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Brasil

Dívidas da saúde privada podem virar atendimentos no SUS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com o presidente Lula - Danilo Verpa

O governo federal estuda um novo modelo de cooperação com a rede privada de saúde para enfrentar a longa fila de espera por atendimentos especializados no SUS (Sistema Único de Saúde).

A proposta prevê que clínicas e hospitais privados possam abater até R$ 2,7 bilhões anuais em dívidas fiscais mediante a realização de exames e cirurgias para pacientes do SUS.

A medida, que está sendo elaborada pelos ministérios da Saúde, da Fazenda e pela Casa Civil, será apresentada por meio de uma Medida Provisória (MP) até o final de maio. A iniciativa visa complementar o programa Mais Acesso a Especialistas, que já prevê o repasse de R$ 2,4 bilhões em 2025 para custear até 9 milhões de procedimentos especializados com prazos reduzidos de atendimento.

Segundo estimativas do governo, prestadores de serviços privados de saúde acumulam dívidas que somam pelo menos R$ 70 bilhões. A ideia é converter parte desse valor em serviços prestados ao SUS, sem pressionar o orçamento público.

Além de oncologia, oftalmologia e cardiologia, o plano é ampliar o escopo do programa para áreas como ginecologia e otorrinolaringologia. Também estão previstas ações como mutirões em unidades privadas, utilizando a capacidade ociosa desses estabelecimentos. A CNSaúde (Confederação Nacional de Saúde) apoia a proposta e destaca que muitos hospitais privados operam com apenas 60% de ocupação.

Após a publicação da MP, o Ministério da Saúde lançará um edital para credenciamento de hospitais, clínicas e operadoras interessadas em aderir ao programa. O documento deve detalhar os serviços elegíveis e os critérios de remuneração por região.

O crédito concedido ao prestador de serviço funcionará como uma compensação fiscal, abatendo parte da dívida com a União. O valor de cada procedimento ainda está em discussão, com a possibilidade de adoção de uma tabela diferenciada.

A proposta representa uma reformulação significativa na estratégia de enfrentamento das filas do SUS, um dos compromissos assumidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha de 2022. O atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que a redução do tempo de espera é uma prioridade da pasta e que o setor privado será um aliado nessa missão.

A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa os planos de saúde, foi procurada, mas preferiu não comentar a iniciativa.

Redação Saiba+

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Colombianas vítimas de queda de helicóptero são veladas no Rio

Familiares se despedem de três mulheres da mesma família oito dias após acidente durante passeio turístico

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Os corpos das três colombianas da mesma família que morreram na queda de um helicóptero durante um passeio turístico no Rio de Janeiro são velados neste domingo (16), oito dias após o acidente.

A cerimônia de despedida de Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, acontece das 9h às 15h, na Capela 2 do Cemitério e Crematório da Penitência, no Caju, na Zona Portuária do Rio.

As três vítimas estavam entre as pessoas envolvidas no acidente aéreo que ocorreu durante um passeio turístico. A tragédia mobilizou equipes de resgate e investigação e provocou comoção entre familiares e amigos.

A cerimônia marca o momento de despedida das três colombianas, que pertenciam à mesma família e estavam no Brasil para uma experiência turística quando ocorreu o acidente.

Após o velório, os corpos deverão seguir os procedimentos definidos pelas famílias para o sepultamento ou traslado, conforme as decisões dos parentes.

As circunstâncias da queda do helicóptero continuam sendo apuradas pelas autoridades responsáveis pela investigação do acidente. O objetivo é esclarecer as causas da ocorrência e reunir informações sobre as condições da aeronave e do voo.

Redação Saiba+

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Brasil

Ônibus tomba e deixa nove mortos em Petrópolis

Acidente aconteceu na madrugada deste domingo na BR-040, durante a descida da serra, na Região Serrana do Rio

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Um grave acidente envolvendo um ônibus deixou nove pessoas mortas na madrugada deste domingo (16), em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O veículo transportava 47 passageiros quando tombou no km 91 da BR-040.

O acidente aconteceu por volta das 4h30, durante a descida da serra, em um trecho da rodovia que liga a Região Serrana à capital fluminense.

Com o tombamento, equipes de emergência foram mobilizadas para atender a ocorrência e prestar socorro às vítimas. As circunstâncias que provocaram o acidente deverão ser investigadas pelas autoridades responsáveis.

Além das nove mortes confirmadas, outras pessoas ficaram feridas e precisaram de atendimento médico. Equipes de resgate atuaram no local para retirar os passageiros do ônibus e encaminhá-los para unidades de saúde da região, conforme a necessidade.

O acidente provocou impacto no trânsito da BR-040 e mobilizou equipes responsáveis pelo atendimento e pela segurança viária. A dinâmica da ocorrência ainda deverá ser esclarecida a partir das investigações.

A tragédia reacende a atenção para os cuidados necessários no tráfego pela descida da Serra de Petrópolis, especialmente durante a madrugada e em trechos de rodovia com características que exigem atenção redobrada dos motoristas.

Redação Saiba+

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Brasil

Petrobras encontra hidrocarbonetos no Amapá

Descoberta ocorreu em poço exploratório na Foz do Amazonas e estatal estima produção de petróleo na região em até sete anos

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A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos em um poço exploratório localizado em águas profundas no Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas, na chamada margem equatorial brasileira.

A descoberta ocorreu após a perfuração realizada pela estatal na região, considerada estratégica para as atividades de exploração de petróleo no país. O resultado representa mais uma etapa dos estudos destinados a avaliar o potencial energético da área.

Segundo a Petrobras, a identificação de hidrocarbonetos ainda exige novas etapas de avaliação técnica para determinar as características e a viabilidade comercial da descoberta. Os trabalhos deverão incluir análises e estudos complementares antes de uma eventual decisão sobre o desenvolvimento da produção.

A estatal estima que, caso os resultados das próximas fases confirmem a viabilidade do projeto, a produção de petróleo na região poderá começar em até sete anos.

A área da margem equatorial brasileira tem sido alvo de debates sobre exploração de petróleo, principalmente em razão de seu potencial energético e das discussões envolvendo impactos ambientais. A Foz do Amazonas é uma das regiões consideradas promissoras para novas descobertas de hidrocarbonetos.

Com a identificação no poço exploratório do Amapá, a Petrobras amplia os estudos sobre o potencial petrolífero da margem equatorial, enquanto avança nas avaliações necessárias para determinar a dimensão da descoberta e as condições para uma possível produção comercial.

Redação Saiba+

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