 de maio, as chapas nacionais poderão ser oficialmente registradas. Até lá, o jogo segue aberto — com direito a articulações, apoios de última hora e, claro, novos capítulos das disputas internas que movimentam o partido mais influente da esquerda brasileira.

Redação Saiba+

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Brasil

Justiça suspende imposto de 12% sobre exportação de petróleo

Decisão liminar da Justiça Federal do Distrito Federal atende pedido de associação do setor e interrompe, por enquanto, a cobrança sobre exportações de óleo bruto

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A Justiça Federal do Distrito Federal determinou a suspensão liminar da cobrança do Imposto de Exportação (IE) de 12% sobre as exportações de óleo bruto de petróleo e minerais betuminosos. A decisão foi assinada nesta quinta-feira (27/8) pelo juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal Cível.

A medida atende a um pedido apresentado pela Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (Abep), que questionou judicialmente a cobrança estabelecida pelo governo federal.

A alíquota de 12% havia sido instituída por meio da Resolução nº 938/2026 do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), publicada em julho. A entidade argumentou que a medida teria finalidade exclusivamente arrecadatória e contestou a legalidade da tributação sobre as exportações de petróleo bruto.

Segundo a associação, a criação do imposto representaria uma nova tentativa do Poder Executivo de estabelecer a cobrança sobre o setor, apesar de uma medida semelhante já ter enfrentado resistência no Congresso Nacional.

Com a decisão judicial, a exigibilidade do imposto fica suspensa em caráter liminar, enquanto o processo continua em tramitação. A medida, portanto, não representa necessariamente uma decisão definitiva sobre a validade da cobrança.

A discussão ocorre em um momento de atenção sobre os efeitos da tributação das exportações de petróleo para empresas produtoras, investimentos e competitividade do setor brasileiro no mercado internacional.

A decisão também poderá provocar novos desdobramentos jurídicos, já que a União ainda poderá apresentar recursos contra a liminar. Até que haja uma nova determinação judicial, permanece suspensa a exigibilidade da alíquota de 12% para as empresas abrangidas pela decisão.

Redação Saiba+

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Brasil

Empresária morre durante cirurgia plástica na Bahia

Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, morava nos Estados Unidos e voltou ao Brasil para realizar quatro procedimentos estéticos em Ilhéus

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Uma empresária de 31 anos morreu durante uma cirurgia plástica realizada em Ilhéus, no sul da Bahia, na madrugada desta quarta-feira (26). A vítima foi identificada como Adriele da Silva Pinto, que morava nos Estados Unidos e havia retornado ao Brasil para realizar procedimentos estéticos.

A causa da morte ainda não foi esclarecida e deverá ser investigada pelas autoridades responsáveis.

De acordo com informações de familiares, Adriele havia programado a realização de quatro procedimentos estéticos: mastopexia com colocação de prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma.

Cirurgia aconteceu em hospital de Ilhéus

Os procedimentos foram realizados no Hospital Vida Memorial, em Ilhéus. A cirurgia foi conduzida pelo médico Rossini Tebaldi Ruback.

A morte da empresária ocorreu durante o procedimento, mas, até o momento, não foram divulgadas informações conclusivas sobre o que teria provocado a complicação.

Familiares aguardam esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte e sobre os procedimentos adotados pela equipe médica durante a cirurgia.

Médico já havia sido alvo de denúncias

Segundo relatos apresentados por familiares, o profissional responsável pela cirurgia já havia sido alvo de denúncias em 2023.

Na ocasião, pacientes teriam relatado supostos problemas relacionados a procedimentos realizados pelo médico. As informações sobre essas denúncias deverão ser consideradas no contexto das investigações, caso sejam formalmente relacionadas ao episódio ocorrido nesta quarta-feira.

A morte de Adriele deve ser apurada para esclarecer as circunstâncias da cirurgia, as condições clínicas da paciente e a possível causa do óbito. Novas informações poderão surgir à medida que os procedimentos de investigação avancem.

O caso chama atenção para os cuidados e critérios de segurança envolvidos em cirurgias plásticas e procedimentos estéticos, especialmente aqueles que combinam diferentes intervenções em uma mesma operação.

Redação Saiba+

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Brasil

Empresas começam a adotar escala 5×2 antes do fim da jornada 6×1

Novo modelo garante dois dias de folga por semana e ganha espaço enquanto proposta de mudança na jornada avança no Congresso

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A discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 começa a provocar mudanças no setor privado. Enquanto a proposta que prevê alterações na jornada de trabalho avança no Congresso Nacional, empresas de diferentes segmentos já decidiram antecipar a adoção da escala 5×2, modelo em que o trabalhador atua durante cinco dias e tem dois dias de folga por semana.

Atualmente, a escala 6×1 permite que o trabalhador tenha apenas um dia de descanso após seis dias consecutivos de trabalho, conforme a organização da jornada. Com a mudança para o modelo 5×2, a distribuição semanal passa a contemplar dois dias de descanso.

Proposta de mudança na jornada avança no Congresso

A discussão ganhou força com a tramitação de uma proposta que prevê o fim da escala 6×1 e estabelece uma jornada de até 40 horas semanais, distribuída em cinco dias.

O texto aprovado pela Câmara dos Deputados segue em análise no Senado Federal, onde tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD), já sinalizou parecer favorável à proposta, aumentando a expectativa em torno da votação.

Apesar de o debate ainda estar em andamento e de não haver uma definição final sobre a mudança constitucional, empresas não precisam aguardar uma eventual aprovação para reorganizar suas jornadas.

Redes de farmácias e supermercados antecipam mudança

Entre as empresas que passaram a adotar ou iniciar a implementação do modelo 5×2 estão grandes redes do setor de farmácias, como Raia, Drogasil, Drogaria São Paulo, Pacheco e Savegnago.

No segmento de supermercados, empresas como Extrabom, Supernosso e Pague Menos também começaram a implementar o formato com dois dias de descanso semanal.

A mudança representa uma alteração significativa na organização das escalas, principalmente para trabalhadores que estavam submetidos ao modelo 6×1.

Escala 5×2 não significa necessariamente jornada de 40 horas

Um ponto importante é que a adoção da escala 5×2 não significa, automaticamente, redução da jornada semanal para 40 horas.

Em alguns casos, as empresas mantiveram a carga de 44 horas semanais, modificando principalmente a distribuição dos dias de trabalho e descanso. Dessa forma, o trabalhador passa a ter dois dias de folga, mas a quantidade total de horas trabalhadas durante a semana pode permanecer a mesma.

A diferença entre os modelos está, portanto, na organização da jornada. Na escala 5×2, o trabalhador trabalha cinco dias e descansa dois; já na 6×1, são seis dias de trabalho para apenas um dia de folga.

Mudança pode ganhar força com avanço da proposta

A adoção antecipada do modelo por empresas de diferentes setores ocorre em meio ao aumento da pressão pelo fim da escala 6×1 no Brasil. Caso a proposta avance no Senado e seja posteriormente aprovada nas demais etapas do processo legislativo, o cenário da jornada de trabalho poderá passar por uma transformação mais ampla.

Enquanto isso, empresas têm autonomia para negociar e reorganizar suas escalas dentro das regras trabalhistas vigentes. A tendência é que o debate sobre qualidade de vida, descanso semanal e jornada de trabalho continue ganhando espaço entre empregadores, trabalhadores e representantes do Congresso.

Redação Saiba+

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