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Brasil

Lula turbina salários de 323 aliados com cargos

Ministros, dirigentes do PT e assessores do Planalto recebem gratificações que elevam contracheques a mais de R$ 80 mil.

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REUTERS/Adriano Machado Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolidou uma ampla rede de aliados políticos em cargos de conselhos de estatais e empresas privadas nas quais a União detém participação acionária. De acordo com levantamento realizado a partir da Lei de Acesso à Informação (LAI), cruzamento de dados de ministérios e documentos públicos, 323 nomes ligados ao governo, ao PT e à base aliada no Congresso foram nomeados para esses postos.

Esses cargos, que em muitos casos exigem apenas a presença em reuniões periódicas, garantem remunerações adicionais que, somadas aos salários já recebidos, podem ultrapassar os R$ 80 mil mensais. A prática, embora amparada na Lei das Estatais e submetida à avaliação dos comitês de elegibilidade das empresas, é criticada por especialistas por favorecer indicações políticas em detrimento de critérios técnicos.

Quem são os beneficiados

Entre os nomeados estão ministros de Estado, secretários executivos, chefes de gabinete, servidores comissionados, dirigentes partidários, ex-deputados e assessores de parlamentares de destaque, como os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

No núcleo do Planalto, nomes como Débora Raquel Cruz Ferreira, jornalista e chefe de gabinete da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), integra o conselho da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgeprom), subordinada à Marinha. Antes, Débora atuava como assessora de imprensa do Ministério dos Esportes e em sindicatos de trabalhadores da saúde.

Outro exemplo é Lucas Monteiro Costa Dias, diretor de programa na Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). Formado em história e com atuação limitada à assessoria política, ele ocupa vaga no conselho fiscal da Caixa Cartões, subsidiária da Caixa Econômica Federal, recebendo R$ 5.430,87 mensais em “jeton”, nome dado a essa remuneração extra que complementa salários de servidores públicos com assentos em conselhos.

Cargos estratégicos para aliados

O Ministério de Portos e Aeroportos indicou Felipe Matos, secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Recife, para o conselho da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), mesmo sem experiência no setor portuário. A indicação, endossada pelo ministro Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), reflete a troca de favores políticos entre o Executivo e aliados regionais.

No primeiro escalão do governo, 13 ministros ocupam cargos em conselhos. A usina Itaipu Binacional, por exemplo, abriga Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Esther Dweck (Gestão) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), com reuniões bimestrais que podem render cerca de R$ 34 mil por participação.

No Sistema S, o Serviço Social do Comércio (SESC) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) também abrigam ministros como Luiz Marinho (Trabalho), Alexandre Padilha (Saúde) e Camilo Santana (Educação), com ganhos que ultrapassam R$ 28 mil e R$ 21 mil, respectivamente.

Além de estatais e empresas mistas, ministros e auxiliares próximos de Lula ocupam postos em empresas privadas com participação da União. Anielle Franco (Igualdade Racial), por exemplo, foi nomeada para o conselho da Tupy, multinacional do setor metalúrgico, onde a média de remuneração mensal para conselheiros ultrapassa R$ 39 mil.

Ligação com o Congresso Nacional

As articulações políticas não param no Executivo. Assessores e aliados de líderes do Congresso também foram contemplados. Ana Paula de Magalhães, chefe de gabinete de Davi Alcolumbre, foi indicada para o conselho da PPSA e para o conselho fiscal da Caixa Loterias. Micheline Xavier Faustino, assessora de Rodrigo Pacheco, ocupa vagas na PPSA e na Eletronuclear.

Já Mariangela Fialek, assessora da Presidência da Câmara, mantém cargo na Brasilcap, enquanto Fábio Coutinho, chefe de gabinete do senador Otto Alencar (PSD-BA), integra o conselho da Nuclep, estatal do setor nuclear e de defesa.

