Mundo
Explosão deixa centenas de feridos em porto iraniano
Incidente ocorre em meio a nova rodada de negociações nucleares entre Irã e Estados Unidos em Omã.

Uma forte explosão atingiu o porto de Shahid Rajaee, na cidade de Bandar Abbas, no sul do Irã, deixando ao menos 406 pessoas feridas, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana neste sábado (26). O incidente acontece em um momento delicado, quando Teerã e Washington iniciam uma terceira rodada de negociações nucleares em Omã.
De acordo com relatos de autoridades locais à TV estatal, a explosão foi provocada pela detonação de vários contêineres armazenados na área do cais do porto. Equipes de emergência foram mobilizadas rapidamente para retirar os feridos, que estão sendo encaminhados a centros médicos da região.

Espessa fumaça preta é vista após explosão no cais do porto Shahid Rajaee, a sudoeste de Bandar Abbas, na província iraniana de Hormozgan – Islamic Republic of Iran Broadcasting News/AFP
A agência de notícias semi-oficial Tasnim informou que todas as atividades no porto foram temporariamente suspensas para facilitar o combate ao incêndio resultante. Ainda segundo a agência, o elevado número de trabalhadores no local no momento da explosão aumenta a possibilidade de haver vítimas fatais, embora o número oficial de mortos ainda não tenha sido confirmado.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram uma grande nuvem em forma de cogumelo se formando após a explosão. A força da detonação foi tamanha que janelas de prédios num raio de vários quilômetros foram quebradas, relatou a mídia local.
O porto de Shahid Rajaee já havia sido alvo de incidentes anteriormente. Em 2020, um ataque cibernético atribuído a Israel — como retaliação a ações cibernéticas iranianas — paralisou temporariamente suas operações, causando congestionamentos significativos em vias navegáveis e rodovias próximas, segundo reportagens do jornal The Washington Post.
Até o momento, as autoridades iranianas não confirmaram se há indícios de sabotagem na explosão deste sábado. O episódio, no entanto, aumenta a tensão no momento em que Teerã e Washington buscam retomar o diálogo diplomático sobre o programa nuclear iraniano.
Assista ao vídeo da explosão abaixo:
Mundo
Parlamento Europeu congela acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos
Decisão é anunciada após tensão diplomática envolvendo ameaça de anexação da Groenlândia

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos, medida anunciada nesta terça-feira (20) por Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), a segunda maior bancada da Casa.
Segundo García Pérez, a suspensão do acordo firmado no ano passado ocorre como retaliação às recentes declarações do presidente Donald Trump, que manifestou interesse em anexar a Groenlândia aos EUA. O território, embora autônomo, mantém vínculo histórico e administrativo com a Dinamarca, país-membro da União Europeia.
A decisão do Parlamento Europeu foi recebida como um sinal de endurecimento nas relações diplomáticas entre os blocos, que já vinham enfrentando divergências comerciais e políticas. Para parlamentares europeus, a ameaça de anexação representa uma violação inaceitável da soberania de um território ligado a um Estado europeu, justificando a interrupção imediata das negociações.
O congelamento do acordo deve impactar setores estratégicos, especialmente comércio, investimentos e cooperação regulatória. A expectativa é de que novas discussões ocorram nas próximas semanas, enquanto a União Europeia aguarda uma posição oficial do governo norte-americano sobre o episódio.
Mundo
EUA ampliam lista de países convidados para integrar o “Conselho da Paz”
Iniciativa liderada por Washington inclui novos chefes de Estado para atuar na transição política e reconstrução da Faixa de Gaza

O governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação da lista de países convidados a integrar o “Conselho da Paz”, mecanismo criado por Washington com o objetivo de liderar a transição política, garantir a segurança e coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa busca fortalecer a cooperação internacional diante do cenário de instabilidade na região.
Segundo informações divulgadas, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu incluir novos líderes globais no grupo, ampliando o alcance diplomático da proposta. Entre os nomes convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Javier Milei (Argentina), o presidente Recep Tayyip Erdogan (Turquia), o presidente Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e o primeiro-ministro Mark Carney (Canadá).
A expansão do Conselho reflete o interesse norte-americano em envolver diferentes perspectivas políticas e regionais no processo de reconstrução de Gaza, especialmente em um momento em que a comunidade internacional discute caminhos para estabilizar a área e promover ações humanitárias.
A participação dos novos países ainda depende de confirmações formais, mas a iniciativa já repercute no cenário diplomático global, abrindo espaço para debates sobre governança, segurança e cooperação multilateral no Oriente Médio.
Mundo
Brasil quer falar sobre Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, citando soberania e direito
Governo prepara manifestação firme em defesa do direito internacional, sem citar diretamente Maduro ou Donald Trump

O governo brasileiro deve solicitar a palavra na sessão extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, marcada para esta segunda‑feira (5), para tratar da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, durante operação conduzida pelos Estados Unidos em Caracas na madrugada de sábado (3). Embora não ocupe assento permanente no colegiado, o Brasil pretende se manifestar com base nas regras que permitem intervenções de países não membros.
A fala brasileira deve seguir a linha adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que divulgou nota conjunta com Espanha e países latino‑americanos condenando violações ao direito internacional. O discurso, segundo fontes diplomáticas, será forte e crítico, mas sem mencionar nominalmente nem o ditador venezuelano nem o presidente dos EUA, Donald Trump — estratégia já adotada em posicionamentos anteriores.
A orientação do Itamaraty é reforçar a defesa da soberania dos Estados, do multilateralismo e da necessidade de respeito às normas internacionais, independentemente de quem esteja envolvido no conflito. O Brasil pretende destacar que ações militares unilaterais representam riscos para a estabilidade regional e criam precedentes perigosos para a comunidade internacional.
A crise desencadeada pela captura de Maduro reacendeu tensões diplomáticas e mobilizou governos latino‑americanos, que buscam evitar uma escalada de confrontos e defender soluções pacíficas. A participação brasileira no Conselho de Segurança reforça o esforço do país em se posicionar como voz ativa na defesa do diálogo e da legalidade internacional.
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