Mundo
Trump critica Putin e Lula pede fim da guerra na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (26) que o presidente russo, Vladimir Putin, pode não ter interesse real em encerrar a guerra na Ucrânia. Em publicação na sua rede social, a Truth Social, Trump condenou os ataques russos contra regiões civis e ameaçou impor novas sanções econômicas à Rússia.
“Me faz pensar que, talvez, ele [Putin] não queira parar a guerra, esteja apenas me enrolando. Isso precisa ser tratado de forma diferente, com ‘sanções secundárias’ ou ‘bancárias’, talvez?”, escreveu Trump, destacando ainda que “muitas pessoas estão morrendo” no conflito.
O posicionamento ocorreu pouco depois de Trump se reunir em Roma com o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, momentos antes do funeral do papa Francisco. Em suas redes sociais, Zelenski agradeceu pela reunião e reforçou a necessidade de um “cessar-fogo total e incondicional”.
Trump também aproveitou a publicação para criticar a cobertura do The New York Times sobre sua proposta de acordo de paz, que incluiria a cessão de territórios ucranianos à Rússia. Segundo Trump, a guerra teria sido provocada pelo ex-presidente Joe Biden e, anteriormente, permitida durante a gestão de Barack Obama, quando a Crimeia foi anexada pela Rússia.
Lula pede negociações e defende papel dos EUA
Ainda em Roma, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, comentou o encontro entre Trump e Zelenski. Lula defendeu que ambos busquem uma solução para o conflito, classificando a guerra como “sem explicação”.
“Eu não sei o que eles conversaram, não posso intuir a conversa. Acho que o importante é que se converse para que se encontre uma saída para essa guerra, porque essa guerra está ficando sem explicação. Ninguém consegue explicar e ninguém consegue falar em paz”, afirmou Lula.
O presidente brasileiro também destacou a necessidade de envolvimento dos Estados Unidos na resolução de outros conflitos, como a ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza. Lula reforçou que a solução passa por negociações e diálogos diretos entre as partes.
Durante sua passagem por Roma, Lula participou do funeral do papa Francisco e comentou sobre a escolha do próximo pontífice, expressando o desejo de que o sucessor tenha o mesmo “coração e compromisso social” do papa argentino.
Mundo
China rejeita sanções dos EUA contra empresas por compra de petróleo do Irã
Governo chinês critica medidas de Washington e reforça importação de petróleo iraniano

O governo da China advertiu neste sábado que não irá acatar as sanções impostas pelos Estados Unidos contra cinco empresas chinesas, acusadas de adquirir petróleo do Irã. A reação oficial reforça o clima de tensão entre as duas potências no cenário geopolítico global.
As autoridades chinesas destacaram que consideram as medidas de Estados Unidos como unilaterais e inadequadas, afirmando que suas empresas atuam dentro da legalidade do comércio internacional. A decisão evidencia a disposição de Pequim em manter suas relações energéticas com o Irã, mesmo diante da pressão externa.
Nos últimos meses, Washington intensificou esforços para reduzir as receitas do governo iraniano, ampliando sanções contra refinarias chinesas que compram petróleo do país a preços mais baixos. A estratégia faz parte de uma política mais ampla dos EUA para limitar a influência econômica e política do Irã no mercado internacional.
A China, por sua vez, segue como um dos principais importadores do petróleo iraniano, considerado estratégico para atender à demanda interna de energia. O posicionamento do governo chinês reforça a importância da parceria comercial entre os dois países e aponta para possíveis impactos no equilíbrio do mercado global de petróleo.
Analistas avaliam que o impasse pode gerar novos atritos comerciais e diplomáticos, com reflexos tanto no setor energético quanto nas relações internacionais. A situação também levanta preocupações sobre a estabilidade dos preços do petróleo e o futuro das sanções econômicas no cenário global.
Mundo
Trump afirma que EUA podem assumir controle de Cuba “quase imediatamente”
Declaração envolve possível envio de porta-aviões e eleva tensão geopolítica no Caribe

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou recentemente que o país pode “tomar o controle de Cuba quase imediatamente”, em uma fala que rapidamente repercutiu no cenário internacional. A afirmação, considerada forte e controversa, veio acompanhada da sugestão de mobilização militar, incluindo o envio de um grande navio de guerra para a região.
Segundo Trump, a estratégia poderia envolver o deslocamento de um porta-aviões, como o USS Abraham Lincoln, para as proximidades da costa cubana. A medida, caso concretizada, representaria uma escalada significativa nas relações entre os dois países e reacenderia tensões históricas no Caribe.
A fala do presidente ocorre em um contexto de disputas geopolíticas e pressão internacional, levantando preocupações entre analistas sobre possíveis impactos na estabilidade regional. Especialistas em relações internacionais avaliam que qualquer movimentação militar próxima a Cuba pode gerar reações não apenas do governo cubano, mas também de aliados estratégicos na América Latina e em outras partes do mundo.
Historicamente, as relações entre Estados Unidos e Cuba são marcadas por décadas de embargos econômicos, conflitos ideológicos e momentos de alta tensão, como a Crise dos Mísseis de 1962. Embora tenha havido avanços diplomáticos em determinados períodos, declarações como essa reforçam um cenário de incerteza.
Até o momento, não houve confirmação oficial de ações concretas relacionadas ao envio de forças militares. No entanto, a declaração já provocou forte repercussão internacional e debates sobre segurança, soberania e diplomacia global.
Mundo
Governo Trump cancela contrato milionário com entidade que apoia menores imigrantes
Decisão impacta organização sediada em Miami responsável por acolher crianças desacompanhadas nos Estados Unidos

O governo do ex-presidente Donald Trump cancelou um contrato avaliado em US$ 11 milhões (cerca de R$ 54 milhões) com a organização Catholic Charities, que atua no acolhimento e assistência de menores imigrantes desacompanhados nos Estados Unidos.
A entidade, sediada em Miami, desempenha papel fundamental no suporte a crianças e adolescentes que entram no país sem a companhia de responsáveis legais. O contrato previa financiamento para serviços essenciais, como abrigo, alimentação, acompanhamento psicológico e orientação jurídica para os jovens migrantes.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Miami Herald, a decisão faz parte de uma série de medidas adotadas no contexto das políticas migratórias mais rígidas implementadas durante a gestão Trump. A interrupção do repasse levanta preocupações sobre o futuro do atendimento a menores em situação de vulnerabilidade, especialmente em regiões de alta entrada de imigrantes.
Especialistas e organizações de direitos humanos alertam que o corte pode gerar impactos diretos na capacidade de acolhimento e assistência, aumentando os desafios enfrentados por instituições que atuam na linha de frente da crise migratória. A medida reforça o debate sobre políticas públicas voltadas à imigração e proteção de crianças desacompanhadas nos Estados Unidos.
Nos bastidores, a decisão também reacende discussões políticas sobre financiamento federal para organizações sociais e o papel do governo no suporte a populações vulneráveis em território norte-americano.
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