No PT, a tesoureira nacional Gleide Andrade está no conselho da usina Itaipu, enquanto os ex-deputados Jorge Ricardo Bittar e Maurício Quintella Lessa foram nomeados para conselhos da Telebrás e do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB).

Críticas à prática e questionamentos técnicos

Especialistas em governança apontam que o governo Lula se apoia em brechas da legislação para acomodar aliados em conselhos, prática que compromete a eficiência e o desempenho técnico dessas empresas. Sandro Cabral, professor do Insper, observa que muitas dessas indicações não seguiriam os critérios de mercado privado, onde a escolha de conselheiros prioriza experiência e formação na área de atuação da empresa.

“O problema é que, embora a pluralidade de formações possa ser positiva, falta um critério mínimo de senioridade e conhecimento técnico. Muitos ocupam cargos sem a formação ou experiência adequadas”, avalia Cabral.

Apesar disso, o governo argumenta que a diversidade de perfis é estratégica para o fortalecimento da governança corporativa, citando a prática como alinhada aos padrões internacionais.

A Terracap, empresa pública do governo do Distrito Federal onde auxiliares de Haddad e Rui Costa foram nomeados, defendeu que as remunerações e critérios de escolha foram aprovados em assembleia de acionistas.

Remunerações turbinadas

Com as nomeações, os rendimentos extras dos conselheiros aumentam significativamente. Ministros como Vinícius Marques de Carvalho, da CGU, acumulam salários de R$ 44 mil no ministério mais jetons de R$ 39 mil da Tupy e R$ 5 mil da Brasilcap, ultrapassando R$ 83 mil em um mês.

No Sistema S, os ganhos também são expressivos. Luiz Marinho e Alexandre Padilha recebem mais de R$ 28 mil no conselho do SESC. Camilo Santana, no Senac, ganha R$ 21 mil, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, atua no conselho da Brasilprev.

Esses valores contrastam com práticas salariais de outras empresas de porte semelhante, incluindo gigantes como Banco do Brasil, Caixa e BNDES.

Redação Saiba+

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Brasil

Greve na Caixa continua por tempo indeterminado

Empregados rejeitaram proposta do banco em assembleia e apontaram impasses envolvendo o Saúde Caixa como uma das principais razões para manter a paralisação

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Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve por tempo indeterminado após rejeitarem a proposta apresentada pela instituição para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A paralisação teve início na quinta-feira (10) e ganhou continuidade após uma assembleia virtual realizada nesta sexta-feira (11). Na votação, 66,80% dos trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa.

Segundo o Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, a proposta não contempla de forma satisfatória as principais reivindicações da categoria. Entre os pontos considerados prioritários pelos empregados está o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos funcionários e um dos principais temas de negociação.

A rejeição da proposta mantém o impasse entre os trabalhadores e a instituição financeira, sem previsão, até o momento, para o encerramento da paralisação.

Com a decisão, a greve dos empregados da Caixa segue por tempo indeterminado, enquanto a categoria aguarda novos avanços nas negociações sobre o acordo coletivo e as reivindicações apresentadas ao banco.

O movimento ocorre em meio às discussões sobre condições de trabalho e benefícios dos empregados da Caixa, com o Saúde Caixa permanecendo no centro das reivindicações da categoria.

Redação Saiba+

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Brasil domina ranking de hospitais da América Latina

Três instituições brasileiras aparecem entre as cinco melhores da região em 2026, com o Einstein Hospital Israelita na liderança do levantamento

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O Brasil ampliou sua presença entre as instituições de saúde mais bem avaliadas da América Latina. De acordo com o Ranking IntelLat dos Melhores Hospitais e Clínicas da América Latina 2026, três hospitais brasileiros estão entre os cinco primeiros colocados da lista.

O Einstein Hospital Israelita, de São Paulo, ocupa a primeira posição geral, seguido pelo Hospital Italiano de Buenos Aires, da Argentina, e pela Fundación Santa Fe de Bogotá, da Colômbia. O Hospital Sírio-Libanês e o Hospital Moinhos de Vento completam o top 5.

O levantamento avaliou 105 instituições de dez países, número superior ao registrado na edição anterior, que contou com 80 hospitais. O crescimento também foi observado entre os representantes brasileiros: 41 instituições do país foram incluídas no ranking de 2026, sendo 15 entre os 50 primeiros colocados e sete entre os 20 melhores.

Hospital da Bahia aparece entre os avaliados

Entre os hospitais brasileiros listados, o Hospital da Bahia aparece na 81ª colocação geral. A instituição integra uma relação que reúne unidades de diferentes regiões do país.

O Hospital de Clínicas de Porto Alegre se destacou ao alcançar a 20ª posição, enquanto o Real Hospital Português de Pernambuco ficou em 28º lugar.

No ranking nacional, o Einstein Hospital Israelita lidera, seguido pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e pelo Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

Einstein se destaca em especialidades

O desempenho brasileiro também ganhou força nas avaliações específicas por área médica. O ranking de 2026 analisou oito especialidades: pneumologia, oncologia, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, pediatria, neurologia, ortopedia e traumatologia, além de endocrinologia e diabetologia.

A presença de instituições brasileiras entre as melhores posições representa um avanço em relação ao levantamento de 2025. Naquele ano, eram duas instituições do Brasil entre as cinco primeiras e seis entre os 20 melhores hospitais da América Latina.

Em 2026, o país passou a ter três hospitais no top 5 e sete instituições entre os 20 primeiros colocados, reforçando a presença da medicina brasileira no cenário latino-americano.

Além do Einstein, Sírio-Libanês e Moinhos de Vento, aparecem entre os 20 primeiros o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na 14ª posição; Hospital Nove de Julho, em 16º; Hcor – Hospital do Coração, em 18º; e Hospital de Clínicas de Porto Alegre, em 20º.

O resultado evidencia a forte participação do Brasil no ranking regional e mostra a expansão do número de instituições avaliadas na edição de 2026.

Redação Saiba+

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Tornados atingem cidades do Paraná e deixam estragos

Fenômenos foram registrados em Francisco Alves e Espigão Alto do Iguaçu; mais de 600 casas foram destelhadas por granizo em Dois Vizinhos

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Dois tornados foram confirmados no Paraná entre o fim da tarde de quarta-feira (9) e a madrugada de quinta-feira (10), provocando estragos em diferentes regiões do estado. Os fenômenos foram registrados em Francisco Alves, no Noroeste, e Espigão Alto do Iguaçu, no Oeste.

Em Francisco Alves, cerca de dez produtores rurais tiveram prejuízos após a passagem do tornado. Já em Espigão Alto do Iguaçu, os impactos atingiram estruturas públicas e áreas de produção.

Na cidade, duas escolas foram atingidas e uma área de plantio de eucaliptos foi destruída durante o temporal.

Granizo destelha mais de 600 casas

Além dos tornados, outras cidades paranaenses registraram fortes tempestades. Em Dois Vizinhos, no Sudoeste do estado, mais de 600 casas foram destelhadas pelo granizo na quinta-feira (10).

Com os imóveis danificados, moradores buscaram lonas para proteger os ambientes e reduzir os impactos causados pelas chuvas e pelo granizo.

Milhares de imóveis continuam sem energia

Os temporais também provocaram interrupções no fornecimento de energia elétrica. Cerca de 10 mil imóveis permanecem sem luz no Paraná nesta sexta-feira (11).

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que equipes trabalham para restabelecer o fornecimento nas regiões afetadas pelos temporais.

Diante da dimensão dos estragos, um gabinete de crise do Governo do Paraná foi mobilizado para acompanhar a situação e coordenar as ações de resposta nas áreas atingidas.

O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta vermelho para temporais no Paraná, com previsão de continuidade das condições de instabilidade até sábado (12). As autoridades orientam a população a permanecer atenta aos alertas meteorológicos diante do risco de novos eventos severos.

Redação Saiba+

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